Foto Capa: Luiz Gontijo
Por Luiz Gontijo
O Congresso de Jornalismo Esportivo UNIFACHA se tornou realidade!!!
Queria agradecer imensamente ao time que fez tudo se tornar possível. Agradecer à direção, coordenação e professores e a todo o corpo docente. Agradecer ao FACHA HUB, esse núcleo incrível de marketing e comunicação que tornou tudo possível. Agradecer ao meu time do UNIFACHA Sports Hub por embarcar nessa comigo. Minha equipe, meus estags e voluntários que abraçaram o projeto e se dedicaram inteiramente a ele. É bom demais ter vocês no núcleo! Agradecer aos nossos convidados por cada palestra, mesa, oficina e por doarem seu tempo para esse projeto. E também queria agradecer às instituições parceiras, que somaram forças para tornar o Conjef possível.
Obrigado a todos, sem vocês nada seria possível!

Agora um relato pessoal:
Eu voltei à FACHA inúmeras vezes desde que me formei. Eu confesso que pude ressignificar minha relação com a instituição. Era algo estranho, pois por muito tempo eu olhava e pensava: eu passo mais tempo no ônibus vindo da Região Oceânica de Niterói até Botafogo do que propriamente em sala de aula. Era cansativo, longe, solitário. Mas aos poucos fui entendendo que o que não estava certo era comigo, e não com a faculdade. Eu que não entendia o valor de estar ali. Parecia apenas uma etapa, algo meramente burocrático, que me habilitaria a exercer a minha profissão.
Mas a maturidade é algo que só o tempo e as experiências são capazes de te dar. Eu precisei bater na trave no Estagiar da Globo. Eu precisei tentar transferência externa e me frustrar. Eu precisei sair, estudar na UFF e voltar para entender que era na FACHA que eu me tornaria jornalista e que decisões devem ser tomadas de maneira pensada, e não de maneira superficial. Eu descobri que precisava mudar minha vida, mas mais do que isso entender que eu estaria perdendo tempo se deixasse a “vida me levar” – como diz meu ídolo Zeca Pagodinho. Era preciso tomar as rédeas da minha vida, tomar decisões, crescer… Amadurecer…
São 4 anos de Rio de Janeiro, 3 ao lado da minha noiva, e esse foi o ponto de virada de chave. Ao lado dela comecei a entender que a vida, primeiro, era boa demais e merecia ser vivida. E segundo que se eu não transformasse minhas ações, mas principalmente minha mente, nenhuma mudança seria possível. Logo, nenhum movimento aconteceria.
E assim fiz: reta final de estágio, largo a UFF, retorno à FACHA, entrega de TCC, formatura, contrato temporário, efetivação! Respira!!! Recalcula a rota e segue em frente. Novos projetos: palestras, especialização, mestrado (tomara…). Uma nova função na Globo, uma mudança de editor para produtor, um novo programa, novos sonhos.
Um dia a Rita chegou pra mim e disse: “amor, você precisa deixar uma marca. O que você quer deixar? Quando você vai nas faculdades conversar com alunos, profissionais, colegas, professores… O que você quer deixar para eles? Qual o seu legado?”, nesse momento, percebi que viver minha “ego trip”, “eu isso, eu aquilo”, tudo era muito menor do que o que realmente importava. Eu queria abrir as portas para que eu pudesse discutir com colegas, formados ou formandos, os rumos da comunicação. Eu queria conversar sobre tudo. Sobre carreiras, sobre estratégias, sobre dicas. Queria que valorizassem o LinkedIn e entendessem a potência dessa rede, do networking, dos contatos. Eu anotei aquilo no meu grupo de WhatsApp comigo mesmo e fui pensando num evento que pudesse reunir tudo que eu achava necessário para promover uma mudança de mentalidade, de perspectiva.
Eu queria que todos tivessem o estalo que eu não tive ainda no início da graduação. A minha carreira já havia começado há dois anos, e eu perdendo tempo, perdendo oportunidades. Aquela máxima: “se eu tivesse a cabeça que tenho hoje…”
Era necessário criar algo, assim fiz: criei as pontes, as redes, as conexões. E todas essas pessoas tornaram possível realizar esse evento. Meu amor, meus amigos, alunos, professores, mentores, referências, ídolos.
Ao longo dos dois dias de eventos revisitei minha mente, vi um filme passar: trouxe minha amiga brilhante Agnes Rigas para ser mestre de cerimônia e conduzir de forma excepcional esse evento. Da escola pra FACHA. Escolhemos, em momentos distintos, e por diferentes motivos, dividir a paixão pelo jornalismo. Acertamos em cheio! Obrigado por ter me aberto as portas lá atrás, amiga! Você me deu a primeira oportunidade, você sabe o quanto sou grato por aquela indicação, em plena pandemia, para sua equipe de estágio nos jornais O Dia, Meia Hora e iG.
O CONJEF também me possibilitou encontrar o Marcos. Meu primeiro chefe no jornalismo. Um gestor fora de série. Infelizmente a pandemia gritava, e nós só fomos nos conhecer pessoalmente 5 anos depois. A vida tem dessas, mas apesar da distância essa ponte sempre se mostrou firme!
Entre os 53 palestrantes estava a minha orientadora de TCC Denise Lilenbaum, minha mentora acadêmica Michele Vieira, meus professores da graduação, da especialização. Também a Aline Pacheco, jornalista e apresentadora, extremamente carismática e humilde ao ponto de ceder um espaço no seu programa para que jovens – eu fazia parte desses – pudessem viver de alguma forma a experiência de aparecer na TV e falar de esporte. Foi essa a primeira vez que contribuí para um produto jornalístico. O Balançando a Rede na Record. Entre os 53 palestrantes estavam colegas de redação, amigos do ciclo de estágio, colegas que esbarrei em palestras em outras universidades, em pautas, na vida… Minhas referências acadêmicas e profissionais!
Essa era minha ideia nesse evento. Eu pensei: “o que mais me ajudou a me desenvolver profissionalmente?” Apesar de gostar de falar, e falar o tempo todo, foi reconhecer que eu trabalho diariamente com quem sabe muito mais que eu, viveu muito mais que eu, tem muito mais experiência, muito mais conhecimento que eu. Foi entender que eu estava diariamente cercado por pessoas extremamente competentes, e que ao observá-las eu já aprendia. Eu lembro um dia que estava editando o Tá Na Área e fui almoçar com o editor-chefe, o executivo e outro editor e todos ali tinham pelo menos 30 anos de jornalismo e televisão. Eu até hoje lembro da sensação de estar quieto, apenas ouvindo. E quando o silêncio reinava em uma pausa entre uma história e uma garfada, eu apenas fazia uma pergunta para que pudessem continuar aquela conversa, mas que pra mim era uma aula.
Essa era minha ideia, possibilitar que quem estivesse ali, assistindo, participando do Congresso tivesse essa experiência: ouvir de quem viveu, de quem fez parte da história do jornalismo esportivo. Afinal, o trabalho jornalístico é um trabalho participativo na história.
Espero que meu objetivo tenha sido alcançado. Sempre há o que melhorar, mas eu estou muito feliz com o resultado!
