Entre Luvas e Glórias: Celebrando o Dia do Goleiro 

Legenda: Goleiro Manga atuando no Botafogo FR. Foto de capa/Reprodução: Jornal Lance.

Por Esther Verta e Pedro Suzuki. 

No dia 26 de abril, é comemorado o Dia do Goleiro, essa data foi reservada para prestigiar uma posição muito importante e única, não só dentro do futebol, mas de muitos outros esportes. A homenagem é para aqueles, que com um enorme compromisso, são responsáveis por defender o gol durante as partidas dos jogos. 

O goleiro é aquele que tem o poder de ser herói e vilão, como ocorreu no dia 23 de abril de 2024 com o goleiro do Corinthians, Cássio, após uma falha. Fez um desabafo sobre como tudo que acontece com a equipe, acaba caindo na sua conta, independentemente de ter sido um erro dele ou de outro do time. O goleiro sempre deseja evitar o inevitável, ele joga um jogo coletivo quase que de forma individual e é parte de um grande processo em campo. Mesmo que não seja tão ovacionado quanto os atacantes, que fazem os gols, os goleiros também são essenciais para cada vitória, com defesas que são equivalentes a bolas na rede.  

É a única posição que um time não pode ficar sem, sendo assim, é o coração do time, sem ele uma partida não tem início.  

O dia foi escolhido em homenagem ao goleiro Aílton Corrêa Arruda, conhecido por “Manga”.  

Nascido no dia 26 de abril de 1937, Manga foi um goleiro histórico dentro do futebol brasileiro, defendendo grandes clubes como Sport, Botafogo, Coritiba, Grêmio, entre outros. Com o seu talento fora da curva, chegou no auge da carreira de qualquer goleiro, defendendo a Seleção Brasileira. 

Essa data comemorativa surgiu em 1975, e foi pensada pelo tenente Raul Carlesso, junto ao capitão Reginaldo Pontes Bielinski, ambos professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro. Carlesso, foi preparador físico da Seleção Brasileira em 1974, e o primeiro a desenvolver uma preparação especial para os goleiros no Brasil.  

No início, a data seria comemorada no dia 14 de abril, mas para homenagear Manga foi alterada para a data atual. 

Os goleiros e seus treinadores 

Cadu Neves: “Ser goleiro é uma paixão para mim e nasceu comigo”, diz Cadu. Começou a jogar futebol quando criança e gostava de agarrar, sempre escolhendo o gol. Com apoio da família e dos seus professores, conseguiu realizar o sonho e se tornar goleiro de um dos maiores Clubes do Brasil, o Vasco da gama. “É uma posição que é a minha vida”, para ele, ser goleiro significa tudo. Atualmente está emprestado pelo Vasco à Portuguesa RJ.  

Vitor Eudes: Por ser o primo mais novo, Vitor sempre era escolhido para ser goleiro, com isso, acabou tomando gosto pela posição. Entrou em uma escolinha e começou a treinar, se profissionalizou, e hoje defende o Fluminense, um dos times da elite do futebol brasileiro. 

Ele afirma, “Creio que é também um dom que Deus dá”, enfatizando que sua profissão é uma realização pessoal e profissional. 

André Carvalho: Quando pequeno, não era muito habilidoso com os pés e por isso, sempre acabava indo para o gol. Ali, ele se encontrou e tomou a posição como sua. Começou a agarrar em pelada, depois no juvenil do clube América RJ e da Portuguesa RJ, onde ficou até os 28 anos de idade. Teve que abandonar a carreira, devido a uma hérnia de disco, e com isso, estudou e se tornou treinador de goleiros. Hoje, trabalha no Fluminense, o seu clube de coração.  

Felipe Verta: As circunstâncias da vida, o levaram a profissionalizar como goleiro, mas sempre amou o que faz. “Para ser goleiro, tem que estar no sangue”, diz Felipe, tem que ter amor pela posição e sempre defendê-la com muita garra.  

É uma realização profissional ser treinador de goleiros, porque é a continuidade do que foi construído no passado. Passar os ensinamentos para os mais jovens é uma grande satisfação, porém exige muito estudo e dedicação. Atualmente, Felipe é preparador de goleiros da Portuguesa RJ, onde atua há mais de 10 anos. 

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