Foto capa: Alex Bierens de Haan / LAT Images via Getty Images
Por Natália Magnani
Aos 20 anos, Andrea Kimi Antonelli entra para a história da Fórmula 1 ao se tornar o campeão mundial mais jovem da categoria, recorde que pertencia anteriormente a Sebastian Vettel. O feito encerra um longo jejum para a Itália: o país não via um compatriota erguer o troféu da principal categoria do automobilismo há 73 anos. O piloto da Mercedes cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, posição suficiente para garantir o título de forma antecipada, já que Antonelli precisava marcar apenas dois pontos durante o fim de semana no México. A vitória no GP do México ficou com Max Verstappen, e Lewis Hamilton completou o pódio na segunda posição.

A etapa mexicana teve contornos dramáticos desde os primeiros metros. Logo na largada, a Ferrari protagonizou momentos de agonia: Lewis Hamilton – que havia conquistado sua primeira pole position pela equipe italiana – e Charles Leclerc disputaram roda a roda a primeira posição. Hamilton acabou sendo empurrado para fora da pista pelo piloto monegasco, perdendo a liderança. O incidente rendeu posteriormente a Leclerc uma punição de cinco segundos. Aproveitando a confusão, Max Verstappen fez uma largada sem erros, ganhando três posições.
Ainda na primeira volta, George Russell colidiu com Isack Hadjar, o que lhe custou uma punição de 10 segundos. Pouco depois, os dois carros da Aston Martin abandonaram a prova, acionando o safety car virtual. O caos voltou na volta 44, quando Valtteri Bottas sofreu uma forte batida após uma quebra de suspensão em sua Cadillac, o que paralisou a etapa com bandeira vermelha. O safety car foi acionado mais uma vez, agora na volta de número 59, após Arvid Lindblad atingir o muro em uma disputa com Oscar Piastri. Oliver Bearman, da Haas, também abandonou a prova por danos ao carro.

Porém, o abandono de Bearman foi o menor dos problemas da Haas durante a etapa do México. Esteban Ocon, piloto titular da equipe americana, foi substituído por Ryo Hirakawa pelo restante do fim de semana – e, possivelmente, da temporada – após uma suposta briga entre ele e o chefe de equipe, Ayao Komatsu. Jornalistas apontam que o desentendimento começou após uma discordância do piloto francês sobre os compostos que seriam utilizados durante o segundo treino livre. Ocon, que não tem contrato para o ano que vem, não participou das atividades em pista no sábado e no domingo, o que deixa incerta sua situação para as corridas restantes.
Enquanto o título principal já tem dono, a disputa pelo vice-campeonato do mundial de pilotos promete grandes emoções nas últimas etapas da temporada. A classificação está assim: Max Verstappen ocupa a segunda posição, com 261 pontos, seguido de perto por Lewis Hamilton, com 259, George Russell, com 250, e Charles Leclerc, com 245. O campeonato de construtores – apesar de ainda não estar decidido – já encaminha o título para a Mercedes. A equipe alemã soma 630 pontos, seguida pela Ferrari, com 504, pela Red Bull, com 380, e pela McLaren, com 371.

A próxima etapa da temporada 2026 da Fórmula 1 acontecerá no Autódromo José Carlos Pace – mais conhecido como Interlagos –, que sedia o GP de São Paulo. Conhecido pelo sentido anti-horário e pela icônica passagem pelo “S do Senna”, o evento desafia os pilotos no circuito brasileiro com o clima constantemente imprevisível e o clássico miolo técnico. Com 4,309 km de extensão, 71 voltas e 15 curvas, o traçado se destaca pela combinação de curvas de média e alta velocidade com a famosa subida dos boxes, oferecendo excelentes pontos de ultrapassagem e exigindo forte aderência e bom ritmo de corrida.
Após cinco anos recebendo corridas sprint, Interlagos voltará ao formato tradicional: três treinos livres, classificação e corrida. O Grande Prêmio de São Paulo acontece de 6 a 8 de novembro, com transmissão da Globo, do SporTV e do Globoplay.
