95% NÃO É 100%
O texto discute o risco de transformar favoritismo estatístico em certeza, tomando o segundo turno da eleição presidencial como ponto de partida. A partir dos conceitos de ilusão de invulnerabilidade, de Irving Janis, e normalização do desvio, de Diane Vaughan, argumenta que o excesso de confiança pode reduzir a percepção de riscos e prejudicar decisões. Modelos probabilísticos indicam tendências condicionadas às informações disponíveis, não antecipam o futuro. Em sistemas humanos, como eleições, mudanças de comportamento, acontecimentos inesperados e novas condições podem alterar projeções. A ideia central está no título: 95% representa uma probabilidade muito alta, mas os 5% restantes continuam existindo — e podem mudar o resultado. Continuar lendo 95% NÃO É 100%
