Foto Capa: reprodução/UNIFACHA
Por Carolina Scotton
No dia 29 de abril é celebrado o Dia Internacional da Dança. Essa data foi criada pelo Comitê Internacional da Dança (CID) no ano de 1982, em homenagem ao nascimento de Jean-Georges Noverre, um mestre de balé francês.
A dança é uma prática milenar que está presente desde as sociedades primitivas, com vestígios encontrados em pinturas rupestres. Surgiu da necessidade do homem expressar suas emoções através do movimento corporal, como também do caráter religioso e folclórico. Jazz, balé, sapateado, hip hop, forró, frevo, carimbó, samba e funk, são alguns dos diversos estilos de dança, cada um com sua particularidade e relação com uma cultura e tempo diferentes.

Benefícios da dança
O ato de dançar não é apenas um movimento físico, mas uma experiência multissensorial que conecta corpo e mente. Através dela é possível:
Liberar endorfina: A atividade física libera esses hormônios que promovem o bem-estar e combatem o estresse e a tristeza.
Expressar emoções: A prática permite que sentimentos sejam externalizados sem a necessidade de palavras.
Melhorar a autoestima: O domínio de novos movimentos e a superação de desafios contribuem para a autoconfiança e a positividade.
Conectar-se com o corpo: O movimento permite habilitar o corpo de forma consciente, reconhecendo suas necessidades e potenciais.
Socializar e criar laços: A dança em grupo promove a interação com outras pessoas, combatendo o isolamento social e auxiliando no desenvolvimento de habilidades sociais como a empatia e trabalho em equipe.

Além disso, a dança como forma de quebrar barreiras, ao longo do tempo, foi abrindo mais espaço para pessoas com deficiência, oferecendo inúmeros benefícios e inclusão social. A dança adaptada, por exemplo, é uma modalidade que se flexibiliza às necessidades específicas de cada pessoa, promovendo a expressão corporal, a socialização e a melhoria da condição física e mobilidade.

A Dança como Terapia
A Dançaterapia, um método terapêutico que utiliza a dança como ferramenta de cura, vem ganhando cada vez mais espaço. Através de movimentos específicos e improvisação, o método ajuda a reduzir os sintomas da depressão, melhorar a qualidade de vida e promover a autoconsciência.
Ademais, essa arte pode ser uma valiosa ferramenta de transformação de jovens em situações de risco, oferecendo-lhes uma espaço acolhedor e formas de expressão que simbolizam uma nova chance para sua realidade.

Giulia Costa, de 23 anos, é professora de dança há 7 anos e relatou, “para mim, a dança sempre foi a maneira mais fácil, digna e genuína de expressar o que estou sentindo e vivendo”. Além disso, ela contou um pouco sobre o momento que se tornou professora e foi diagnosticada com fibromialgia, síndrome que causa dores em todo o corpo, principalmente músculos e tendões, “depois que virei professora e fui diagnosticada com fibromialgia, a dança mudou completamente o seu propósito e eu entendi que ela não era só mais uma maneira de eu me expressar, mas agora, minha arte é deixar minha marca no mundo através dos meus alunos e minha realização é vê-los felizes”.
Por fim, Giulia salientou a falta de valorização dos movimentos artísticos como um todo. “Nenhum tipo de arte é valorizada no nosso país, muito menos as danças, pois nem todas as pessoas entendem o seu poder transformador e, assim, não a respeitam”.

Dada a sua importância, a prática cultural da dança, mesmo desvalorizada, possui a capacidade de influenciar positivamente a vida das pessoas, transformar e investir no desenvolvimento pessoal e coletivo. Para começar basta ter força de vontade.
