Giro de vôlei Em Todo Lugar – Superliga Masculina

Por Idries Bulkool Bernstein

A 27ª edição da Superliga masculina de vôlei começa neste sábado, 31 de outubro. Fundado em 1976 com o nome de Campeonato Brasileiro, passando por seis temporadas como Liga Nacional, até se estabelecer com o atual nome desde a temporada 1994/95. Esta, seguindo o verão europeu, foi implementada apenas em 1988, fazendo com que a temporada se inicie na metade final de um ano e se encerre na metade inicial do ano seguinte. 

Os 12 times que participam da competição nesta temporada se concentram em apenas quatro estados brasileiros. Chamando a atenção pela falta de uma equipe carioca como o SESC-RJ, que anunciou o fim do projeto masculino, e o Botafogo, ambos participantes da última edição do torneio. Vamos aos times: 

Crédito: Divulgação/Superliga

Após a fase classificatória, em que todos os times jogam contra todos, no sistema de turno e returno, os oito melhores classificados avançam para as quartas de final. Os confrontos diretos serão em série de melhor de três sets. As finais estão marcadas para os dias 10, 17 e 21 de abril. 

COVID em mente 

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) teve tempo para se preparar e organizar um campeonato que respeite e esteja atento aos possíveis imprevistos causados pela pandemia do coronavírus. Em reunião realizada no dia 6 de outubro, foram definidas algumas diretrizes para o bom funcionamento da competição e redução dos riscos de contaminação pela COVID-19.  

Os testes, negociados por um preço individual de R$ 75,00, ficaram por conta das equipes, que serão realizados a cada 15 dias. Em troca, os times poderão negociar direitos comerciais na cadeira do árbitro, postes e rede durante os jogos. Em caso de resultado positivo, o atleta deverá ficar em isolamento durante 10 dias para poder retornar a atuar. Caso a equipe tenha 4 ou mais jogadores, ou dois levantadores contaminados, ela poderá solicitar o adiamento do jogo. 

O público, como já virou rotina no futebol brasileiro, também não estará presente nas arquibancadas das quadras de vôlei. Contudo, é possível que os times ainda vejam os torcedores nesta temporada, a depender de uma nova reunião sobre o tema, em respeito às determinações dos órgãos de saúde. 

Renato D’Ávila, superintendente de competições de quadra da CBV, disse que o protocolo ainda poderá sofrer mudanças de acordo com as novas diretrizes dos órgãos de saúde, mas destaca: 

“Esse protocolo foi feito com muito cuidado e pensamos primeiramente na saúde de todos os envolvidos em um jogo de voleibol (…) mostra sua força através dos clubes no momento do planejamento de retorno de uma competição nacional como a Superliga Banco do Brasil”, comentou em entrevista dada ao site oficial da competição 

Jogador Caseiro 

Esta edição da competição conta com alguns poucos felizardos, que irão jogar pela equipe da terra natal. O oposto Otávio e o levantador Jean, estreantes na competição, terão a chance de defender o Azulim/Gabarito/Uberlândia (MG), cidade onde nasceram. O ponteiro Luís Felipe Pantaleão, de 22 anos, também em sua primeira disputa, integra o elenco do Vedacit/Vôlei Guarulhos (SP), cidade que não nasceu, mas vive desde quando tinha apenas dois anos. Sobre isso, ele comentou: 

“Jogar por Guarulhos é muito gratificante. Minha história é toda aqui, dei os meus primeiros passos na carreira, em 2010, no mesmo ginásio que disputarei a minha primeira Superliga”, disse em coletiva à CBV.

Por outro lado, a experiência também pode ser um trunfo. Em conjunto com o líbero Pedrinho, será a chance de o ponteiro Renan Bonora defender o Vôlei Renata, de Campinas (SP). Depois de passagem por outros clubes da elite do vôlei brasileiro, ele falou sobre o sentimento de defender o time que o revelou: 

“Estou muito feliz em defender um clube da cidade de Campinas. É praticamente a minha segunda casa e eu tenho muitos objetivos a cumprir aqui. Pretendo dar o meu máximo para ajudar a equipe a conquistar títulos”, contou o jogador à CBV. 

A primeira rodada da competição se inicia com o Vôlei UM Itapetininga enfrentando o Pan/Eleva/Blumenau às 17 horas de sábado (31), em São Paulo. Os favoritos SADA Cruzeiro Vôlei e EMS Taubaté Fanvic estreiam fora de casa, em busca de mais um título. Os jogos serão transmitidos pelo Canal Vôlei Brasil e pelo SporTV, alternando entre si. 

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