Foto Capa: Arthur Líbero
Por Giovani Dietrich
A teoria ganhou vida no Tribunal do Júri Simulado do curso de Direito da UniFacha. Após muito esforço, dedicação e treinamento, os estudantes encararam o desafio de reproduzir a dinâmica de um julgamento real, em uma atividade marcada pela formalidade, pelo comprometimento acadêmico e pela participação da comunidade universitária.
Realizado na Sala Professor Hélio Alonso, o evento reuniu um público expressivo, que compareceu para prestigiar os alunos, celebrar o Direito da UniFacha e reconhecer o trabalho desenvolvido durante a preparação. Com os estudantes devidamente uniformizados e seguindo os protocolos de uma sessão solene, o ambiente ganhou características semelhantes às de um tribunal de verdade.
A atividade contou com a mentoria da coordenadora do curso de Direito, Carolina Medici, e a participação da professora Lívia, representando a reitoria. A iniciativa proporcionou aos alunos uma oportunidade de aproximar os conhecimentos adquiridos em sala de aula da prática jurídica.

A experiência de um julgamento na prática
Durante a simulação, os estudantes assumiram diferentes funções dentro da estrutura de um Tribunal do Júri, reproduzindo os papéis desempenhados em um julgamento. O público também teve participação especial: algumas pessoas foram convidadas a integrar a plateia, representando os lados da defesa e da acusação.
Ao todo, sete participantes compuseram o Conselho de Sentença, responsável por analisar os argumentos apresentados e participar da decisão sobre os casos simulados.
Entre as situações trabalhadas, estiveram julgamentos envolvendo homicídio qualificado, uma defensiva fundamentada na tese de legítima defesa em um caso de homicídio e uma acusação relacionada ao porte ilegal de arma de fogo.
A dinâmica exigiu dos estudantes argumentação, capacidade de exposição, raciocínio jurídico e domínio dos procedimentos que envolvem uma sessão do Tribunal do Júri.

Quando perguntada pelo Em Todo Lugar sobre como um jurado deve agir quando não concorda com a maioria a reitora respondeu que o Tribunal do Júri é um espaço democrático, no qual os jurados têm liberdade para decidir com base nos argumentos apresentados pela acusação e pela defesa. Após os debates, eles respondem aos quesitos com “sim” ou “não”, de acordo com seu entendimento sobre o que foi apresentado durante o julgamento. Na mesma entrevista ela explicou que para diferenciar uma prova convincente de uma simples suposição é preciso entender que uma prova convincente apresenta elementos que se complementam e se harmonizam, formando um conjunto capaz de sustentar uma conclusão. Já uma suposição pode até ter uma narrativa coerente e detalhada, mas não possui elementos concretos que comprovem e sustentem essa versão.

Muito além da sala de aula
O clima na Sala Professor Hélio Alonso reproduziu a formalidade e a seriedade características de um tribunal. Cada detalhe, desde a organização dos participantes até a apresentação dos argumentos, contribuiu para tornar a experiência mais próxima da realidade profissional.
Mais do que uma atividade acadêmica, o Júri Simulado representou o resultado de um processo de preparação e trabalho em equipe. A experiência permitiu que os estudantes desenvolvessem competências fundamentais para a carreira jurídica, como oratória, pensamento crítico, persuasão e capacidade de construir uma linha de defesa ou acusação.

A realização do evento também reforçou a importância de iniciativas que aproximam os estudantes da prática jurídica ainda durante a graduação, permitindo que conheçam os desafios e as responsabilidades envolvidos na atuação profissional.
O Tribunal do Júri Simulado da UniFacha demonstrou que a formação em Direito vai além dos livros e das teorias: exige preparo, dedicação e a capacidade de transformar conhecimento em prática. Mais do que uma simulação, o júri simulado é uma experiência de aprendizado, argumentação e reflexão sobre o papel da justiça na sociedade.
