Global Citizen: evento gratuito terá shows de Ludmilla e Lauryn Hill

Foto Capa: reprodução/GlobalCitizen

Por Arthur Líbero

O Rio de Janeiro vai receber, pela primeira vez, um dos principais festivais de música e ativismo do mundo, o Global Citizen. O evento terá shows de Ludmilla e da norte-americana Lauryn Hill com Wycleef Jean, ambos ex-integrantes do grupo Fugees.
O festival foi criado em 2012 pela organização Global Citizen. O evento mistura shows de grandes artistas com campanhas de mobilização política e social voltadas principalmente para o combate à pobreza extrema, às mudanças climáticas e às desigualdades globais. A ideia do festival surgiu com os ativistas Hugh Evans e Ryan Gall. Desde 2015, o curador artístico do evento é Chris Martin.

(créditos: reprodução/G1)

Em 2025, o Brasil sediou o evento pela primeira vez em Belém, cidade que estava prestes a receber a COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, o maior evento global de negociação climática. Na edição do ano passado, subiram ao palco artistas como Anitta, Gilberto Gil, Charlie Puth e o próprio Chris Martin.

Anitta no Global Citizen 2026 (créditos: reprodução/Billboard Brasil)

Em 2026, a cidade escolhida foi o Rio de Janeiro e na praia de Ipanema será montado o enorme palco para receber os shows anunciados. Confira a programação completa:

(créditos: reprodução/Instagram)


Como conseguir os ingressos?
Apesar do evento ser gratuito, será limitado à disponibilidade de ingresso. Mas o diferencial do Global Citizen é que os ingressos não são comprados diretamente. Em vez disso, as pessoas podem conquistá-los realizando “ações cidadãs” no aplicativo ou no site da Global Citizen, por exemplo:

  • assinar petições;
  • divulgar campanhas;
  • aprender sobre temas sociais;
  • pressionar governos e empresas;
  • participar de ações solidárias.
Aplicativo do Global Citizen para ações sociais (créditos: reprodução/Global Citizen)

O objetivo é transformar o entretenimento em uma ferramenta de pressão pública para gerar compromissos reais de governos, empresas e filantropos. Segundo a organização, os festivais ajudam a arrecadar investimentos e promessas de financiamento para áreas como saúde, educação, segurança alimentar, vacinação, acesso à energia e, principalmente no caso do Brasil, combate às mudanças climáticas.

Como foram as últimas edições do Global Citizen?
O festival costuma acontecer em locais simbólicos, como o Central Park, em Nova York, mas já teve edições ou eventos relacionados em países como Índia, África do Sul, França e Alemanha. Ao longo de sua história, vários nomes já se apresentaram, como Beyoncé, Rihanna, Billie Eilish, Metallica, Anitta e Jay-Z.


Além dos shows, chefes de Estado, empresários, ativistas e representantes da Organização das Nações Unidas frequentemente participam do evento. Desde 2015, o festival também passou a alinhar oficialmente suas campanhas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que são as metas globais para reduzir pobreza e desigualdade até 2030.

(créditos: reprodução/O Globo)

Críticos argumentam que parte do impacto é difícil de medir e que o evento às vezes funciona mais como grande campanha de conscientização e marketing social do que como solução prática direta. Por outro lado, a organização afirma que o festival já ajudou a impulsionar bilhões de dólares em compromissos políticos e financeiros para projetos sociais e ambientais ao redor do mundo.

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