Foto capa: Reprodução/CBV
Por Manuela Greeenhalgh
Nesta terça-feira (8), o Brasil abriu o Campeonato Sul-Americano Feminino de Vôlei em um duelo contra a Venezuela no Maracanãzinho, que teve início às 20h, no Rio de Janeiro. Mais que um torneio continental, garante a vaga direta nas olimpíadas de Los Angeles em 2028.
A seleção verde-amarela entrou pela última vez em quadra na final da Liga das Nações (VNL), no fim de julho, quando conquistou a medalha de prata após perder para a Turquia por 3 sets a 1 e nesta noite de terça-feira voltou com força ganhando por 3 sets a 0 em cima das venezuelanas.
Primeiro set: 25 a 14 para o Brasil
Com a escalação:
-Rosamaria: Oposta / Ponteira
-Diana: Central
-Gabi: Ponteira
-Ana Cristina: Ponteira
-Lorena: Central
-Roberta: Levantadora
-Nyeme: Líbero
O Brasil confirmou em quadra a distância que separa as duas seleções no ranking mundial: 2ª colocada, contra a 117ª posição da Venezuela, a diferença ficou evidente desde o saque inicial. Roberta abriu o placar com um ace, e o time brasileiro seguiu com um bloqueio duplo para fazer o segundo ponto. Gabi Guimarães ampliou em contra-ataque, e o Brasil chegou a 3 a 0. As venezuelanas buscaram reagir com pontos em sequência, mas não evitaram a abertura de vantagem, resultando em 5 a 2.

Novo ace de Roberta escancarou a vantagem para 17 a 7, número que levou a comissão técnica da Venezuela a usar os dois tempos técnicos disponíveis. A equipe da casa seguiu esticando o placar até 20 a 8, pouco depois, uma falha na recepção venezuelana abriu espaço para mais um acerto de Roberta no ataque, e o marcador avançou para 23 a 13, já com o set point se desenhando no horizonte. Ana Cristina fechou a parcial em ataque, 25 a 14 para o Brasil, no primeiro set.
Segundo set: Brasil mantém o domínio e vence por 25 a 13
O segundo set seguiu a mesma linha nos instantes iniciais. Roberta driblou a marcação com uma finta na bola de segunda e fez 3 a 1. Sem dar espaço para reação, o Brasil disparou para 8 a 3, e Rosamaria contribuiu com um ataque de trás da linha dos 3 metros para estender a vantagem a 10 a 4.
A muralha brasileira seguiu como principal arma da equipe, já eram 6 pontos de bloqueio até o momento e deu chance para um dos ralis mais longos da partida, mas Gabi pontuou pela entrada, marcando 12 a 4.

A Venezuela ainda conseguiu um ace para diminuir a diferença (18 a 8), mas não foi o suficiente para alcançar o ritmo brasileiro, que chegou a 21 a 10 e converteu o set point logo em seguida. segundo set para po Brasil.
Terceiro set: Brasil fecha com autoridade e vence por 25 a 19
Com mudanças no time titular, Marcelle entrou como líbero, além de Luzia (central), Helena (ponteira/oposta) e Julia Bergmann (ponteira). O Brasil abriu o terceiro set com uma boa defesa de Bergmann, que resultou em ponto brasileiro: 3 a 1.
Diferente das duas primeiras parciais, o início foi mais disputado, com a diferença no placar oscilando entre dois e três pontos. Foi nesse cenário que Julia Bergmann se tornou a grande responsável por manter o Brasil à frente, acumulando pontos importantes e juntamente de Ana Cristina se tornou uma das maiores pontuadoras da partida.

Aos poucos, a diferença cresceu até 21 a 15. Com dois desafios brasileiros negados, o placar chegou a 22 a 19, ainda com alguma resistência venezuelana, até o Brasil chegar ao match point. Com um ace de Julia Bergmann, o Brasil fechou a partida em 25 a 19, com a ponteira coroando sua atuação de destaque no set decisivo e selando a vitória brasileira por 3 sets a 0 para o Brasil.
