A tecnologia presente no jornalismo e em nossas vidas

Palestra de abertura do FACHA Festival 2020 falou sobre jornalismo e tecnologia

Por Lucas Furtado e Rafael Cruz

Palestrante Giselle Costa fala sobre a tecnologia no jornalismo com grande interação com espectadores (Foto: Reprodução/ YouTube FACHA)

A comunicação passa por uma transformação, de maneira muito veloz, com a profundidade que o avanço da tecnologia se faz necessário em nossas vidas. O jornalismo de dados vem crescendo para aprofundar a informação por meio da investigação dos mesmos e do poder tecnológico. Essas transformações foram o tema de abertura do Facha Festival 2020, que começou nesta terça-feira (03) com a palestra de Giselle Costa, jornalista e doutoranda em Ciências da Computação, na Universidade do Minho, em Portugal, e a moderação de Leandro Lacerda, coordenador dos cursos de Jornalismo e Gestão Desportiva na FACHA.

Giselle começou falando sobre os conceitos de informação, tecnologia, comunicação e sobre as eras, em especial da Era da Conexão, termo criado pelo professor André Lemos para falar sobre esta forte conexão que a tecnologia está nos trazendo, mexendo também com a nossa mobilidade.

“Ele (Lemos) fala que a cidade é um espaço de mobilidade e tecnologia, reexaminar o significado de estar próximo com outro e isso que estamos vivendo. Eu estou em Portugal, com três horas a frente de vocês (do Brasil) e conseguimos nos conectar, é incrível, é a nova era da conexão”, comentou a convidada.

Apresentação de Giselle Costa sobre inteligência artificial e o seu uso no jornalismo (Foto: Reprodução/YouTube FACHA)

O Big Data, cada vez mais presente em empresas para o armazenamento de dados, a inteligência artificial, que vem para ganhar espaço com robôs e realizar tarefas de humanos, também no jornalismo, e a internet das coisas foram também explicados na palestra. Ao comentar uma reportagem que um robô produziu uma notícia, a jornalista disse que é muito difícil, a curto e médio prazo, ganharem a tão sonhada autonomia: “eu, como uma boa jornalista de velha guarda, sou muito cética. Tem coisas que os robôs podem fazer, mas eu ainda acho que vai demorar muito tempo, porque sempre vai precisar de alguém lá atrás”, afirmou Giselle. Ao final da apresentação, ela falou sobre como será o seu estudo, que envolve softwares em empresas para a comunicação interna, de como ele é utilizado por elas e como isso afeta a produtividade, os próprios colaboradores e também a cultura organizacional das companhias.

Giselle é ex-aluna da Facha e não escondeu a alegria de estar presente no evento

Jornalismo e tecnologia na sessão de perguntas

Na sessão de perguntas, com grande interação de público e mais de 100 espectadores atentos a conversa, ela falou sobre como o jornalismo de dados pode ser muito importante para a reconstrução da verdade em tempos de desinformação: “a veracidade das informações está colocada cada vez mais em xeque e o jornalista tem de continuar (a trabalhar) pela veracidade de notícias. Sim, o jornalista assume o papel de protagonista na geração de notícias que vão levar cada vez mais veracidade”, comentou Giselle, que também falou da importância do fact-checking para a busca da veracidade das informações.

Leandro Lacerda, coordenador dos cursos de Jornalismo e Gestão Desportiva, além de moderador do evento, perguntou sobre os aspectos negativos que a tecnologia traz e a convidada afirmou que estamos vivendo uma individualização da comunicação, citando uma teoria que afirma que a Era das Tribos está próxima de regressar como homem pela máquina e a máquina pelo homem.

“E este é o perigo de perdemos essa essência de comunicação. Estamos cada vez mais entrando nos nossos mundos, criando uma comunicação individualizada, perigosa, digo eu. Nós precisamos desta ação comunicativa para existir, nós precisamos do outro para existir. É o perigo de viver voltado num mundo em que vivemos uma virtualidade real, como diria Castells, eu vivendo um mundo que é real, mas virtual”, afirmou.

O Facha Festival é uma releitura da tradicional Semana Acadêmica da Facha, e está na sua segunda edição. É uma versão mais intuitiva, participativa e atual. O festival propõe um ambiente colaborativo e de sinergia, buscando conectar os alunos ao mercado de trabalho e novas iniciativas. Este ano acontece de forma online, o que possibilita a participação de palestrantes de fora do país, como é o caso da Giselle, que mora em Portugal há três anos. O evento vai até sexta-feira (6). Confira as próximas palestras:

Quarta-feira (4):

9h: Como o Design pensa o mundo

11h: Jornalismo e Voluntariado

16h: Em Todo Lugar

18:30: Inovação e Modelo de Negócios

20:30: Carreira e Reinvenção Profissional

Confira, na íntegra, a live:

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