Após paralisação por coronavírus, bolha e boicote, a NBA chega a sua fase final

Liga tem jogos sem mando de campo, em isolamento na Disney e campeão não poderá comemorar com a torcida 

Por Fernanda Dias e Rafael Cruz

Kemba Walker, do Boston Celtics, em arremesso pelo jogo 3 das finais da Conferência Leste – Foto: Getty Images

A temporada da NBA 2019/20 está chegando ao fim após a paralisação de quatro meses por conta da pandemia do coronavírus, da bolha e do boicote feito em protesto contra o rascimo. O torneio, iniciado em 22 de outubro de 2019, é atípico, pois deveria terminar em julho, mas só irá encerrar em outubro. As finais de conferência (Leste e Oeste) estão sendo disputadas por Denver Nuggets e Los Angeles Lakers, no Oeste, e Miami Heat e Boston Celtics, no Leste.  

O Boston Celtics e o Los Angeles Lakers são os maiores campeões da NBA e são considerados as maiores franquias e a maior rivalidade da Liga. O Boston tem 17 títulos no torneio e 21 da conferência Leste, já o Los Angeles Lakers 16 títulos gerais e 31 na conferência Oeste. Os times já protagonizaram 12 finais na NBA e podem fazer a 13° se vencerem Miami e Denver, respectivamente. O Miami Heat viveu momentos de glória enquanto LeBron James, agora no Lakers, jogou por lá. O time tem 3 títulos da Liga e 5 de conferência. Já o Denver Nuggets chega as finais de conferência após 11 anos e nunca disputaram uma final de NBA. 

Fred Coelho, o Fredinho, em sua apresentação no Niterói Basquete Clube – Foto: Divulgação/ Niterói Basquete Clube

As finais de conferência têm a expectativa de serem jogos muito equilibradas, como comentou Fred Coelho, treinador do Niterói Basquete Clube e da Atlética Facha: “Esse ano foi um ano atípico, playoffs diferentes, não teve mando de ninguém, casa neutra. Então acho que tá tudo equilibrado. Acho que o time que tiver com a cabeça boa, com um físico bom, acho que leva. Acho que desses times não tem nenhum muito a frente, acho que todos se equiparam.” – explicou o técnico.

Gabriel Freitas é fã de basquete e acompanha a NBA desde a temporada 2011/12 – Foto: Arquivo pessoal

Já Gabriel Freitas, fã da NBA, acredita que os jogos vão ser decididos nos detalhes, mas deu o favoritismo ao Los Angeles Lakers e prometeu torcida ao Boston Celtics: “Acho que vão ser jogos bem disputados e decididos nos detalhes. Hoje, no papel, o time favorito ao título é o Los Angeles Lakers, por ter o melhor jogador do mundo e um dos maiores de todos os tempos, que é o LeBron James, mas a minha torcida vai pro Boston Celtics por ser o maior campeão da história da NBA e por ter um time com excelentes jovens jogadores e que tem tudo pra dominar a NBA mais uma vez nos próximos anos.” – disse o torcedor. 

Curiosidades da temporada 

Dentre os times nas finais das conferências, se destacam Marcus Smart e Jayson Tatum, do Celtics, LeBron James e Anthony Davis, no Lakers, Jimmy Butler e Adebayo, no Heat, e Jamal Murray e Luka Doncic, no Denver. Doncic, por exemplo, é top 5 da Liga na pós temporada (playoffs) em ataque e assistência, além de Anthony Davis, no ataque e em tocos, e LeBron James em assistências. Na temporada regular (fase classificatória), ficaram no top 5 Doncic e LeBron em assistência e Anthony Davis em tocos. 

Já no coletivo, são top 5, na pós temporada, Denver Nuggets em arremessos, Celtics em diferença de pontos, defesa, rebotes e tocos, o Miami também em diferença de pontos e na defesa. O Lakers, do astro LeBron James, está presente em todas as estatísticas do top 5, sendo elas: ataque, arremessos, diferença de pontos, defesa, rebote e tocos. Na temporada regular, se destacaram Denver Nuggets na defesa, Boston Celtics na diferença de pontos, defesa e tocos, Los Angeles Lakers em arremessos, diferença de pontos, defesa e tocos. O Miami Heat não aparece nos top 5 de estatísticas na temporada regular. 

“I can’t breathe” – Não consigo respirar, entoa a frase na camisa de LeBron James, um dos maiores astros da NBA da história – Foto: Images AP

Recapitulando… 

Para o recomeço da Liga, foi elaborado um plano pelo Conselho de Governadores da NBA e aprovado pela Associação Nacional de Jogadores de Basquete dos Estados Unidos, em que previa jogos adicionais da temporada regular entre 22 times, ou seja, oito a menos que o previsto, para determinar os 16 que jogariam os playoffs. Foi criada uma bolha no Complexo Esportivo da Disney, em Orlando, na Flórida, onde todos os jogadores e comissões técnicas ficaram isolados para evitar a contaminação e a propagação da doença. 

Em meio a isso, uma onda de protestos aconteceu nos Estados Unidos por Breonna Taylor, George Floyd e Jacob Blake, negros violentados por policiais nos Estados Unidos. A NBA se tornou palco para manifestações contra o racismo. Na quadra de jogo, foi cravada a frase Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que recebeu os jogadores com suas camisas marcadas por palavras que recriminam todos os tipos de preconceito e violência. O auge do protesto foi o boicote do Milwaukee Bucks, que por pouco não resultou o fim da liga sem um vencedor.  

Os jogos das finais estão sendo transmitidos pelo SporTV e pela ESPN. Os próximos confrontos serão entre Nuggets e Lakers, na terça-feira (22), às 22h, e Heat e Celtics, na quarta-feira (23), às 21:30. No Oeste, o Los Angeles Lakers lidera por 2×0 e o Miami Heat por 2×1 no Leste. Os jogos 7 das séries, se necessários, vão acontecer nos dias 29 e 30 de setembro.  

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