A trajetória do campo da comunicação e da gastronomia

Por Brenda Balbi

Thomas Almeida, criador do blog “Eu, confeiteiro”, é um confeiteiro formado em radialismo pela FACHA. Sua paixão pelo audiovisual e pela gastronomia se iniciou cedo, ao passar as tardes assistindo programas de culinária com sua avó Dulce, que viria a ser sua inspiração e incentivadora no ramo gastronômico. 

Após uma operação no joelho, Thomas ficou licenciado do emprego e viu sua renda cair drasticamente, o que o levou a fazer cupcakes para vender na faculdade para complementar sua renda e nesse momento a gastronomia voltou à sua vida. 

Os cupcakes foram a porta de entrada para a paixão pela confeitaria se desenvolver e o levar a um curso de confeitaria para aprimorar seus dotes culinários. Mas não parou por aí. Pronto para iniciar uma especialização em gastronomia, se inscreveu no curso de extensão em Jornalismo Gastronômico, na FACHA, que teve a primeira turma em 2017. 

Crédito: Felippe Fernandes

A ideia de unir a comunicação à gastronomia se iniciou no curso de Radialismo, quando escrevia o TCC sobre o assunto. A pós em Jornalismo Gastronômico o daria aptidão e embasamento para escrever críticas gastronômicas com propriedade e entender a gastronomia no jornalismo. 

O blog “Eu, confeiteiro” e a página do Instagram foram sendo desenvolvidas durante a faculdade e no início da pandemia do coronavírus, ao assistir sarais e conteúdos produzidos por meio da plataforma Zoom, decidiu que precisava voltar para o audiovisual e foi idealizado um projeto de lives, que viria a ser chamado de “Broa com Café”. 

O projeto começou com lives com pessoas próximas, como amigos e professores, mas ainda não se tinha um nome. O “Broa com Café” surgiu de um sonho, no qual ouviu sua avó Dulce o chamando para comer uma broa e tomar um café. Sua primeira live foi feita com a amiga e confeiteira Thaís Vieira, de Manaus, no dia 22 de junho quando fazia exatamente um mês do falecimento da avó, que ao encerrar a live se deu conta da data e a considerou um presente para curar o luto. 

A faculdade o ajudou não só a ter um olhar técnico, mas também a conhecer a história e as raízes da gastronomia local apresentada em forma de saberes, que mostram o quanto é ampla a nossa cultura e que não é preciso importar tudo de fora. 

Para Thomas, o “Eu, confeiteiro” é a proposta de não se limitar apenas aos doces finos franceses, que são o marco inicial da confeitaria, mas incluir também a nossa cultura como o doce do pau do mamão, leite de pedra, bala de coco, entre outros doces brasileiros que compõem o cardápio da confeitaria. 

O intuito de Thomas, com suas redes sociais, é aproximar as pessoas e mostrar uma confeitaria acessível para todos. Tirar o estigma de que a confeitaria é um lugar privilegiado e o tornar palpável para todas as classes sociais de maneira democrática e de fácil entendimento. 

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