Por Clarissa Santos. Foto de capa/Reprodução: SindiFiscal MS.
O mês de abril foi escolhido de acordo com o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, 2 de abril, iniciativa criada pela ONU em 2008. No Brasil mais de 2 milhões de habitantes são pessoas autistas, o “Abril Azul” é necessário para conscientizar e promover o respeito a pessoas neurodivergentes.
A data foi criada para incentivar o diagnóstico precoce, considerado de 0 a 6 anos, da condição. Dependendo do nível, o transtorno afeta, para mais ou menos, o desenvolvimento nas áreas da linguagem, interação social e comportamento. O diagnóstico permite um acompanhamento médico adequado para o paciente desenvolver independência e ter qualidade de vida.
Algumas iniciativas foram criadas para que o tratamento comece logo na primeira infância e para melhor inclusão dessas pessoas na sociedade. A expansão dos programas de triagem neonatal que identificam precocemente sinais de autismo em bebês; aumento no número de centros especializados em autismo em todo o país, oferecendo avaliação diagnóstica, intervenção terapêutica e apoio às famílias; a capacitação de profissionais de saúde, educação e assistência social em todo o país, aumentando a conscientização e melhorando o atendimento às pessoas autistas.
Apesar da inclusão de pessoas com Espectro Autista estar sendo pensada no país nos últimos anos, no mercado de trabalho a discriminação é palpável. De acordo com o IBGE, 85% dos profissionais com TEA estão desempregados.
No país há políticas públicas que geram acesso à educação, emprego e serviços de saúde, além de programas de apoio financeiro para famílias que cuidam de pessoas com Espectro Autista, mas ainda assim é necessário fiscalizar essas políticas e criar novas. A ideia do Abril Azul é iniciar essa mudança, com um país mais inclusivo, dando relevância e visibilidade à causa, realizando ações que contribuem para o respeito e empatia.
