Foto Capa: reprodução/UNIFACHA
Por Arthur Líbero
No dia 18 de janeiro é comemorado o Dia Nacional da Universidade, uma data que destaca a importância dessas instituições para o desenvolvimento intelectual, social e econômico de uma nação. Mais do que locais de ensino, as universidades são espaços de transformação, preparando as sociedades para os desafios e demandas de um mundo em constante mudança.
Criada para lembrar a relevância da formação superior, a data ganha ainda mais força ao refletirmos sobre o impacto da educação universitária no Brasil. Segundo o Censo da Educação Superior 2022, divulgado pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), mais de 8,6 milhões de estudantes estão matriculados em cursos superiores no país. Desses, 25% frequentam universidades públicas, enquanto 75% estão em instituições privadas.
O diploma universitário tem se mostrado um diferencial competitivo no mercado de trabalho brasileiro. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que a taxa de desemprego entre pessoas com diploma é de 6,6%, enquanto entre trabalhadores sem graduação, esse índice ultrapassa os 12%. Além disso, o salário médio de um profissional graduado pode ser até 2,5 vezes maior, reforçando o valor da educação superior como ferramenta de ascensão social e econômica.
Mais do que benefícios econômicos, as universidades desempenham um papel essencial na formação cidadã. Elas são espaços onde se cultivam o pensamento crítico, a capacidade de análise e o questionamento das realidades sociais. Ao promover o diálogo entre pessoas de diferentes origens e perspectivas, essas instituições tornam-se arenas fundamentais para o debate de ideias e o desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios globais e locais.
Um dos pilares fundamentais em todas as universidades são os Projetos de Extensão, que buscam integrar a academia à comunidade. Esses projetos oferecem aos estudantes a oportunidade de aplicar na prática o que aprendem em sala de aula, contribuindo diretamente para a melhoria da sociedade.

“No meu entendimento, extensão é a principal forma de retorno do saber acadêmico para a sociedade. No entanto, não é benéfico apenas para esta, mas também para os estudantes. Pois precisam extrapolar os muros da universidade e ter contato com realidades que, muitas vezes, estão distantes daquilo ao qual estão acostumados. Nesse movimento, relações são estabelecidas e os futuros profissionais podem entender a relevância da profissão escolhida para a construção de um mundo melhor”, afirma Ivana Gouveia, coordenadora de Jornalismo e professora de Projeto de Extensão.
Seja através de serviços comunitários, ações sociais ou iniciativas voltadas à saúde, educação ou cultura, os projetos de extensão aproximam os alunos da realidade, promovendo uma troca enriquecedora de conhecimentos e experiências. Essa conexão é essencial para o desenvolvimento de profissionais mais empáticos, éticos e preparados para os desafios do mundo contemporâneo.

As universidades não se destacam apenas pelo ensino e pela extensão, mas também pelo papel essencial no desenvolvimento de pesquisas. É através delas que o conhecimento se renova, promovendo avanços em diversas áreas e trazendo soluções para os desafios da sociedade.
“A pesquisa é muito importante para a universidade, porque é na pesquisa que o conhecimento se renova. O conhecimento científico tem uma renovação constante por meio das pesquisas feitas nas universidades. Então o papel dela é fundamental, você pode questionar. E para o aluno também é importante porque é onde ele vai aprender a pesquisar. Não existe nenhum curso específico para formar pesquisadores. Os pesquisadores são formados nos seus próprios cursos já na graduação, no meio de iniciação científica, de projetos de iniciação científica. E é nesses projetos que o aluno vai aprender as técnicas e os métodos de pesquisa, trabalhando na prática, orientado por um professor”, destaca Maria Paulina, coordenadora do projeto de Iniciação Científica na UNIFACHA.
A legislação universitária brasileira estabelece o tripé ensino, pesquisa e extensão, que garante que as universidades não se limitem apenas às aulas ou à extensão. “Toda a universidade tem que conjugar esses três elementos, e os projetos de iniciação científica têm um valor enorme para os alunos. Eles aprendem a pesquisar, constroem currículos sólidos e se destacam em processos seletivos de mestrado e doutorado”, acrescenta Maria Paulina.

Os projetos de pesquisa vão além dos muros da universidade, espalhando os resultados através de artigos científicos, e-books, revistas acadêmicas, congressos e jornadas, como as promovidas pela UNIFACHA. “O conhecimento científico não pode ser trancado em uma gaveta; ele precisa ser divulgado e socializado. Quando realizamos eventos e convidamos pessoas de fora da universidade, estamos cumprindo esse papel de levar o conhecimento para a sociedade”, conclui a professora.
Na UNIFACHA, a pesquisa ocupa um lugar de destaque, incentivando a formação de profissionais capazes de questionar, inovar e contribuir para o progresso científico e social.
Na UNIFACHA, o Dia Nacional da Universidade é celebrado com orgulho, reforçando o compromisso com a excelência acadêmica e a formação integral dos estudantes. Por meio de ensino de qualidade, projetos de extensão inovadores e um ambiente que valoriza o pluralismo de ideias, a UNIFACHA segue sendo um exemplo de como a educação superior pode transformar vidas e construir um futuro mais promissor para todos.
Neste 18 de janeiro, celebramos o poder da universidade em transformar sonhos em realidade e criar pontes para um mundo melhor. Que este dia nos inspire a valorizar cada vez mais a educação e os frutos que ela pode trazer para toda a sociedade.
