Foto capa: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
Por Marina Campos
Neste domingo (13), o circuito de Madri, na Espanha, teve sua estreia no calendário da Fórmula 1, com 5,416 km de extensão, 22 curvas e dois túneis. Ao que parecia, a pista seria um teste de velocidade e estratégia, o que deixou muitos pilotos ansiosos para essa estreia. A expectativa, no entanto, não durou muito tempo. Após a corrida, diversos competidores se queixaram da falta de ultrapassagens e alegaram que o traçado não está no padrão da categoria.

O brasileiro Gabriel Bortoleto classificou a prova como chata e sem espaço para ultrapassagens. Além disso, o atual líder do campeonato, Kimi Antonelli, também não gostou do circuito e alegou que Madring não estimula ultrapassagens, já que qualquer tentativa mais ousada pode acabar em colisão. Seu companheiro de equipe, George Russell, afirmou que a pista tem características parecidas com as de Mônaco, onde a ultrapassagem é historicamente difícil pela proximidade dos muros.

O britânico Oliver Bearman também não ficou de fora das críticas e foi um dos mais duros quanto ao traçado. Ele classificou o circuito como uma decepção e citou Baku como exemplo de pista de rua em que, mesmo sendo estreita, é possível ultrapassar, mostrando que um traçado mais desafiador não impede um bom espetáculo. Já seu compatriota e atual campeão mundial, Lando Norris, disse que a pista é interessante, mas que precisa de ajustes para que as próximas edições da corrida agradem tanto pilotos quanto torcedores.
Muitos pilotos afirmam ter esperança de que o circuito seja aprimorado para as próximas temporadas. A Fórmula 1 volta às pistas no dia 26 de setembro, sábado, para o Grande Prêmio do Azerbaijão, em Baku.
