De A a D: conheça os times de cada grupo da Champions League Feminina 

Foto de capa: Reprodução/UEFA

Por Rodrigo Glejzer 

UEFA Women´s Champions League teve início entre os dias 5 e 6 de outubro, com as principais equipes femininas da Europa se enfrentando na primeira rodada da competição. A maior parte dos jogos foi transmitida de graça pela plataforma DAZN, via seu canal no Youtube, com narrações e comentários em inglês e alemão.  

Em 4 de dezembro de 2019, o Comitê Executivo da UEFA aprovou um novo formato para a temporada de 2021/2022. Agora a competição é dividida em quatro grupos com quatro times cada, e os dois primeiros se classificam para as fases de mata- mata. Contendo alguns dos principais times europeus, conheça os membros do Grupo A.  

  • Chelsea 

A equipe feminina do Chelsea existe desde 1972. Mesmo não sendo um departamento oficial do clube inglês e agindo de uma maneira mais amadora, as meninas de azul conseguiram seus primeiros títulos, a Copa e a Liga inglesa, no ano seguinte à sua formação. Apesar do sucesso inicial, o Chelsea perdeu espaço no cenário feminino para os times de Arsenal, Wimbledon e Millwall nos anos seguintes. 

A situação só viria a mudar 20 anos depois. Em 1992, a equipe feminina azul foi reformulada e colocada sob o comando de Tony Farmer. No ano seguinte, a Federação Inglesa passou a organizar os campeonatos nacionais de maneira mais profissional e estabeleceu a WFA National League Premier Division (1991-1994), o grupo de elite, e alguns de acesso. O Chelsea Ladies não teve dificuldade em subir pelas categorias inferiores e chegar até a segunda divisão em 1995. Porém o clube passou a sofrer com graves problemas de perda de jogadoras, muitas indo para rivais como o Arsenal, e não conseguia dar o passo final rumo à primeira divisão.  

Durante praticamente uma década, o roteiro se repetiu: o Chelsea montava bons times, encarava de frente algumas das principais equipes inglesas, perdia suas melhores atletas ao longo da temporada e via seu projeto, de chegar à elite, empacar. Isso até ocorrer a segunda grande virada. Em 2004, o clube inglês foi adquirido pelo magnata russo Roman Abramovich. Com o aporte financeiro exterior também veio o interesse em, finalmente, integrar o Chelsea Ladies de forma oficial aos departamentos dos “Azuis”.  

Junto à nova realidade veio, enfim, o acesso. Então chamada de FA Women’s Premier League National Division (1994–2010), a primeira divisão receberia o Chelsea, pela primeira vez, em 2005. O resultado quase foi trágico. As meninas de Londres ficaram em último lugar e só não foram rebaixadas porque venceram o Liverpool nos playoffs (4 a 1 no placar agregado). Apesar do susto inicial, conseguiram se estabelecer na elite nos anos seguintes.  

O primeiro título chegaria em 2015 com a conquista da liga local. Agora chamada de FA Women’s Super League, mudança feita em 2011, a primeira divisão viu o time azul de londres ser campeão em outras três oportunidades: 2017/2018, 2019/2020, 2020/2021. As “Azuis” também venceram a FA Cup (2015, 2018), League Cup (2020, 2021) e Community Shield (2020). Em termos de campeonato europeu, o melhor resultado do clube foi a final da temporada passada, quando foi derrotado por 4 a 0 frente ao Barcelona, depois de chegarem duas vezes às semifinais (2017/2018, 2018/2019) da Liga dos Campeões. 

Jogadoras para ficar de olho

  1. Pernille Harder – A craque dinamarquesa fez história pelo Wolfsburg-ALE e Linköpings-SUE ao marcar cerca de 139 gols em 163 partidas. No total da carreira, são mais de 200 bolas na rede. Venceu o prêmio de jogadora do ano da UEFA em 2018 e 2020. Ficou em segundo lugar na eleição do Ballon D’Or de 2018. Vendida para o Chelsea em 2020 por £ 250.000, é a contratação mais cara da história do futebol feminino. 
  1. Fran Kirby – Está no Chelsea desde 2015. Além de ter participado de todos os títulos importantes, a atacante inglesa também é a maior artilheira da história do clube. Em 2018, foi eleita jogadora do ano tanto pela associação de jogadoras inglesas como pelos críticos locais.  
  1. Sam Kerr – Aos 28 anos, é uma das maiores jogadoras da história da Austrália. Goleadora por onde passou, Kerr já marcou mais de 100 gols na carreira por equipes de três continentes diferentes (Oceania, América do Norte e Europa). Foi quatro vezes eleita a melhor jogadora australiana do ano (2013, 2017, 2018, 2019), três vezes artilheira do campeonato estadunidense (2017, 2018, 2019) e melhor jogadora do mundo pelo The Guardian (2019). 
  1. Magdalena Eriksson – A defensora sueca está no Chelsea desde 2017 e é capitã da equipe desde 2019. Eleita melhor jogadora da liga inglesa na última temporada, Eriksson ainda tem na bagagem o Diamantbollen (troféu de melhor jogadora sueca no ano). É duas vezes medalhista de prata olímpica (2016 e 2021). Também participou da campanha que levou a Suécia ao terceiro lugar no mundial de 2019. 
  1. Jessie Fleming – Formada pelo UCLA Bruins, equipe universitária estadunidense, Fleming estreou como jogadora profissional pelo Chelsea em 2020. Foi duas vezes finalista do Prêmio Hermann (dado à melhor atleta universitária nos EUA) e é dona de uma medalha de ouro olímpica pelo Canadá (2021).  
Da esquerda para a direita: Harder, Kirby, Kerr, Eriksson e Fleming – Foto: Reprodução/oGol 
  • Wolfsburg 

Foi fundado em 1973 com o nome de VfR Eintracht Wolfsburg, um time feminino de nível amador e sem muitas ligações diretas com sua contraparte masculina, mais rica e famosa, VfL Wolfsburg. Em 1990, as “Lobas” fizeram parte do primeiro torneio profissional regido pela Federação Alemã, a Frauen-Bundesliga, e conseguiram se manter na parte mediana da tabela durante os cinco primeiros anos. No entanto, em 1996, a equipe começou a sofrer com problemas financeiros e foi incorporada pelo WSV Wendschott, um clube das divisões distritais da Alemanha.  

Com o nome de WSV Wolfsburg, o clube disputou a temporada 1996/1997. Nessa edição, em específico, a Federação Alemã alterou o regulamento. Com uma tabela composta por 20 times divididos em dois grupos (norte e sul), os dois primeiros de cada chave garantiam vagas diretas para a semifinal, enquanto os dois últimos eram rebaixados de forma direta. Do quinto ao oitavo lugar, jogavam um quadrangular especial junto com alguns times da segunda divisão. Agora separados em quatro grupos, essas equipes se enfrentaram em uma repescagem com jogos de ida e volta. Quem ficasse em primeiro permanecia no grupo de elite, enquanto os outros ou eram rebaixados ou permaneciam na divisão inferior. 

Em sua primeira época fundido ao Wendschott, o Wolfsburg conseguiu a oitava colocação no grupo Sul e foi obrigado a jogar os playoffs para evitar o inédito rebaixamento. Alocado no grupo 1 junto de SSV Turbine Potsdam, SG Wattenscheid 09 e Hertha Zehlendorf, as “Lobas” conseguiram duas vitórias, dois empates e duas derrotas. Terminaram relegadas à segunda divisão pela primeira vez ao terminarem apenas no terceiro lugar.  

Voltaram à Frauen-Bundesliga em 1998/1999. Nesta época, a Federação Alemã já havia alterado, mais uma vez, o formato da competição. Agora não existiam mais semifinais para decidir o campeão e nenhum dos playoffs para ver quais seriam os rebaixados. Os dois grupos, Sul e Norte, foram fundidos, e as dez melhores equipes alemãs passaram a compor a primeira divisão. Era campeão aquele que conseguisse se manter em primeiro lugar até o final da competição. Adotando a alcunha de WSV Wendschott, as jogadoras voltaram a disputar a elite em alto nível e não tiveram novos problemas com o descenso.  

Apesar de não conseguirem ganhar o título nacional, o time feminino do WSV Wendschott chamou a atenção do gigante VfL Wolfsburg, que resolveu incorporá-lo ao seu departamento de futebol em 2003. Contudo, mesmo tendo toda uma estrutura profissional à sua disposição, as meninas de verde e branco demoraram quase uma década para começar a engrenar. Inclusive, tiveram que passar pelo seu segundo rebaixamento, na temporada 2004/2005. De volta à primeira divisão em 2006/2007, o VfL Wolfsburg só conseguiu seu resultado mais expressivo cinco anos depois, quando foi vice-campeão e classificou, pela primeira vez, à Liga dos Campeões.  

Desde então, as Die Wölfinnen tornaram-se uma das principais forças do futebol feminino europeu. Foram seis vezes campeãs alemãs (2012/2013, 2013/2014, 2016/2017, 2017/2018, 2018/2019, 2019/2020) e oito vezes vencedoras da copa nacional (2012/2013, 2014/2015, 2015/2016, 2016/2017, 2017/2018, 2018/2019, 2019/2020, 2020/2021). Também conseguiram chegar à final da Liga dos Campeões por cinco vezes, triunfando em duas delas (2012/2013, 2013/2014) e ficando com o vice em outras três oportunidades (2015/2016, 2017/2018, 2019/2020). 

Jogadoras para ficar de olho

  • Shanice Van Sanden – Holandesa de 29 anos, Van Sanden é uma ponta-direita tricampeã europeia (2017/2018, 2018/2019, 2019/2020) pelo Lyon-FRA e tetracampeã holandesa (2012/2013, 2013/2014, 2014/2015, 2015/2016) pelo FC Twente-HOL. Na seleção, conseguiu os títulos da Eurocopa (2017) e Copa Algarve (2018), além de ser vice-campeã mundial (2019). 
  • Lena Oberdorf – Com apenas 19 anos, é um uma das boas promessas alemãs. Polivalente, pode jogar tanto na defesa como no meio-campo. Já tem 20 partidas pela seleção nacional e uma convocação para Copa do Mundo (2019). Foi eleita a melhor jogadora do Mundial Sub-17. 
  • Jill Roord – A meia holandesa é outra jogadora no elenco das “Lobas” conhecida por ser multifunções, já que pode também atuar na zaga e até como atacante. A nível de clube é tetracampeã holandesa (2012/2013, 2013/2014, 2014/2015, 2015/2016) pelo FC Twente-HOL, enquanto, pela seleção, conseguiu o vice-campeonato mundial (2019) e o título europeu (2017). Conquistou a artilharia no campeonato holandês de 2015/2016.  
  • Alexandra Popp – Atualmente é a jogadora de mais renome no elenco e uma das atletas há mais tempo atuando pelas “Lobas” (foi contratada em 2012). Capitã da seleção alemã desde 2019, a atacante é tricampeã europeia, (2008/2009, 2012/2013, 2013/2014) e pentacampeã nacional (2012/2013, 2013/2014, 2016/2017, 2017/2018, 2018/2019). Pela Die Nationalelf, tem uma medalha de ouro olímpica e duas Copas Algarve. Foi eleita duas vezes jogadora alemã do ano (2014 e 2016), uma vez para o time do ano do IFFHS (2020) e recebeu o Silbernes Lorbeerblatt (a maior honraria esportiva germânica) em 2016.  
  • Svenja Huth – Fez carreira no FFC Frankfurt entre 2007 e 2015. Por lá, venceu a Frauen-Bundesliga uma vez (2007/2008), a Liga dos Campeões duas vezes (2007/2008 e 2014/2015) e a copa nacional três vezes (2007/2008, 2010/2011, 2013/2014). Pela Alemanha, foi campeã europeia (2013), da Copa Algarve (2012) e das Olimpíadas (2016). Também é dona de uma Silbernes Lorbeerblatt (2016), além de uma medalha de ouro na Fritz Walter (eleição dos melhores jogadores jovens alemães).  
Da esquerda para a direita: Van Saden, Oberdorf, Roord, Popp e Huth – 
Foto: Reprodução/Worldfootball, Imago/Hubner 
  • Juventus 

A liga italiana de futebol feminino existe desde 1968, tendo o Génova como primeiro campeão e o comando da competição revezado entre uma série de federações. Esse rodízio durou quase duas décadas, sendo interrompido apenas em 1986 com a Federação Italiana de Futebol (FIGC) tomando o controle. Desde então, o campeonato passou a ser conhecido, oficialmente, como “Série A” e gerido de forma mais profissional.  

Na fase antiga, antes da FIGCalgumas equipes famosas, como Lazio e AC Milan, já mantinham interesse na Calcio Femminile e, mais recentemente, outras potências locais passaram a integrar times femininos, a exemplo do Brescia, Fiorentina, Inter de Milão, Napoli, Roma e, principalmente, a Juventus.  

Há pouco tempo decacampeã italiana no futebol masculino, a “Velha Senhora” nunca viu muita vantagem em manter uma equipe de mulheres em seus departamentos. Tanto que, até 2017, os únicos times femininos existentes na cidade de Turim eram a Juventus Torino, que existe até hoje e cuja única semelhança com a prima poderosa é o uniforme preto e branco, e o extinto Real Juventus. Isso mudou há quatro anos, quando a família Agnelli, dona da Juventus famosa, resolveu ampliar seus domínios sobre os campeonatos italianos e formou a sua primeira equipe feminina.  

Para não ter que passar pelas divisões inferiores, como quase toda equipe recém- fundada, os bianconeri foram até o A.S.D. Cuneo, time feminino bicampeão da segunda divisão e que tinha escapado por pouco do rebaixamento na temporada 2016/2017, e compraram sua licença para atuar no futebol profissional. Com isso, a Juventus começou o campeonato 2017/2018 já na elite da Serie A Femminile, enquanto o clube A.S.D. Cuneo acabou integrado ao AS Cuneo, clube masculino local, depois de ter seu plantel desmontado e suas atividades relegadas à categoria de base feminina.  

Diferentemente de seus adversários no grupo, a “Velha Senhora” não sofreu para vencer seu primeiro campeonato nacional. Na verdade, fez isso na sua estreia. Logo depois, nas três temporadas seguintes, emplacou mais três títulos. Inclusive, na última conquista, conseguiu o feito de ser campeã invicta com a inédita marca de 22 vitórias seguidas. Tetracampeã, ainda conquistou uma Copa da Itália (2018) e duas Supercopas italianas (2019 e 2020). Já a nível europeu, o desempenho é bem mais abaixo. Nas três vezes em que participou, sequer chegou às oitavas de final. Ano passado, fora de casa, levou de 3 a 0 do Lyon-FRA e foi eliminada por 5 a 2 no placar agregado.  

Jogadoras para ficar de olho:  

  • Sara Gama – É a capitã do time e está presente na Juventus desde a fundação da equipe. Antes de se juntar ao lado branco e preto, a zagueira italiana já havia dominado o país enquanto servia ao Brescia. Pelas Leonesse, entre 2015 e 2016, foi campeã nacional, da Copa e ergueu duas vezes a Supercopa. Foi a sexta jogadora a ser introduzida ao Hall da Fama do futebol italiano.   
  • Cristiana Girelli – Contratada em 2018, é a camisa 10 da equipe e principal jogadora. Artilheira das temporadas 2019/2020 e 2020/2021 da Série A, a atacante italiana também faturou o prêmio de melhor da competição no último campeonato. É a terceira maior artilheira da seleção com 38 gols marcados.  
  • Barbara Bonansea – É mais uma que veio para a equipe em 2017 depois de ganhar tudo que era possível, nacionalmente, com o Brescia. Em 2016, a atacante italiana foi eleita a craque do campeonato e, quatro anos depois, acabou selecionada para a equipe do ano pelo FIFPro, a associação internacional de jogadores.  
  • Linda Sembrant – Depois de cinco anos atuando pelo Montpellier-FRA, Sembrant se mudou para Turim em 2019. Um dos pontos fortes da boa seleção sueca, a zagueira tem na bagagem duas medalhas de bronze em mundiais (2011 e 2016) e uma prata olímpica (2016). Infelizmente, aos 34 anos, sofreu uma grave lesão, no ligamento cruzado do joelho, durante treinamento da Juventus há cinco meses. A expectativa é de que volte a jogar em novembro ou dezembro deste ano.  
  • Valentina Cernoia – Forma, com Gama e Bonansea, um trio que emigrou do Brescia multicampeão para o projeto ambicioso da Juventus. Já acumula cinco campeonatos e quatro copas nacionais na carreira. Com mais de 50 partidas pela seleção italiana, a meia-campista tem estado, nas últimas três temporadas, entre as cinco principais goleadoras das bianconeri
Da esquerda para a direita: Gama, Girelli, Bonansea, Sembrant e Cernoia – Foto: Reprodução/oGol 
  • Servette 

Tanto na Inglaterra como na Alemanha e Itália, o futebol feminino sofreu muitas represálias. Considerado como uma atividade, exclusivamente, masculina durante muitas décadas, o velho esporte bretão só começou a diminuir seus preconceitos recentemente. Na Suíça, o processo não foi diferente.  

Como conta Saro Pope, historiador e arquivista do museu de Zurique, o período de 1968 a 1971 pode ser descrito como o início da história do futebol feminino organizado. Em todo o país, se formaram clubes independentes que, em 24 de abril de 1970, uniram forças para formar a “Liga Suíça de Futebol Feminino”.  

Um ano depois, um novo regulamento feito pela federação determinou que, a partir da temporada 1971/1972, apenas times filiados a um clube masculino teriam permissão para jogar. Essa nova regularização resultou no desaparecimento de alguns clubes pioneiros, como o FC Goitschel, e, em vários casos, no estabelecimento de novas divisões do futebol feminino em clubes existentes. 

O Servette FC Chênois Féminin foi um desses casos de equipes de mulheres formadas em clubes, anteriormente, exclusivos para homens. Criado em 1974, dentro do Club Sportif Chênois, disputou a segunda divisão três anos depois. Após uma década, “Les Grenat” conseguiram o seu primeiro acesso em 1985/1986. Nos 20 anos seguintes, enfrentariam uma série de rebaixamentos e promoções entre as três divisões existentes no futebol suiço.  

Rebaixada para a terceira divisão em 2011/2012, o time desmembrou-se do Club Sportif Chênois para ser refundado como Féminin Chênois Genève. Voltou à segunda divisão dois anos depois e conseguiu se manter por ali até a temporada 2016/2017. Neste meio tempo, o Servette FC, um dos times mais tradicionais do país, interessou-se em abrir o seu próprio departamento voltado ao futebol feminino.   

Porém, ao invés de fundar uma equipe e ter que começar nas últimas divisões, a direção preferiu apostar no Chênois Genève. Segundo Richard Feuz, diretor esportivo do Servette FC na época, foram três os motivos principais que levaram à  escolha: ambos os clubes são de Genebra, o Chênois Genève tinha se estabilizado na segunda divisão e existia uma vontade de “desenvolver os valores do clube ao dar as mesmas oportunidades a homens e mulheres”.  

Agora chamado de Servette FC Chênois Féminin, o time já colheria os primeiros frutos da nova fusão. Primeiro, voltou a frequentar a elite suíça ao ser campeão da segunda divisão em 2017/2018. Na temporada seguinte, conseguiu sua melhor posição na história ao ficar em quarto lugar. O primeiro grande título não demoraria, pois as grenás seriam as campeãs da edição 2020/2021 do torneio nacional com direito a 20 vitórias em 28 jogos. Como recompensa, fora a premiação, recebeu a chance de disputar, pela primeira vez, a Liga dos Campeões.  

Jogadoras para ficar de olho

  • Jade Boho – Espanhola naturalizada equato-guineense, é o principal poder de fogo do time suiço. Vinda do EDF Logrono, equipe da segunda divisão espanhola, em agosto desde ano, Baho já tem seis gols em dez partidas disputadas com o uniforme grená. Aos 35 anos, pode jogar tanto pelos lados do campo como servir de referência no ataque. 
  • Sandy Maendly – A meia-campista suíça está fazendo a sua segunda passagem pelo Servette Chênois, a primeira aconteceu entre 2004 e 2006. Experiente, encontra-se com 33 anos, compõe a seleção nacional desde 2006 e tem mais de 50 partidas por “La Nati”
  • Thais Hurni – Com a aposentadoria de Caroline Abbé, coube a Hurni preencher a lacuna deixada pela calejada zagueira. Vinda do BSC Young Boys, em julho do ano passado, está com apenas 23 anos e tem sido titular das “Les Grenat” durante a atual temporada. Jogadora da seleção desde as categorias de base, foi convocada nos últimos jogos da Suíça.  
  • Alyssa Lagonia – Com passagens por Inglaterra e Itália, a meia-campista canadense está indo para sua terceira temporada no Servette Chênois. Versátil, também pode atuar como segunda atacante. É a líder de assistências da equipe nesta temporada.  
  • Inês Pereira  Goleira da seleção portuguesa, está há quatro meses no futebol suíço depois de se transferir do Sporting-POR. Tem sido titular do time e fez ótima partida de estreia contra a Juventus-ITA na primeira rodada da Liga dos Campeões 2021/2022.  
Da esquerda para a direita: Boho, Maendly, Hurni, Lagonia e Pereira – Foto: Reprodução/oGol/Twitter 

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