O renascimento dos clubes de bairro: infraestrutura e parcerias em debate no Rio Futsummit 2026 

Foto Capa: reprodução/Instagram/@lucianalopesscherpel 

Por João Pedro Pereira da Silva, João Ricardo Gregory e Breno Assis  

Na terça-feira (24), o Rio Futsummit 2026 foi palco de uma discussão vital para o futebol carioca: o fortalecimento dos clubes de bairro. Mediada pelo jornalista Athos Moura, a palestra contou com Luciana Lopes, presidente do Bangu, e Marcelo Barros, diretor da Portuguesa, que detalharam como melhorias em iluminação, acessos e assentos estão mudando o patamar de suas instituições.  

Durante o debate, a presidente do Bangu enfatizou que o clube “voltou para o banguense”. Para Luciana, a parceria com a prefeitura na infraestrutura foi o pilar para recolocar o time na Série A. Ela destacou que ajustes simples, como a iluminação de Moça Bonita, permitem receber gigantes como o Flamengo, movimentando toda a economia local. “Nossa meta é ser a quarta força. Hoje temos a 5ª maior média de público, apenas mil torcedores atrás do Botafogo”, revelou, reforçando que o foco é oferecer conforto para que o torcedor aproveite o espetáculo além das quatro linhas. 

Luciana e Marcelo debatem o futuro dos clubes tradicionais no Rio Futsummit (créditos: reprodução/Instagram/@lucianalopesscherpel)

Marcelo, mandatário da Portuguesa, trouxe uma visão que expande o papel do clube para o convívio social. Ele destacou que o auxílio da prefeitura e da FERJ deve olhar para as atividades diárias dos moradores, como piscinas e áreas de lazer. Entre os avanços da Lusa, Marcelo citou a transformação do estádio centenário – que saltou de 6 mil para 20 mil lugares – e a implementação de pautas verdes, como painéis solares. 

Um ponto crítico levantado pelo presidente foi o fim dos jogos às 15h. “Jogar à tarde é desumano. A iluminação permitiu jogos noturnos, o que mudou nosso patamar de atração de público”, afirmou. Marcelo ressaltou que a Ilha do Governador virou referência para clubes coirmãos, sediando mais de 40 partidas. Para ele, o crescimento deve ser coletivo, “Para ter um clube forte, precisamos de um adversário forte. Time grande é aquele que cumpre compromissos, e o Bangu é um clube grande”. 

Palestra ocorre no Espaço Rio e reúne vários espectadores (créditos: SportsHub)

O encontro terminou com um consenso, “os clubes de bairro são, antes de tudo, patrimônios dos moradores”. Com a doação de materiais como tintas e o suporte técnico para obras, a prefeitura ajuda a preservar essa identidade, garantindo que o futebol carioca respire além dos grandes centros de treinamento. 

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