Foto capa: Natália Magnani
Por Rafael Lisboa
Com o Flamengo próximo da disputa de uma segunda final consecutiva de Libertadores, o evento CONMEBOL Libertadores Experience recebeu, na sexta-feira (18), Léo Moura e Júnior Baiano, defensores que acumulam centenas de jogos pela equipe rubro-negra, além de serem considerados ídolos por parte da torcida. Em entrevista concedida ao Em Todo Lugar, ambos apostam em finais diferentes, mas garantem favoritismo para o adversário do Estudiantes nas semifinais do torneio.
Empatado com Juan entre os zagueiros com mais gols marcados pelo Flamengo — cada um marcou 32 — Júnior Baiano chegou à base do Flamengo em 1989 e acumulou quatro passagens pelo time carioca, levantando troféus importantes, como a Copa do Brasil de 1990 e o Campeonato Brasileiro de 1992.
Sobre o momento atual do time, o ex-jogador lamentou e estranhou o desempenho na partida de volta contra o Independiente del Valle, realizado na quinta-feira (17), válido pelas quartas de final do torneio, mas acredita em uma melhora pelo nível da equipe, o que promoveria o favoritismo para os próximos confrotos.
Do outro lado da chave, Júnior aposta exatamente no clube por onde conquistou o mais importante título sul-americano. Rotulado como competitivo, o Palmeiras é o palpite do ex-futebolista para fazer a final contra o Flamengo, ocasionando uma reedição das finais de 2021 e 2025, com uma vitória para cada.

Com apenas uma passagem, porém acumulando mais de 500 jogos pelo clube, Léo Moura chegou em 2005 ao Flamengo e por lá ficou por uma década, conquistando títulos nacionais e enfileirando torneios estaduais durante o período.
Embora tenha conquistado a taça pelo Grêmio, em 2017, o ex-lateral direito admite maior identificação com o clube da Gávea, para quem declarou torcida. Léo também aponta um desempenho abaixo contra a equipe equatoriana, mas consolida favoritismo a partir do alto nível técnico de titulares e reservas, importante para disputas de título na reta final de temporada.
No entanto, a discordância entre ambos é apenas entre o possível adversário na final. Com passagem pelo Fluminense em 2004, Léo Moura conta que ficaria mais feliz com uma final carioca, mas que a torcida, ainda assim, não mudaria.
“Eu queria muito que desse um “Fla-Flu” na final, (porque) para mim seria maravilhoso assistir a um “Fla-Flu” na final da Libertadores. […] Vou torcer para o Flamengo, mas se tiver o clássico na final, vou ficar mais feliz, com certeza.” – afirma o ex-lateral de ambos os clubes

O evento, promovido pela entidade sul-americana, que recebe ídolos dos quatro clubes cariocas, segue ocorrendo na Enseada de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, pelo fim de semana, das 16h e 22h, com entrada gratuita, mediante ingresso retirado no site. Além de jogadores, a CONMEBOL Libertadores Experience também conta com atrações como desafios de cabeçada, disputa de pênaltis e a possibilidade de tirar uma foto com a taça oficial da competição.
