Brasil domina Paraguai e quebra tabu de 36 anos sem vencer fora no duelo; jogadores criticam Conmebol, mas vão jogar Copa América

Foto de capa: Lucas Figueiredo/CBF 

Por Lucas Furtado Isaias  

Casemiro em uma disputa de bola – Foto: Lucas Figueiredo/CBF  

Em meio a uma turbulência com a crise que a CBF vive pela realização da Copa América no Brasil e as acusações de assédio sexual e moral que afastaram Rogério Caboclo da presidência da entidade por 30 dias, o Brasil quebrou um tabu de quase 36 anos. Venceu o Paraguai fora de casa em um jogo que o time comandado por Tite teve domínio em grande parte da partida e repetiu o placar da última vitória da Seleção em solo paraguaio: 2 a 0. Em 16 de junho de 1985, Zico e Casagrande foram os protagonistas da vitória. Em 08 de junho de 2021, Neymar e Lucas Paquetá assinaram a conquista que mantém os 100% de aproveitamento nas Eliminatórias.  

Só que o momento aguardado era depois do jogo, e os jogadores da Seleção, cerca de uma hora após o apito final da partida, anunciaram, em um manifesto, que se opõem à realização da Copa América, mas que disputarão o torneio que começará neste domingo (13/06). A CBF, que, neste momento, está com a presidência interina do Coronel Nunes, não foi mencionada em nenhum momento pela nota.  

Na carta divulgada por Casemiro em seu perfil no Instagram, os jogadores dispararam críticas à Conmebol pela realização do torneio. “Somos um grupo coeso, porém com ideias distintas. Por diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional, estamos insatisfeitos com a condução da Copa América pela Conmebol, fosse ela sediada no Chile ou mesmo no Brasil. Todos os jogadores, os fatos recentes nos levam a acreditar em um processo inadequado em sua realização”, afirmou na nota.  

Entretanto, no fim da carta aberta, os jogadores afirmaram que, mesmo com a discordância, disputarão a competição. “Por fim, lembramos que somos trabalhadores do futebol. Temos uma missão a cumprir com a histórica camisa verde amarela penta campeã do mundo. Somos contra a realização da Copa América, mas nunca diremos não à Seleção Brasileira”, concluiu a nota. 

Escalações e arbitragem 

Paraguai: Antony Silva, Robert Rojas (Alberto Espínola), Gustavo Gómez, Alderete e Júnior Alonso; Gastón Gimenez (Ávalos), Ángel Cardozo (Bareiro), Villasanti (Oscar Romero), Arzamendia e Almirón; Ángel Romero (Samudio) – Técnico: Eduardo Berizzo  

Brasil: Ederson, Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Fred (Lucas Paquetá) e Neymar; Gabriel Jesus (Everton), Roberto Firmino (Douglas Luiz) e Richarlison (Gabriel) – Técnico: Tite 

Árbitro: Árbitro: Patrício Loustau (ARG) 

Auxiliares: Ezequiel Brailovsky (ARG) e Gabriel Chade (ARG) 

Quatro Árbitro: Dario Herrera (ARG) 

VAR: Mauro Vigliano (ARG) 

O jogo 

Em campo, no primeiro tempo, o Brasil começou atacando e, aos três minutos, Gabriel Jesus fez um cruzamento que chegou em Neymar, e o craque brasileiro marcou para abrir a esperança de quebrar o tabu histórico. Aos sete, o Paraguai fez sua jogada mais perigosa na etapa com Alderete, fora de área, chutando para o gol com muita força, mas Ederson defendeu a cobrança. Aos 23, Almirón tentou finalizar para o gol após receber passe de Rojas, mas Militão tirou a bola da área. O Brasil, durante todo o período, sustentou o domínio e tentou ampliar o placar. Aos 46, Richarlison disparou a bola na rede, mas foi marcado impedimento, com a ratificação do VAR no encerramento da etapa.  

No segundo tempo, a equipe brasileira seguiu atacando e dominando a partida. Aos sete, Gabriel Jesus entrou na área e tentou driblar a defesa paraguaia, mas Alderete afastou com a perna o perigo da zona paraguaia. Aos 18, Jesus roubou a bola e deu assistência para Neymar, que ficou muito próximo do gol. Seis minutos mais tarde, Richarlison chutou dentro da área, mas foi derrubado por Gustavo Gómez e Antony Silva. O time perdeu várias chances durante toda a etapa. O cenário de superioridade foi ameaçado a partir da reta final com ataques cada vez mais perigosos do Paraguai, e, aos 41, o goleiro brasileiro Alisson conseguiu defender uma finalização de Alberto Espíndola.  

As substituições que Tite fez a partir dos 26 minutos fizeram o jogo ter mais equilíbrio. Mas, aos 47, Lucas Paquetá fez uma finalização dentro da área, a bola bateu na trave e entrou na rede para liquidar o jogo e repetir o feito da Seleção nas Eliminatórias para a Copa de 1970. Na ocasião, venceu as seis partidas que enfrentou para quebrar uma longa hegemonia sem vencer em solo paraguaio, para cada vez mais ser líder no torneio, abrindo seis pontos de diferença para o segundo colocado, a Argentina.  

Seleção perfilada antes do sexto duelo pelas Eliminatórias para a Copa de 2022 – Foto: Lucas Figueredo/CBF 

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