Foto Capa: Lucas Furtado
Por Lucas Furtado
O Congresso de Jornalismo Esportivo da UNIFACHA (Conjef) teve uma mesa sobre rádio. O bate-papo trouxe grandes nomes do rádio para discutir o rádio esportivo. No evento, além de esportes, diversos assuntos ligados ao rádio foram abordados como o futuro do rádio, formatos radiofônicos e a pouca diversidade de estilos no dial fluminense.

A mesa foi composta pelo professor da UNIFACHA, Leandro Lacerda, o âncora da CBN, Carlos Eduardo Éboli, a comunicadora da Rádio Globo, Victória Rosa Cruz e o ex-assessor do Vasco, Evandro Costa. A mediação foi feita pelo professor da UNIFACHA e da Unisuam e comunicador da Super Rádio Tupi, Alexandre Ferreira.
Na primeira parte do evento, os participantes contaram sobre suas trajetórias profissionais e sobre sua ligação no rádio. Éboli e Costa falaram de sua ligação com o rádio e a importância dele em suas vidas como profissionais e ouvintes. Lacerda contou de sua trajetória na CBN e de como se tornou integrante da equipe de esportes da emissora. Victoria falou de como o seu estágio em rádio foi importante para a sua carreira no meio. Ela iniciou sua trajetória no jornalismo da Tupi e depois passou pela Antena 1 como produtora, foi para a então SulAmérica Paradiso (hoje Nova Paradiso) onde se tornou comunicadora e depois seguiu sua carreira na Mix e Globo.

Na sessão de perguntas, os integrantes discutiram diversos aspectos que vão além do esportivo como o fato do rádio ser uma escola para grandes comunicadores e como a agilidade que o meio exige é importante para o improviso. O papel do jornalista esportivo também foi abordado e como eles também podem ser usados para o jornalismo geral em grandes coberturas gerais e como o esporte é uma editoria que também faz parte do jornalismo geral.
Também foi discutido sobre formatos como o uso de imagem no rádio e possíveis adaptações na linguagem no meio na década passada e como os influenciadores impactaram o trabalho do jornalista esportivo nas coletivas.

Outros assuntos que vão além do rádio como a obrigatoriedade do diploma profissional de jornalista e o futuro da forma de consumo em áudio também foram abordados. Éboli também comentou sobre a importância da cobertura de esportes olímpicos que permeia o CBN Esportes, que neste ano completa 25 anos sendo 24 comandados por ele.
O rádio é uma das duas atividades radiofônicas abordadas no Congresso. Além da mesa, há uma oficina sobre transmissões radiofônicas comandada pelo Audiolab da UERJ com Filipe Mostaro.
