Cuidando de Atletas: Fisioterapia no Esporte

Foto Capa: reprodução/ortoponto

Por Arthur Werneck

A fisioterapia esportiva surgiu nos Estados Unidos durante os anos 1950, tendo como foco principal o atendimento a atletas, buscando tratamento e reabilitação de lesões. No Brasil, começou a ser implementada no final da década de 1960, quando o esporte passou a ser levado mais a sério no país, sendo amador ou profissional. 

O crescimento da atividade no país foi impulsionado por eventos esportivos importantes, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que exigiram um preparo físico mais qualitativo e cuidados especializados para lesões. 

A profissão se tornou cada vez mais importante com o aumento da prática esportiva, utilizando de métodos como terapia manual, exercícios terapêuticos, mobilizações articulares visando promover a melhoria física e flexibilidade do corpo, proporcionando uma redução do risco de lesões, aumento no desempenho esportivo e recuperação mais rápida e eficaz aos atletas. 

O fisioterapeuta esportivo deve se aprofundar em conhecimentos diversos, como Anatomia Humana, Biomecânica, Fisiologia Humana, Ortopedia, Traumatologia, além de procedimentos fisioterapêuticos. 

O profissional conta com uma rotina diferente de um fisioterapeuta tradicional, tendo participações diárias com os atletas, seja realizando atendimento particular ou acompanhando o mesmo para uma competição ou treinamento importante. 

Ágatha e Bárbara (créditos: reprodução/Andress Latif/REUTERS)

Rafael Bordallo, fisioterapeuta da seleção chinesa de vôlei de praia, fala sobre a evolução da fisioterapia no esporte e o futuro da profissão, “hoje utilizamos alguns equipamentos que há 10 anos sequer existiam, então a criação e uso deles nos permite monitorar tipos de treino, lesões, gestos dos atletas e frequência cardíaca. Os softwares já estão em processo de melhora, sendo possível usar aplicativo conectado no celular para fazer ultrassom, usar lasers, tudo isso para acelerar a recuperação dos atletas e a tendência é que isso evolua cada vez mais”. 

O profissional que já trabalhou com jiu-jitsu, judô, triatlo e futebol falou sobre a diferença de tratamento e cuidados fisioterapêuticos em cada um deles, “cada esporte tem seu índice de lesão variado entre os gestuais que o atleta pratica. No judô estão ligados aos golpes dos atletas, usando muito braços e pernas. No vôlei de praia, salto e arremesso. No triatlo, os gestos de natação, ciclismo e corrida”. 

Evandro e André (reprodução/FIVB)

Rafael esteve nas Olimpíadas do Rio e de Paris, trabalhou com os times de vôlei de praia do Brasil feminino e masculino, com destaque para as duplas Ágatha e Bárbara e Evandro e André. 

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