Tô na Boa: a perfeita mistura de sabor e história

Conheça um pouco mais do mix que é o bar Tô na Boa

 Por Carina Mattos e Isadora Teixeira

Em meio a tantas notícias ruins, imagine um lugar cercado de harmonia e paz onde é possível se reconectar com o universo? O Bar Tô na Boa é o ambiente ideal. Um conjunto de comida boa, localização agradável, cercado de floresta e, para deixar ainda melhor, o barulhinho dos pássaros e da cachoeira que fica ao lado do estabelecimento.

Não é somente um lugar encantador, mas toda a história por trás do restaurante faz com que a culinária seja ainda mais espetacular. O Tô na Boa é localizado em uma comunidade quilombola QUILOMBO CAFUNDÁ DE ASTROGILDA, uma comunidade familiar fundada por Astrogilda, bisavó de Gizele, a dona do restaurante.

A proposta de Gizele é que seus clientes se sintam como se estivessem em casa, à vontade. Inclusive, é convite descalçar os sapatos para se conectar com a natureza de verdade!

No cardápio já é possível encontrar qual é a missão do Tô na Boa: alimentar a alma fazendo com que os momentos se tornem inesquecíveis. Não é apenas uma refeição, mas sim alimentar com um tempero especial de mestres. Com isso, entramos em contato com o Leonardo Pacheco, que frequenta o bar desde 2015. Leonardo nos contou que ir ao bar é um “passeio agradável, calmo e diferente do que estamos habituados a encontrar no dia a dia”.

Cardápio/ Imagem: Arquivo pessoal

Como sabemos que todos adoram uma dica, Leonardo nos contou qual prato ninguém pode deixar de provar no restaurante, sem hesitar, ele afirmou: “O pastel de camarão, sem dúvidas! Mas todos os pratos de frutos do mar são as especialidades da Casa. Eu sempre como o risoto e a batata rosti com camarão após o pastel de aperitivo”.

Pastel de camarão/ Imagem: Instagram Tô na boa

Uma recomendação extra cardápio fundamental que o Leonardo nos dá é:

“leve um repelente, porque lá tem bastante mosquito. Além disso, é bom escolher épocas em que não costuma chover, porque o restaurante possui apenas uma pequena área coberta e um difícil acesso, com ruas sem asfalto e desniveladas. Mas, fora isso, recomendo tudo! As comidas, o ambiente, a gentileza dos funcionários… todo mundo deveria conhecer o Tô na boa!”

Voltando ao cardápio, um ponto a destacar é que os drinks recebem nomes de pessoas que fizeram história na comunidade, despertando ainda mais a curiosidade dos clientes para entender melhor o que se passou por trás da história e da cultura daquela comunidade.

Conversamos com a Gizele Martins, gastrônoma e dona do bar Tô na Boa. Fizemos uma entrevista para conhecer mais a história de como tudo começou e mostrar o olhar de Gizele ao apaixonante Tô na Boa.

PORTAL:  A história da sua família te motivou a abrir o restaurante? Quais características da sua bisavó e sua vó te ajudaram a construir o Tô na Boa?

GIZELE MARTINS: Sim, motivou muito por que as pessoas não poderiam deixar de conhecer este lugar mágico onde minha família nasceu. Há muitas características da minha vó e bisavó que carrego comigo, como a  força, o carinho e a receptividade com as pessoas. A forma como elas acolhiam as pessoas de forma tão gentil e carinhosa. Tínhamos muita  alegria na cozinha e quando cozinho sinto o cheiro da comida da minha vó e logo o coração enche de saudade e amor.

PORTAL: Como surgiu a ideia de abrir o Tô na Boa?

GIZELE MARTINS: Depois que fiquei desempregada. Depois de procurar por diversas vezes um lugar no mercado, decidi que não iria trabalhar para mais ninguém e, a partir daquele momento, iria abrir um negócio meu. Quando vi a locação que hoje é o Tô na Boa, fechado e parado, logo pensei que as pessoas precisam conhecer nossa gastronomia, nossa maneira de lidar e cuidar deste lugar, do meu quilombo, da minha história. Um mês antes de abrir o Tô na Boa, já tinha minha máquina de cartão, pois sabia do sucesso que viria.

PORTAL: Qual é o prato de maior sucesso do cardápio? E qual foi a maior inspiração para fazê-lo?

GIZELE MARTINS: O camarão é o carro-chefe. Procuro oferecer não só uma comida de boa qualidade, mas também afeto e amor, pois coloco essa emoções em tudo o que faço na cozinha. Eu cozinho pensando na minha história, na história da minha família. Em certo momento da nossa vida minha mãe, empregada doméstica, não tinha condições de comprar camarão para cozinhar e, hoje, por incível que pareça, é o alimento que temos com mais fartura.

PORTAL: Qual tem sido o maior desafio para manter aberto um restaurante em meio à pandemia?

GIZELE MARTINS: São desafios diários, temos que viver um dia de cada vez. Mas, priorizo sempre o ser humano e a saúde de nossos clientes. Por isso, temos feito sanitização semanalmente e limpezas diariamente. A segurança de todos nós vem em primerio lugar sempre.

PORTAL: Se você pudesse definir a experiência no restaurante em uma frase ou um trecho, como você definiria?

GIZELE MARTINS: Tô na Boa vai muito além de uma experiência gastronômica, é um espaço social. Pensamos no próximo com muita empatia, e a gastronomia transforma. Ela transformou o nosso lugar e é possível sentir essa energia. Por isso, afirmo: Todo mundo precisa conhecer o Tô na Boa!

O restaurante funciona de quinta a domingo e fica localizado na Rua Luiz borracha, N° 722, em Vargem Grande, no Rio de Janeiro.

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