Foto Capa: David Kuster
Por Esther Verta
Com muito bom humor, histórias de bastidores e reflexões sobre sua trajetória, Karine Alves foi a segunda palestrante do 1º Congresso de Jornalismo Esportivo da Unifacha, no auditório Barbosa Lima Sobrinho na UniFacha.

A jornalista esportiva, atualmente da TV Globo e do SporTV, reuniu estudantes e professores para uma conversa franca sobre os caminhos e desafios da profissão. Karine revisitou os principais marcos de sua carreira, desde o início na RBS, afiliada da Globo no Rio Grande do Sul, até sua atuação em grandes coberturas internacionais pela Fox Sports, como os Jogos Olímpicos do Rio (2016) e a Copa do Mundo da Rússia (2018).
No canal, ganhou destaque como repórter e âncora da Central Fox, conquistando o público com o seu jeito leve e espontâneo. Hoje, é presença constante em programas como Troca de Passes e Globo Esporte.
Durante a palestra, ela reforçou a importância da escuta sensível e da pluralidade de vozes no jornalismo. “Na comunicação, é preciso saber filtrar, ouvir e perceber o que de fato é importante. A universidade me deu essa pluralidade de pensamentos, me fez consumir outras literaturas, outros esportes”, afirmou Karine. A representatividade no meio esportivo, ainda predominantemente masculino, também foi um tema importante da sua fala. “É muito importante ter outras mulheres, outras pessoas, outras Karines. Representatividade é ser quem você é. Você tem que ser a somatória do que realmente é”, reflete a jornalista.

Entre os momentos mais marcantes da carreira, Karine destacou a cobertura da Copa do Mundo do Catar como o ápice de sua trajetória. “Foi surreal. Cobrir a seleção brasileira naquele cenário foi o auge”. A conexão com o público, especialmente, com o torcedor, segundo ela, é essencial para a construção de um jornalista, “sempre fiz muito estádio, muito povo. Gosto de conversar com os torcedores. A gente aprende muito com cada pré-jogo”.

Karine ainda chamou atenção para a importância da imparcialidade no jornalismo esportivo, destacando a importância de saber discernir o lado pessoal e profissional, “se você quer ser torcedor, não faça jornalismo esportivo. Isenção é fundamental. O trabalho é diferente da vida pessoal, e muita gente se frustra com isso”. Ovacionada ao final da palestra, Karine posou para fotos e deixou uma mensagem de incentivo aos futuros profissionais da comunicação esportiva, reforçando que ser jornalista vai muito além de informar, é também representar, escutar e transformar.
O Congresso de Jornalismo Esportivo da Unifacha segue até terça-feira (06/05) com oficinas, painéis e mesas-redondas.
