Em diferentes passados, ídolos celebram Libertadores e projetam final brasileira

Foto capa: Rafael Lisboa

Por Rafael Lisboa

O penúltimo dia de CONMEBOL Libertadores Experience, evento promovido pela entidade do futebol sul-americano na Enseada de Botafogo, foi marcado pela participação de ídolos de Flamengo e Fluminense, como Zico e Germán Cano. Em um dia de Sol na maioria do tempo, o público registrado também foi maior do que os anteriores.

Para abrir a zona mista do sábado (19), o tricampeão Felipe Melo foi recebido ao som do hino tricolor, por onde obteve a última conquista, junto aos gritos de “ruf, ruf, ruf” pela torcida presente. O atual comentarista optou por não declarar torcida, mas disse que espera uma final brasileira.

Sobre as conquistas passadas, Felipe ressalta a participação fora de campo nos títulos do Palmeiras, já que as lesões impediram a titularidade nos confrontos decisivos. O ex-atleta conta que a família, presente no estádio, se emocionou na vitória contra o Santos, mas se dividiu no embate com o Flamengo, time pelo qual disputou a Libertadores de 2002.

Dois anos depois e defendendo o Fluminense, a titularidade em uma final veio, mas um problema muscular o tirou do segundo tempo da partida contra o Boca Juniors. Ainda assim, o ex-zagueiro afirma que sentiu uma emoção diferente ao ver uma torcida comemorando um título inédito até então.

Também vencedor no ano de 2023, o argentino Germán Cano apontou o elenco atual melhor do que o campeão, mostrando confiança apesar da recente mudança de comando técnico no clube. Na época, o clube tinha Fernando Diniz como treinador por cerca de um ano e meio.

Sobre o momento atual do jogador, Cano lamenta as lesões recorrentes desde 2024 e espera que o Fluminense consiga se classificar para a final para poder jogá-la, caso esteja recuperado da lesão muscular na coxa direita. Questionado sobre o gramado do Maracanã, o atacante optou por não responder e exaltou apenas o carinho dos torcedores nas redes sociais e no evento.

Foto: Natália Magnani

Mais tarde, surgiu o motivo da movimentação da torcida rubro-negra no evento. Depois de uma recepção acalorada, Zico falou com jornalistas sobre a relação de carinho dos rivais, lembrou com nostalgia à época de jogador e que ainda se vê inteiramente no futebol, dividido entre escolinhas, Flamengo e Kashima Antlers.

Em entrevista ao portal Em Todo Lugar, o “Galinho” comentou sobre a superioridade dos brasileiros na Libertadores. Para ele, o motivo passa pelo número de vagas crescente aos times locais, em comparação ao restante do continente, do que uma queda do nível do futebol dos outros países.

“Hoje existem mais possibilidades [dos brasileiros chegaram às semifinais] porque existem mais times. Na nossa época, só classificava o campeão e agora até o 6° classificado pode se classificar” — Zico

Foto: Divulgação/CONMEBOL Libertadores

Encerrada no domingo (20), a CONMEBOL Libertadores Experience, ocorrida a partir do dia 16 na Enseada de Botafogo, levou outros ídolos além de Zico, Germán Cano e Felipe Melo, além de contar com ativações para o público em geral. Diante dos presentes, o evento promovido pela entidade sul-americana conseguiu atingir e agradar torcedores dos quatro grandes clubes cariocas.

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