Foto capa: Leclerc, da Ferrari, bateu no GP de Monza • Divulgação/ Fórmula 1
Por Marina Campos
No último domingo (6), Charles Leclerc perdeu o controle do SF-26 na Curva Parabólica e bateu forte contra a barreira de pneus, causando um acidente que interrompeu a prova com bandeira vermelha por quase 40 minutos logo no início da corrida, em Monza.

O problema começou ainda na segunda volta, quando Leclerc entregou a terceira posição para Max Verstappen. O piloto da Ferrari se envolveu em seguida em uma disputa acirrada pela quarta colocação com Oscar Piastri e chegou perto do contato com o piloto da McLaren. Na volta seguinte, porém, Leclerc perdeu a traseira do carro em alta velocidade, atravessou a área de brita e acertou em cheio a proteção de pneus da Parabólica, uma das curvas mais rápidas e mais respeitadas do calendário, famosa por testar o limite dos carros e dos pilotos ao final da longa reta que a antecede.
O impacto danificou a barreira de proteção e obrigou a direção de prova a acionar a bandeira vermelha, mantendo a corrida paralisada por cerca de 40 minutos até que as equipes de resgate concluíssem os reparos e a pista fosse liberada com segurança.
Leclerc conseguiu sair do carro por conta própria, mas se sentou a poucos metros do local da batida e foi atendido por fiscais e pela equipe médica da Fórmula 1, antes de ser levado ao centro médico do circuito. Lá, o piloto passou por avaliação e recebeu alta pouco depois, sem lesões constatadas. Apesar do resultado tranquilizador dos exames, ele relatou desconforto logo após deixar o carro.
— No começo, tive um pequeno susto com a visão. Não estava enxergando muito bem com o olho direito, mas agora está tudo bem. Foi o que mais me preocupou quando saí do carro. Depois disso, estava com um pouco de dor aqui e ali, o que é normal depois de um acidente como esse — disse Leclerc, já fora do centro médico.

O susto chegou em um momento delicado para o monegasco e para a Ferrari. A equipe italiana disputa posição no Mundial de Construtores, mas a prioridade, segundo a própria equipe, será garantir que o piloto esteja plenamente recuperado antes de qualquer decisão sobre a próxima corrida. Charles ainda passará por exames complementares ao longo da semana para confirmar se está apto a competir na próxima etapa do campeonato, o GP de Madri, marcado para o próximo fim de semana.
A definição sobre sua participação depende do aval médico, e a expectativa dentro do paddock é de que ele tenha condições de correr, ainda que a confirmação só deva sair nos próximos dias. Segundo o piloto, esse deve ser o cenário mais provável, mas a cautela médica é a prioridade neste momento.
