Equipe de Nico Rosberg, RXR é campeã da primeira temporada da Extreme E  

Foto de capa: Reprodução/Extreme E

Por Lucas Furtado Isaias  

A RXR, equipe comandada pelo piloto de Fórmula 1 Nico Rosberg, conquistou o título da primeira edição da Extreme E com a dupla Johan Kristoffersson e Molly Taylor. Na etapa Jurassic X-Prix, na cidade inglesa de Dorset, conseguiu a quarta colocação na corrida e o segundo lugar no qualifying, com 26 pontos. A etapa foi vencida pela dupla da Team X44, equipe de Lewis Hamilton, que conquistou a qualificação e a prova, mas Cristina Gutiérrez e Sébastien Loeb ficaram atrás no critério de corridas, mesmo conquistando os 42 pontos possíveis (12 do quali, 25 da corrida e 5 do Super Setor) nesta prova. A dupla da RXR venceu três das cinco corridas, enquanto a X44 venceu apenas a última, tendo boa parte da pontuação com conquistas nos qualificatórios, fase em que lideraram todas as provas.  

Fase semifinal 

Na Crazy Race, Timmy Hansen abriu vantagem sólida na largada. Kyle Leduc tocou no carro de Oliver Bennett e Chistine Gz, ultrapassando, tomando a segunda posição e abrindo, com o passar das voltas, uma grande vantagem. Bennett não conseguiu recuperar a posição e ficou muito atrás dos oponentes. Munnins e Hansen abriram uma larga vantagem, já na segunda volta. Após a troca de comando com as mulheres pilotando o carro na volta final, a sólida vantagem foi desmanchada com Sara Price acelerando o carro e encostando em Catie Munnings, indo para caminhos opostos. Mas Catie segurou a liderança com uma diferença de 0.461seg e obteve a vaga para a final. Neste segmento, apenas a dupla vencedora consegue qualificação para a corrida final.  

Na Semifinal I, Kevin Hansen fez uma extraordinária largada com o seu carro e assumiu a liderança, mas Sébastien Loeb ficou na cola. Lance Woolridge teve problemas com o veículo e acabou ficando muito atras dos oponentes. Hansen abriu uma larga vantagem, porém Loeb teve a melhor volta no Super Setor e diminuiu a vantagem antes da troca de piloto no carro. Cristina Gutiérrez, que é campeã da mais recente edição do Rally Dakar, saiu mais rápido do que Mikaela Ahlin-Kottulinsky e assumiu a ponta na volta final em uma disputa intensa pela liderança. Jamie Chadwick, que ficou fora nas duas últimas etapas por causa da W Series, ficou atrás na terceira posição, mesmo acelerando e esforçando-se para tirar vantagem no tempo, contudo ficou fora da final. Nas semifinais, as duas duplas primeiras colocadas de cada chave avançam para a decisão.  

Na Semifinal II, Mattias Ekström não teve uma boa largada e foi superado por Carlos Sainz, que assumiu o segundo lugar. Pouco tempos depois, quase que Ekström recuperou a posição, mas os dois acabaram colidindo, e o ex-piloto de Fórmula 1 levou a melhor. A batida teve consequências para Ekström, que perdeu o capô do carro no Super Setor e ficou atrás com uma diferença que chegou a mais de oito segundos para Sainz. Johan Kristofferson manteve a liderança sem sustos nas duas voltas que correu na etapa. Na troca de comando, Molly Taylor abriu uma grande vantagem de cerca de seis segundos durante toda a volta sobre Laia Sainz, que saiu um pouco depois da oponente. Jutta Kleinschmidt demorou para entrar na última volta devido aos problemas do carro durante as voltas do colega de dupla, o que a fez terminar em terceiro e fora da final.  

Final  

Gutiérrez conseguiu uma ótima largada e assumiu a ponta com tranquilidade. Ahlin-Kottiulinsky, que pegou o terceiro lugar na largada, chegou a sair da pista na primeira volta e perder a posição para Munnings. Contudo Ahlin-Kottiulinsky bateu o carro com o da rival e recuperou a colocação. No Super Setor, conseguiu a segunda colocação. Molly Taylor, que ficou em segundo lugar em parte da volta inicial, caiu para a quarta posição e ficou com o título ameaçado, já que, se fosse ultrapassada por Laia Sainz, a dupla Gutiérrez e Loeb assumiria a liderança do campeonato e levariam o título. Durante alguns momentos da volta, houve uma disputa ferrenha pela quarta posição, mas Taylor conseguiu sustentar a posição. Na entrada dos boxes, os carros de Ahlin-Kottiulinsky e Munnings acabaram se tocando levemente, mas nada que impactou a posição na troca de comando. 

Na última volta, Loeb conseguiu sustentar a liderança obtida pela colega chegando a abrir uma vantagem de cinco segundos, porém Hansen, nos últimos metros, diminuiu a vantagem, só que não o suficiente para assumir a ponta. Kristofferson ficou em quarto lugar e sustentou, tranquilamente, a posição durante toda a volta, abrindo uma larga vantagem sobre Carlos Sainz e levando o título pelo número de vitórias no campeonato para festa de toda a equipe.  

Resultado da Semifinal I  

  1. Cristina Gutiérrez e Sébastien Loeb – 09:23.480 
  1. Mikaela Ahlin-Kottulinsky e Kevin Hansen – +0.404 
  1. Jamie Chadwick e Lance Woolridge – +4.950  

Resultado da Semifinal II  

  1. Molly Taylor e Johan Kristofferson – 09:24.588 
  1. Laia Sainz e Carlos Sainz – +6.249 
  1. Jutta Kleinschmidt e Mattias Ekström – +02:04.648  

(Os dois primeiros de cada chave da semifinal avançam à final.) 

Resultado da The Crazy Race  

  1. Catie Munnings e Timmy Hansen – 09:12.855 
  1. Sara Price e Kyle Leduc – +0.461 
  1. Christine Gz e Oliver Bennett – +01:33.016 

(A dupla vencedora avança à final.)  

Resultado da Final

  1. Cristina Gutiérrez e Sébastien Loeb – 09:20.609 
  1. Mikaela Ahlin-Kottulinsky e Kevin Hansen – +3.613 
  1. Catie Munnings e Timmy Hansen – +9.735 
  1. Molly Taylor e Johan Kristoffersson – +15.798 
  1. Laia Sainz e Carlos Sainz – +31.101  

Classificação Final  

  1. Molly Taylor e Johan Kristoffersson – 155 pontos 
  1. Cristina Gutiérrez e Sébastien Loeb – 155 pontos 
  1. Mikaela Ahlin-Kottulinsky e Kevin Hansen – 119 pontos 
  1. Catie Munnings e Timmy Hansen – 117 pontos 
  1. Jutta Kleinschmidt e Mattias Ekström – 100 pontos 
  1. Laia Sainz e Carlos Sainz – 100 pontos 
  1. Jamie Chadwick e Lance Woolridge – 77 pontos 
  1. Sara Price e Kyle Leduc – 74 pontos 
  1. Christine Gz e Oliver Bennett – 63 pontos  

Sobre a competição 

A categoria Extreme E é uma competição off-road com carros SUVs elétricos e tem provas em locais que são impactados pelas mudanças climáticas, trazendo um alerta sobre o futuro do planeta e a importância de sua preservação. As duplas sempre são formadas por um homem e uma mulher, trazendo equidade de gênero na competição. Em 2021, foram cinco etapas realizadas nesta primeira edição. Além de Dorset, houve corridas em Al-‘Ula (Desert X-Prix) na Arábia Saudita, Lac Rose (Ocean X-Prix) no Senegal, Kangerlussuaq (Arctic X-Prix) na Groenlândia e na Sardenha (Island X-Prix) na Itália.  

A categoria teria uma etapa no Brasil, o Amazon X-Prix, em Santarém, mas a pandemia do coronavírus fez a prova ser cancelada e ainda não está confirmada no calendário 2022 da competição. Também foram canceladas, para a edição 2021, as corridas em Ushuaia (Glacier X-Prix) na Argentina e em Kali Gandaki Gorge (Moutain X-Prix) no Nepal.  

As etapas são divididas em fases. Na primeira, a qualificatória, as duplas fazem duas corridas, e o tempo de cada uma é somado e divido por dois, fazendo uma média. O primeiro, quinto e sexto tempos avançam à primeira semifinal, enquanto o segundo a quarto tempos vão para a segunda chave, e na Crazy Race disputam os três últimos. Em cada chave da semi, avançam dois pilotos, e na Crazy avança a dupla vencedora para a corrida final com cinco duplas. Este formato foi adotado a partir da Ocean X-Prix, terceira corrida da temporada.  

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