Foto capa: Reprodução
Por Graziela Lucena
Desde 1994, no dia 16 de setembro, é comemorado anualmente o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Tal dia foi criado com o objetivo de alertar e conscientizar a população mundial sobre a necessidade de conservação da camada que protege o planeta. A data coincide com o lançamento do Guia Brasileiro de Ciência Cidadã, documento que convida os cidadãos a serem mais ativos na coleta de dados ambientais e a contribuírem diretamente com cientistas.
A camada de ozônio, também conhecida como “filtro solar natural da Terra”, é uma película localizada na estratosfera, que protege o planeta dos raios ultravioletas advindos do Sol. Apesar de existirem tratados como o Protocolo de Montreal, o qual foi a razão para a criação dessa data, ainda há resíduos de gases poluentes na atmosfera. Estes gases contribuem para a redução da espessura da camada de ozônio, o que tem por consequência a abertura de “buracos”, onde a incidência dos raios sobre os seres vivos e o meio ambiente fica maior, causando o aumento de casos de câncer de pele, aparecimento de cataratas e danos severos aos ecossistemas e a agricultura.
Os impactos do passado
Nos dias atuais, a degradação da camada de ozônio está mais controlada e obtendo resultados positivos perceptíveis. De acordo com o Boletim de Ozônio da Organização Meteorológica Mundial (OMM), sinais de recuperação foram encontrados em 2024, sendo possível a esperança de restauro total da camada de ozônio até 2066, o que constata o sucesso dos tratados firmados na década de 80. Porém, se as políticas implementadas não continuarem ativas, essa previsão não se confirmará.
A importância da atuação coletiva
De forma simples, os brasileiros podem ajudar os cientistas no estudo e coleta de dados relacionados aos raios ultravioletas e em outras áreas da ciência. Por meio do Guia Brasileiro de Ciência Cidadã, o qual está disponível gratuitamente no formato digital e foi produzido pelo GT3 (Grupo de Trabalho de Capacitação e Produção de Materiais Educativos) da Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) em parceria com o Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC), os indivíduos interessados são apresentados aos fundamentos teóricos e orientações práticas para o desenvolvimento de projetos relacionados ao guia.

Vale ressaltar que o principal objetivo do documento é promover uma maior interação entre a população e o meio ambiente:
“Ao envolver os cidadãos no processo científico, cria-se uma conexão mais profunda entre as pessoas e a natureza, promovendo um senso de responsabilidade compartilhada pela proteção de nossos recursos naturais”. Evidenciado na seção definição e princípios.
Logo, é possível contribuir com a preservação da camada de ozônio até mesmo dentro de casa, o que demonstra a possibilidade da participação de todos. Afinal, fazer ciência também é exercer a cidadania.