Fotografia supera a pandemia

Por Carolina Paiva

A COVID-19 está assombrando o mundo e, com a quarentena estabelecida para ajudar na diminuição do contágio, diversos empregos sofreram grandes impactos e tiveram que se ajustar para permanecerem firmes nessa crise.  

Uma forma determinada foi o “home office”, que já tinha sido adotado em vários outros países, antes mesmo da pandemia, e agora foi utilizado como uma solução. Um estudo feito pela Fundação Instituto de Administração (FIA) afirma que 46% das empresas brasileiras escolheram essa opção e, assim, diversas pessoas passaram a trabalhar de casa.  

Entretanto, há profissões que ainda dependem muito da presença física, como a fotografia, por ser um trabalho ao ar livre ou em estúdios fotográficos. Vários eventos foram cancelados e não há previsão de melhora nessa situação. Porém, alguns fotógrafos adotaram uma nova forma de trabalho.  

Ensaios remotos 

 A fotografia virtual foi uma solução elaborada pelos fotógrafos para se manterem erguidos nessa pandemia. Sendo assim, o profissional faz um tour pela casa do cliente para poder localizar os melhores lugares, luz e posses. Os ensaios são feitos por vídeo chamada e as fotos são realizadas através de prints da tela – quem possui IPhone pode utilizar o aplicativo FaceTime, que tem disponível um comando de foto.  

“Para realizar as fotos é preciso uma boa conexão com a internet e que o fotografado tenha aperelho eletrônicos, como celulares ou tabletes que permitam vídeo conferência” – fotógrafa Dani Paiva  

“Não precisa ter tripé ou luz profissional. Só precisamos usar alguma forma de comunicação para fazer a chamada de vídeo – quem tem iPhone, eu uso Facetime e quem não tem normalmente faço pelo Whatsapp ou pelo Zoom” – fotógrafo Jorge Pacheco em entrevista para Rolling Stone.  

Várias pessoas já realizaram e se divertiram ao conseguir registrar esse momento.

Fotos: Instagram @victorataide 

Fotos: Instagram @danipaivafotografia

No começo, essa alternativa causou muita estranheza, tanto para os profissionais quanto para os clientes. Porém, aos poucos, os fotógrafos estão se adaptando a esse método e conseguindo colocar suas marcas nas fotos produzidas. Além disso, os modelos também estão se ajustando a essa nova experiência.  

 “ Não é fácil. Acho que, inclusive, é mais difícil e trabalhoso. Porque não temos controle do ambiente e etc.” – diz fotógrafa Sheila Frias – “A experiência foi maravilhosa, porque pude manter o gosto da fotografia, mesmo vivendo todo caos da pandemia. Ver a realização dos meus clientes em eternizar momentos únicos, como em ensaios gestante, por exemplo, que não pode esperar, não tem preço.”   

“Participar de um ensaio fotográfico online é uma coisa que definitivamente nunca teria pensado que um dia faria! Para mim foi uma experiência que me tirou muito da minha zona de conforto, mas no fim foi maravilhosa e aprendi muito, e principalmente: consegui obter fotos feitas dentro do meu próprio quarto que eu nunca teria conseguido tirar sozinha! No fim do dia, eu amei muito a experiência, valeu muito a pena e me mostrou o quanto a tecnologia é maravilhosa!” – cliente Anna Schwarz.  

 Esse recente conceito está atraindo muitas pessoas, virando tendência nas redes sociais, por retratar uma adaptada rotina nessa pandemia. 

Linha de frente 

 Não é só a fotografia remota que ganhou toda a atenção. Fotógrafos por todo o mundo registraram diversos momentos memoráveis da pandemia, criando obras que estão sendo expostas, principalmente, na plataforma do “Instagram”.  

 Mas no meio dessa batalha contra esse novo vírus, ainda há pessoas que desrespeitam o isolamento social, dificultando quem está na linha de frente, como os profissionais da saúde ou trabalhadores que realmente precisam sair de casa. Nesse momento, os fotógrafos também entram em ação, arriscando sua segurança para poder registrar e divulgar esses acontecimentos.  

 Muitas das fotos retratam como a vida está procedendo: profissionais da saúde trabalhando arduamente e limpezas rigorosas em lugares públicos. 

“Os olhares dos médicos e enfermeiros estão vazios ao final do turno, exaustos com uma quantidade de trabalho nunca vista. Suas certezas também estão vazias, sufocadas pelo sentimento de impotência em relação a um vírus desconhecido e mortal. Vazia também as despedidas, parentes que veem seus entes queridos partirem sem o conforto da última saudação, do último beijo. Eis as marcas deixadas pelas máscaras no rosto dos profissionais da saúde. Um vazio que, em breve, seremos chamados para preencher todos juntos” – fotógrafo Alberto Giuliani na legenda de uma das suas fotos no Instagram.  

Fotos: Instagram @alberto_giuliani 

Foto: Tyler Hicks / The New York Time 
Foto: Instagram @landau 

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