Espanha e Itália vencem e irão se enfrentar por vaga na final, enquanto Inglaterra bate com folga a Ucrânia e terá que passar pela Dinamarca para disputar título da Euro

Harry Kane e Lorenzo Insigne têm ótima atuação nas quartas. Já dinamarqueses e espanhóis jogam o suficiente para chegar às semifinais 

Foto de capa:  Reprodução/UEFA

Por Rodrigo Glejzer

Suíça x Espanha (02/07) 

Ao surpreender e bater a seleção francesa, atual campeã do mundo, a Suíça, treinada pelo sérvio Vladimir Petkovic, teve que enfrentar a tricampeã europeia Espanha, comandada pelo ex-jogador Luis Enrique. Os suíços não puderam contar com Granit Xhaka, capitão da equipe e suspenso por ter recebido o segundo amarelo na partida anterior.  

No total, as duas seleções se enfrentaram 23 vezes com retrospecto, totalmente, a favor da Espanha. A “Fúria” venceu em 16 oportunidades, inclusive duas vezes em Copas do Mundo (1966 e 1994), marcou 40 vezes e levou apenas 16 gols suiços. Pelo lado dos Rossocrociati” a única vitória veio na fase de grupos do mundial na África do Sul, com gol solitário de Gelson Fernandes. As últimas duas partidas foram uma vitória espanhola, por 1 a 0, e um empate, 1 a 1, ambos pela Liga das Nações de 2020/2021. É o primeiro confronto entre as equipes por Eurocopas.  

A partida aconteceu na cidade russa de São Petersburgo e começou bastante animada. Craque da seleção suíça, Xherdan Shaqiri conseguiu duas boas subidas ao ataque em cinco minutos disputados. Já a Espanha mantinha a superioridade na posse de bola, mas não conseguia ser muito efetiva no ataque. Isso durou só até os sete minutos, quando Jordi Alba, após receber bola perto da área, chutou de forma despretensiosa no gol, e o volante Zakaria, ao tentar rebater, desviou errado contra a própria meta. Foi o décimo gol contra no atual campeonato europeu.  

Zakaria lamenta o gol contra que abriu o placar da partida – Foto: Kirill Kudryavtsev/Reuters  

Perdendo, Petkovic resolveu adiantar a marcação e pressionar o adversário na defesa, da mesma forma que fez quando levou a virada contra a França nas oitavas, enquanto os espanhóis conseguiam boas escapadas pelas pontas, principalmente com Ferrán Torres. Apesar dos esforços, ambas as equipes não demonstraram muita criatividade para furar as defesas, e o primeiro tempo terminou a favor da Espanha.  

No segundo tempo, a “Rossocrociati” adiantou as linhas e passou a pressionar os adversários na defesa. Funcionou, pois os zagueiros espanhóis Laporte e Pau Torres se enrolaram na hora de sair jogando, a bola sobrou no meio, e Shaqiri aproveitou a oportunidade para bater Simón e empatar a partida aos 22. O gol suíço pareceu ter feito a Espanha acordar. Com muito maior posse de bola, a “Fúria” não conseguia transformar o controle de campo em chances reais de ampliar o placar. Com tudo igual, os espanhóis foram obrigados a furar a defesa suíça.  

Shaqiri aproveita falha na defesa espanhola e empata o jogo – Foto: Anton Vaganov/AFP 

Todavia, apenas aos 31, em cruzamento de Pedri para Pau Torres chutar, e Sommer defender, a equipe de Luis Enrique conseguiu de fato ameaçar o adversário. Para sorte da Espanha, um minuto depois de voltar a conseguir ameaçar a meta oponente, a Suíça teve um jogador expulso. O volante Remo Freuler deu entrada dura em Gerard Moreno e levou vermelho direto. A partir desse momento, os suíços passaram a se preocupar em apenas segurar o jogo.  

Os últimos dez minutos foram de pura pressão vermelha e de um show de defesas de Yann Sommer. O arqueiro do Borussia Mönchengladbach-ALE brilhou no meio do bombardeio espanhol e segurou a partida na prorrogação. Nos tempos extras, a “Fúria” continuou em cima, e Sommer manteve-se impenetrável. Foram 10 defesas feitas pelo suíço, recorde nesta edição da Eurocopa. A Suíça até tentava sair para o ataque, principalmente com Mbabu na direita, mas com apenas dez jogadores era difícil segurar a avalanche espanhola.  

A noite mágica de Sommer garantiu uma nova ida aos pênaltis, mas dessa vez amarga para os vermelho e branco. Se na Romênia, quando bateu a França nas oitavas, a Suíça foi perfeita nas cobranças, não se pode dizer o mesmo em solo russo.  Apenas Gavranovic acertou no gol, enquanto Shär e Akanji pararam em Unai Simón, e Ruben Vargas isolou sua oportunidade. Na Espanha, apenas Rodri desperdiçou a cobrança, defendida por Sommer, ao passo que Olmo, Moreno e Oyarzabal conseguiram bater o paredão suíço. Vaga suada para a “Fúria”, que volta às semis depois de cair nas oitavas de final em 2016, perdendo por 2 a 0 para a Itália.  

Eleito melhor da partida, Unai Simón viveu momento de redenção após falhar de forma bisonha contra a Croácia. O arqueiro do Atlético de Bilbao-ESP foi muito seguro durante toda a partida, mas reconheceu que Sommer teve uma atuação fora do comum e dedicou o prêmio ao colega. “Eu teria dado a Sommer o prêmio de estrela do jogo. Para as semifinais, você tem que começar do mesmo jeito, com a cabeça no único pensamento de vencer. Nós temos que vencer esta Eurocopa”, disse o goleiro. 

Simón se redimiu de falha nas oitavas ao fechar o gol espanhol nas quartas e pegar duas cobranças na decisão por pênaltis

Bélgica x Itália (02/07) 

Jogando na Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique-ALE, Bélgica e Itália fizeram o 23º confronto entre os dois países em todas as competições. Com 17 vitórias, quatro delas nos últimos cinco confrontos, os italianos também têm larga vantagem no saldo de gols: são 47 marcados a favor e apenas 25 sofridos contra os belgas. Em Euros, a “Azzurra” igualmente se sobressai. Dos quatro confrontos, o mais recente em 2016 quando despachou os “Diabos Vermelhos” nas oitavas de final do campeonato europeu na França, a Itália saiu vencedora em três, enquanto a Bélgica conseguiu apenas um empate em 1972.  

Comandada pelo espanhol Roberto Martinez há cinco anos, a Bélgica ainda não conseguiu sequer chegar a uma final tendo em seu plantel a sua melhor geração em todos os tempos. Do outro lado, a Itália vive momentos de reconstrução. Fora da Copa de 2018, os italianos viram peças históricas, como Gigi Buffon e De Rossi, darem adeus e, junto ao novo corpo técnico, liderados por Roberto Mancini, construíram uma base forte há mais de trinta jogos sem saber o que é perder. Dentro da Euro 2020, ambas as seleções viviam ótimo momento, já que foram as únicas a vencerem seus quatro primeiros jogos.  

No mais aguardado duelo das quartas de final, tanto por fãs como crítica esportiva, a Itália começou abrindo o placar logo aos 10 minutos. Um dos pilares da defesa azul, Bonucci completou de barriga desvio de Chiellini, seu parceiro de zaga. O problema é que ambos estavam impedidos no lance, e o VAR anulou, corretamente, a jogada. Em resposta, a Bélgica passou a pressionar os adversários durante 20 minutos e quase marcou duas vezes. Primeiro com Kevin De Bruyne, em lindo chute de fora da área, aos 21, e depois com Romelu Lukaku, aos 25, pedalando em frente à área e também arrematando de longe. Ambas as oportunidades pararam em belas defesas de Gigi Donnarumma, de apenas 22 anos e há trinta partidas dono da meta italiana. 

Donnarumma segurou o ímpeto belga no início do jogo – Foto: Reprodução/Football Italia 

Com o arqueiro do Milan-ITA passando segurança na defesa, o ataque da “Azzurra” começou a criar as primeiras boas oportunidades desde o tento anulado. Aos 26, Chiesa conseguiu invadir a área e chutar cruzado em cima da defesa. Apesar do desvio, Thibaut Courtois segurou firme a bola. No minuto seguinte, foi a vez de Lorenzo Insigne tentar marcar e disparar a pelota por cima do travessão belga. A abertura do placar não demoraria a acontecer.  

Com o relógio batendo 30 minutos, Nicoló Barella conseguiu se aproveitar de confusão na área, depois de Ciro Immobile ser travado e cair no chão, abriu espaço entre os zagueiros da Bélgica e chutou no canto esquerdo de Courtois. Animada com a vantagem, a Itália passou a controlar o jogo e, aos 43, ampliou em bela jogada de Insigne. O capitão do Napoli-ITA recebeu na esquerda do ataque, cortou para perto da área e descarregou um balaço no ângulo.  

O 2 a 0 poderia representar um momento de respiro para Mancini e companhia, mas o jogo continuou intenso, e, no lance seguinte, os belgas conseguiram um pênalti. O jovem e promissor Jérémy Doku, responsável por substituir o lesionado Eden Hazard, invadiu a área, ganhou na velocidade de Di Lorenzo e acabou derrubado. Lukaku pegou a bola para bater e não desperdiçou a cobrança. O apito final veio logo depois, e a partida permanecia em aberto para o segundo tempo.  

Jogada do primeiro gol italiano

A segunda etapa continuou tão animada como a primeira. Se a Itália conseguiu boas chances com Chiesa, no primeiro minuto, Spinazzola, aos 20, e Insigne, aos 23, foi a Bélgica quem quase marcou. Doku não sentiu a pressão de substituir uma das estrelas da equipe e, depois de penetrar duas vezes na área azul, armou para Lukaku. O atacante belga em nenhuma das vezes conseguiu empurrar para as redes. Na primeira foi atrapalhado por Spinazzola e, na segunda, não conseguiu cabecear. Doku, inclusive, fez bela jogada aos 38 minutos, ao receber na esquerda e abrir em direção ao meio para chutar por cima do gol, quase um repeteco do que fez Insigne no segundo gol italiano.  

De maneira já desorganizada, os “Diabos Vermelhos” tentaram pressionar no ataque, mas a “Azzurra” segurou bem e garantiu sua volta às semifinais de um campeonato europeu. A última vez foi quando perderam a final da Euro 2012 por 4 a 0 para o “tiki-taka” espanhol de Xavi e Iniesta. No entanto, Mancini não conseguiu ficar completamente feliz com a vaga, já que Spinazzola, um dos destaques italianos na competição, saiu lesionado no segundo tempo, ao romper o tendão de aquiles, e está fora do torneio.  

Apesar de jovem, Doku foi o principal destaque belga contra a Itália – Foto: Getty Images 

Dinamarca x República Tcheca (03/07) 

O Estádio Olímpico de Baku, localizado no Azerbaijão, foi local do reencontro entre Dinamarca e República Tcheca em uma Eurocopa. A última partida aconteceu em 2004, e, na ocasião, os tchecos, liderados pela geração Nedved, Cech, Rosický, Baros e Koller, venceram por 3 a 0 e eliminaram os dinamarqueses. Desde então, os herdeiros da antiga Tchecoslováquia conseguiram chegar, novamente, às quartas em 2021, enquanto a “Dinamáquina” ficou de fora das fases finais do campeonato europeu por quase duas décadas.  

Iniciado o primeiro tempo, a Dinamarca se impôs desde o começo e não demorou para abrir o placar. Bem posicionado dentro da área, o volante Thomas Delaney cabeceou para as redes o escanteio batido por Stynger aos quatro minutos. Os tchecos não demoraram para responder com Schick, aos 10, e Sevcik, aos 13. Holes ainda conseguiu forçar Schmeichel a fazer boa defesa aos 21.  

Apesar dos esforços da República Tcheca, foram dos dinamarqueses as melhores oportunidades na primeira etapa. A dupla Stynger-Delaney voltou a funcionar, e quase que o volante do Borussia Dortmund-ALE conseguiu marcar seu doblete ao aproveitar novo cruzamento, mas chutar para fora dessa vez. O atacante Damsgaard também causava imensa dor de cabeça à defesa tcheca com sua velocidade e, por pouco, não aumentou o placar em uma de suas escapadas pelas pontas aos 34 minutos. Coube a Dolberg marcar o segundo gol depois de o lateral-direito Maehle cruzar de trivela para o centroavante apenas escorar para as redes.  

Com dois gols atrás, o time comandado por Jaroslav Šilhavý perdeu o ímpeto ofensivo e passou a observar a Dinamarca trocar passes até o juiz terminar o primeiro tempo. Com um time mais forte, porém menos técnico, os tchecos não conseguiam se impor fisicamente e cediam espaços para a boa troca de passes dinamarquesa.  

Nos preparativos para o primeiro tempo, a República Tcheca homenageou Christian Eriksen, principal jogador dinamarques e fora da Euro devido a um infarto sofrido durante a primeira rodada

Se no primeiro tempo a Dinamarca mandou no jogo, no segundo foi a República Tcheca quem deu as cartas. Pressionando muito no ataque, os tchecos conseguiram diminuir o jogo no primeiro minuto com Schick. Nos minutos seguintes, os dinamarqueses pareciam perdidos em meio à pressão adversária e contentaram-se apenas com rebater os ataques. Somente aos 32, com Poulsen recebendo passe de Daniel Wass e chutando para defesa de Vaclík, e aos 36, em escapada de Mahele e chute em cima do goleiro, a Dinamarca voltou a atacar com perigo no segundo tempo. 

A sorte da “Dinamáquina” é que a República Tcheca estava, igualmente, exausta e apenas conseguia rodar a bola sem criar boas oportunidades de empatar. Os últimos cinco minutos foram, basicamente, da defesa dinamarquesa rebatendo qualquer bola enviada por um desesperado ataque tcheco. Com o cronômetro zerado, Hjulmand e seus jogadores puderam comemorar a volta da Dinamarca a uma semifinal desde 1992, quando venceram o campeonato europeu na Suécia.  

Jogadores da Dinamarca comemoram a classificação em Baku – Foto: Reuters 

Inglaterra x Ucrânia (03/07) 

Apesar de a Ucrânia ter passado a disputar competições internacionais somente a partir de 1994, seus confrontos com a Inglaterra beiram mais de cinquenta anos. Isso porque os jogadores ucranianos, por muito tempo, formaram a base da fortíssima seleção da União Soviética.  

Como URSS, são 11 confrontos contra os ingleses, sendo três vitórias, uma delas na Euro de 1988, e três empates. Com a dissolução do bloco soviético em 1991, a Ucrânia passou a gerir de forma independente seu futebol e, deste então, enfrentou o “English Team” mais oito vezes. Com apenas uma vitória, durante as eliminatórias para a Copa de 2010, e cinco derrotas, com direito a um 3 a 0 em um amistoso em 2004, os ucranianos estão em uma longa freguesia contra os ingleses.  

Southgate (esquerda) e Shevchenko (direita) fizeram duelos com elencos em níveis muito diferentes de competitividade – Foto: Reprodução/The Sun 

Azarões, os ucranianos começaram a partida pensando em jogar apenas de uma forma: fechar na defesa, armar algum contra-ataque, marcar o gol e colocar os adversários em pânico para empatar. O problema é que a Inglaterra levou apenas cinco minutos para passar pela retranca e abrir o placar no Estádio Olímpico de Roma, na Itália. O capitão dos “Três Leões”, Harry Kane, se posicionou muito bem nas costas da defesa e escorou para as redes o passe açucarado de Raheem Sterling, até agora o melhor jogador inglês na Eurocopa.  

Sem muita criatividade no ataque, a Ucrânia conseguiu chegar à frente apenas uma vez, com Yaremchuk. O atacante do Gent-BEL invadiu a área e chutou fraco para defesa de Pickford. Equipe mais forte, os ingleses demonstravam sua superioridade apenas no controle de bola, já que também não armavam muita coisa na linha ofensiva. Declan Rice, em chute de longe, e Jadon Sancho, em jogada invalidada por impedimento, até obrigaram o goleiro Bushchan a trabalhar, mas nada que pudesse aumentar a vantagem no placar. Com o jogo amarrado, a partida foi para o intervalo no 1 a 0 a favor da Inglaterra.  

Até então uma disputa de poucas emoções, o segundo tempo começou, exatamente, como o primeiro para a infelicidade dos ucranianos. Logo no primeiro minuto, o zagueirão Harry Maguire aproveitou cruzamento na área de Luke Shaw e cabeceou firme para botar a seleção da terra da Rainha mais perto da classificação. Visivelmente atordoados, os “Amarelos-Azuis” sequer tiveram chance de digerir o segundo gol e, três minutos depois, já levaram o terceiro. Em jogada coletiva, Sterling passou para Shaw que, em novo cruzamento, colocou a bola na cabeça de Kane. 

Criticado pela falta de gols na fase de grupos, Kane foi fatal contra a Ucrânia – Foto: Reprodução/UEFA 

Com 3 a 0, os ucranianos foram para o ataque e deixaram mais espaços na defesa para os atacantes adversários explorarem. Aproveitando-se da afobação dos oponentes, os ingleses conseguiram arrancar um escanteio. Mason Mount se postou a cobrar e jogou a bola direto na cabeça de Jordan Henderson, que estufou as redes, aos 17 minutos, e transformou a vitória dos “Três Leões” em goleada.  

Os ingleses chegaram a tocar a bola por mais de cinco minutos, com direito a grito de olé no estádio, enquanto os ucranianos se prestavam apenas a cercar. Quando roubavam a bola, os “Amarelos-Azuis” também não tentavam dar muita profundidade à jogada. Ao invés disso, preferiram trocar passes na defesa. Como nenhuma das equipes parecia interessada em continuar o jogo, o juiz terminou o confronto quando o cronômetro chegou nos 45 minutos.  

Para a Inglaterra, a classificação à semifinal significou mais um capítulo na busca do primeiro título europeu. É a única seleção da Europa que venceu um mundial e jamais tocou em um troféu de Eurocopa. Apesar da saída melancólica, a Ucrânia pode comemorar sua melhor campanha em um campeonato europeu de seleções desde sua independência em 1991.  

No final da partida, o artilheiro Kane falou sobre o sentimento do time inglês depois de fazer uma partida de quartas perfeita 

As semifinais 

O clássico entre Itália e Espanha abre a disputa por uma das vagas na final. As seleções se enfrentam na terça-feira (06/07) em Wembley, na Inglaterra. No dia seguinte (07/07), os ingleses, jogando em casa e no mesmo estádio da primeira partida, terão que passar pelos dinamarqueses caso queiram continuar sonhando com o inédito título da Eurocopa. 

Os confrontos que definiram os semifinalistas da Euro 2020 – Foto: Reprodução/The Sun 

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