Dia mundial do pão em 2025 

Foto capa: Freepik

Por Pedro Cândido

Hoje é o dia mundial do pão, um dos alimentos mais consumidos que existe. Está presente em quase todas as culturas, em inúmeras formas, texturas e sabores. De diferentes maneiras de se preparar desde o pão sírio ao francês, do italiano ao integral. 

Como surgiu o pão? 

O pão tem uma história que remonta a milhares de anos. Muito antes da existência de fornos ou padarias, nossos ancestrais já misturavam grãos triturados com água e cozinhavam essa massa sobre pedras aquecidas. Estima-se que isso acontecia há cerca de 12 mil anos, durante o período neolítico, quando a agricultura ainda dava seus primeiros passos. 

Vestígios encontrados na Jordânia mostram que os primeiros pães conhecidos são ainda mais antigos, de aproximadamente 14 mil anos. Eram rústicos, achatados e densos, nada parecidos com os pães leves e macios que conhecemos hoje. A transformação veio quando alguém, por acaso, deixou uma massa repousar e percebeu que ela crescia sozinha, graças à fermentação natural. A descoberta mudou a forma de fazer pão e deu origem a um dos alimentos mais antigos e importantes da humanidade. 

Como o pão ficou famoso? 

O Egito Antigo foi o grande berço da panificação como a conhecemos. Lá, o pão era mais do que alimento, era um símbolo de vida e prosperidade, usado em rituais religiosos e até como forma de pagamento a trabalhadores. Os egípcios dominavam o uso da fermentação e criaram fornos que permitiam assar pães de maneira mais uniforme. 

A técnica rapidamente se espalhou por outras civilizações. Gregos e romanos aperfeiçoaram o processo, criando novas receitas e formatos. Já na Idade Média, o pão se tornou item indispensável na mesa europeia. Enquanto os camponeses comiam versões escuras e pesadas, feitas com grãos integrais, os nobres valorizavam os pães brancos, símbolo de status e riqueza. Ao longo dos séculos, ele deixou de ser apenas alimento e passou a representar comunhão, fé e partilha, valores que continuam presentes até hoje. 

Como o pão chegou ao Brasil? 

Os portugueses trouxeram o pão para o Brasil durante o período colonial, junto com suas receitas e hábitos alimentares. Naquela época, o trigo era um produto raro e caro, o que tornava o pão um artigo de luxo, consumido apenas pela elite. 

Foi com a chegada dos imigrantes europeus, especialmente italianos e alemães, que o costume de fazer pão começou a se espalhar. No século XIX, as primeiras padarias surgiram nas cidades e se tornaram pontos de encontro da vida urbana. 

Com o tempo, o pão se popularizou de vez e ganhou sotaque brasileiro. O exemplo mais conhecido é o pão francês, ironicamente, uma invenção nacional inspirada em receitas europeias, mas adaptada ao gosto local. Hoje, é presença diária no café da manhã e símbolo da cultura alimentar do país. 

Diferença entre o pão de antigamente e o pão de hoje 

Os pães antigos eram simples e naturais. Feitos com poucos ingredientes, geralmente farinha integral e fermento natural, tinham sabor intenso, aroma marcante e valor nutricional elevado. O processo de preparo era lento e artesanal, respeitando o tempo da fermentação. 

Com a industrialização, esse cenário mudou. A produção em larga escala trouxe praticidade, mas também modificou a essência do pão. Conservantes, açúcares e aditivos passaram a ser usados para garantir aparência uniforme e maior durabilidade, muitas vezes à custa da qualidade. 

Nos últimos anos, contudo, há um movimento de resgate das origens. Padarias artesanais, fermentação natural e ingredientes mais puros voltaram a ganhar espaço, impulsionados por quem busca um pão com sabor verdadeiro e produção consciente. 

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