Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual: Relembrar o passado para não esquecer

Foto capa: Divulgação

Por Luana Nascimento e Luiza Leal

No dia 27 de outubro, é comemorado o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual. Instituída pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em 2005, a data tem como objetivo aumentar a conscientização pública e promover a preservação da memória registrada em filmes, fotografias, programas de televisão e outras manifestações artísticas.

Obras políticas que retratam períodos históricos, por exemplo, contribuem para reforçar a consciência política da sociedade e relembrar momentos que não devem se repetir. Um exemplo é o filme Ainda Estou Aqui, vencedor do Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional em 2025, que retrata a história real da família de Eunice Paiva durante a ditadura militar no Brasil. Na trama, após o desaparecimento de seu marido, Marcelo Rubens Paiva, Eunice enfrenta os desafios impostos pela repressão do regime e luta por justiça.

O filme mostra como o audiovisual pode trazer à tona histórias silenciadas, dando visibilidade às vítimas de violações dos direitos humanos e preservando a memória coletiva de momentos que não devem ser esquecidos, além de exaltar a cultura e o cinema brasileiros.

Foto: Alile Dara Onawale

No atual cenário político do país, a história não deve ser esquecida. Em um período eleitoral, é necessário que os cidadãos assumam a responsabilidade de exercer seu direito ao voto de forma consciente, baseando suas escolhas no estudo e na reflexão sobre o passado do Brasil.

Após a apuração dos votos, independentemente do candidato eleito, é necessário que a população fiscalize, critique e permaneça sempre em alerta, pois o cenário histórico retratado no filme remete a um período de 21 anos de ditadura militar, durante o qual os direitos individuais não eram respeitados.

Logo, o patrimônio audiovisual estimula o senso crítico e o voto consciente, promovendo o diálogo e contribuindo para a superação da polarização política no país. Além disso, funciona como um lembrete histórico dos perigos que a ruptura democrática e a violência estatal podem representar para a sociedade. Portanto, a arte desempenha um papel fundamental na preservação da memória coletiva.

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