Japão vence Mundial Masculino de Ginástica Artística Masculino; Rússia e China também garantem vaga olimpica

Foto capa: Reprodução/World Gymnastics

Por Rafael Lisboa

Sem a presença do Brasil, o Japão venceu a final por equipes masculinas do Mundial de Ginástica Artística de 2026, realizada em Roterdã, nesta terça-feira (20). Com a soma de 251.928 pontos entre os ginastas, a nação asiática conquistou o oitavo título mundial da modalidade, e obteve a garantia de disputar os Jogos Olímpicos de 2028, assim como os atletas russos e chineses, que fecharam o pódio.

Durante a final, Japão e China se mantiveram entre as primeiras posições em boa parte das rotações, diferentemente de Holanda e Colômbia, única nação latina classificada, que começaram bem, mas caíram logo a partir da segunda rotação. Com 247.395 pontos no total, a Grã Bretanha sofreu nas barras fixas e paralelas e saiu da zona de classificação na reta final, dando espaço aos atletas russos. O evento ainda chegou a ser interrompido por um momento por conta de um problema no tablado.

Enquanto três nações já estão confirmadas, as outras cinco que estiveram na final terão de buscar a vaga olímpica no Mundial de 2027, assim como o Brasil, que foi apenas o 19° colocado do torneio. Confira rotação a rotação:

1ª rotação

Diante das posições conquistadas nas classificatórias, Japão e Grã Bretanha iniciaram nas apresentações de solo, enquanto China e Rússia, país representado como WG2 por conta das punições da guerra, no cavalo. Ao mesmo tempo, Estados Unidos e Suíça intercalavam nas argolas, enquanto Holanda e Colômbia começaram nos saltos.

O Japão abriu as finais com Daiki Hashimoto totalizando 13.700 no solo, mas as primeiras notas positivas goram para os Países Baixos, principalmente com Casimir Schmidt marcando 14.000 ao saltar. Mesmo nervoso, o colombiano Camilo Vera, de 19 anos pontuou 14.133 no salto, e teve a melhor nota no aparelho, atrás na primeira rotação, apenas de Harry Hepworth e Jake Jarman, responsáveis por colocar a Grã Bretanha no top3, superada por Holanda e Colômbia.

2ª rotação

Classificado entre os 5 melhores individuais, Jake Jarman abriu a segunda rotação apostando em movimentos mais difíceis no cavalo, mas foi penabilizado na execução pela distância na abertura das pernas, enquanto Reuben Ward fez apresentação mais segura e condizente a superioridade britânica no aparelho nas classificatórias. No salto, os norte-americanos Danila Leykin e Kameron Nelson obtiveram boas notas no aparelho e subiram na tabela, enquanto o chinês Lan Xingyu marcou a melhor pontuação da rotação, com 14.733 nas argolas, levando o país à liderança.

Além da China e EUA, o Japão cresceu na tabela, o que gerou queda da Colômbia, que viu Angel Barajas sentir o braço, e da Holanda, com direito a sorriso amarelo depois dos 13.366 de Casimir nas paralelas. A Grã Bretanha seguiu na terceira colocação.

3ª rotação

A participação vibrante de Shane Wiskus abriu as barras paralelas na terceira rotação com um 14.333, na tentativa estadunidense de abrir o aparelho com força máxima. Em seguida, a China foi ao salto e Yang Haonan melhorou a pontuação da classificatória em três décimos. Os russos cresceram no mesmo aparelho e assumiram parcialmente a segunda posição, depois do anúncio de 14.200 de Arsenii Dukhno.

Nas argolas, Hepworth comemorou a saída com triplo mortal nas argolas e manteve a Grã Bretanha na liderança com o 14.666, mesmo com os três passos de equilibro de Courtney Tulloch. Nas barras fixas, Camilo Vera, depois de falhas consceutivas, caiu de rosto no colchão e foi aplaudido após executar novamente a participação e Barajas somava a maior pontuação individual, apesar de China e Japão se manterem entre os três melhores equipes.

4ª rotação

A quarta rotação se iniciou com um problema no tablado, impedindo apresentações do solo. Enquanto isso, a ênfase caia entre Japão e Grã Bretanha, que se intercalavam em notas positivas no salto, incluindo os 14.866 de Jarman. Danila Leykin sofreu uma queda nas barras fixas e teve uma tensa segunda tentativa no aparelho que a Suíça apenas pontuou bem com Noe Seiefert.

Jingyuan Zou, bicampeão mundial das paralelas, foi escolhido para fechar as paralelas e levou a China de volta para o segundo lugar com um 15.366. Com o retorno das apresentações do solo, a Colômbia conseguiu passar, de volta, os Estados Unidos.

5ª rotação

Líderes nas classificatórias, o Japão começou as performances nas barras paralelas com Shonei Kawakami pontuando em 14.566, precedendo queda de Tulloch, gerando a menor nota britânica na final, de apenas 12.233. Já na fixa, Hongyang Li foi mais um a cair e deu confiança a Arsenii, que alcançou a primeira colocação individual, até ser ultrapassado por Barajas.

Último britânico na rotação, Fraser tinha a missão de recuperar a baixa pontuação do país nas paralelas, mas o país, ainda assim, caiu para o quarto lugar, sendo ultrapassado pelos ginastas identificados por WG2.

6ª rotação

Ward abriu as barras fixas para a Grã Bretanha em uma espécie de decisão pela vaga olímpica e não foi tão bem, assim como Haonan Yang no solo, Kawakami e Fraser, também nas fixas, que caíram nas apresentações, mostrando a tensão entre os principais favoritos.

Enquanto a Suíça aproveitava notas inferiores para subir na tabela, Marinov marcou 14.100 na apresentação do solo e Fusuke Maeda levou o japoneses aos aplausos com o 14.333. No fim, Hashimoto, com 14.866, ficou com o melhor resultado individual e confirmou o oitavo título e a vaga olímpica para o Japão.

Classificação

  1. Japão – 251.928
  2. WG2 (Rússia) – 250.329
  3. China – 249.193
  4. Grã Bretanha – 247.395
  5. Suíça – 246.497
  6. Estados Unidos – 245.161
  7. Holanda – 241.294
  8. Colômbia – 240.093

Próximos passos

O Mundial de Ginástica Artística de Roterdã seguirá com outras decisões nos próximos dias, como a final individual masculina na próxima quinta-feira (22).

Sobre o Brasil, o país volta a disputa na final por equipes femininas, que acontecerá amanhã (21), às 14h30 (de Brasília), além da presença de Flávio Saraiva e Lorrane Oliveira na final do individual geral na sexta-feira (23) e das participações de Rebeca Andrade na final do salto no sábado (24) e Flávia Saraiva na decisão da trave no dia seguinte.

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