Filmes de terror para você maratonar nesse Halloween
Por Letícia Alves e Rafaella Gama
Do horror psicológico à comédia macabra, reunimos produções para todos os gostos que prometem deixar sua noite de Halloween ainda mais assustadora (ou não).

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1 – Invocação do Mal (2013)
Se o seu tipo de terror envolve casas assombradas, presenças inexplicáveis e histórias que fazem você pensar duas vezes antes de apagar a luz, o clássico ‘Invocação do Mal’ merece entrar na sua lista. Essa é, sem dúvidas, uma das minhas franquias favoritas de terror! Inspirado nos relatos de casos paranormais investigados por Ed e Lorraine Warren, o primeiro filme acompanha o casal quando eles são chamados para ajudar a família Perron e suas cinco filhas, que começam a enfrentar acontecimentos cada vez mais assustadores em sua nova casa. O meu vício no filme começou quando eu ainda era criança: fiquei tão obcecada que pedi de presente natal a série de livros que contam as histórias dos Warren e quase visitei o museu deles em Nova Jersey quando fiz quinze anos! Infelizmente o museu fechou na época da pandemia, o que acabou destruindo o meu sonho um tanto quanto peculiar.

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Mas o que torna esse universo ainda mais interessante é que a história não termina nesse filme. A franquia ganhou diversas continuações e filmes derivados, expandindo seu universo com produções como Annabelle e A Freira. Cada filme explora novos casos, entidades e mistérios, criando conexões entre diferentes histórias. Para quem gosta de acompanhar um universo de terror que vai ficando cada vez maior — e de descobrir a origem de algumas das figuras mais assustadoras do cinema —, essa é uma franquia que rende muitas noites de sustos.
2 – Host (2020)
Um grupo de amigas decide aproveitar o isolamento social durante a pandemia para organizar uma sessão espírita virtual. A ideia era ter uma experiência diferente e, quem sabe, algumas histórias para contar depois. O problema é que a brincadeira acaba despertando algo que nenhuma delas consegue controlar — e, quando acontecimentos inexplicáveis começam a surgir nas próprias casas, fica claro que aquela chamada nunca deveria ter sido iniciada.
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Com cerca de uma hora de duração, o filme transforma uma situação completamente familiar em uma experiência de terror claustrofóbica. Filmado como se estivéssemos acompanhando a tela do computador das personagens, Host aproveita recursos que fazem parte do nosso cotidiano para criar sustos e uma tensão crescente. É curto, direto e perfeito para quem quer sentir medo sem precisar passar duas horas na frente da tela. Bom saber que eu não fui a única que pegou trauma do Zoom na época da pandemia.
3 – Pânico (1996)
É impossível falar sobre filmes de terror sem mencionar Pânico, um verdadeiro clássico do gênero e uma das franquias mais icônicas da história do cinema. Mesmo quem nunca assistiu a nenhum dos filmes provavelmente reconhece a máscara branca e a voz ameaçadora de Ghostface, um dos assassinos mais emblemáticos da cultura pop. O primeiro longa acompanha Sidney Prescott, uma adolescente que passa a ser perseguida por um assassino mascarado em sua cidade. Ao longo da história, ela precisa descobrir quem está por trás dos ataques enquanto luta para sobreviver, tornando-se uma das final girls mais conhecidas e importantes do cinema de terror.
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E não é só a trama que transformou Pânico em um fenômeno: a franquia também ficou marcada por suas mortes memoráveis, reviravoltas e um elenco que reúne nomes icônicos de diferentes gerações. Drew Barrymore, Courtney Cox, Neve Campbell, David Arquette e Rose McGowan estão entre os rostos que ajudaram a construir o legado da saga. Com diversas continuações, novos suspeitos e o retorno de personagens queridos pelo público, Pânico conseguiu se reinventar sem perder sua essência. Afinal, além de assustar, a franquia brinca com os próprios clichês do gênero e faz todo mundo desconfiar de absolutamente qualquer personagem. Quase três décadas depois, Ghostface continua sendo uma referência incontornável do terror — e Sidney Prescott, uma das final girls mais emblemáticas da história.
4 – A Casa de Cera (2005)
Existe alguma coisa particularmente assustadora em esculturas de cera realistas demais, e A Casa de Cera definitivamente sabe aproveitar essa sensação. No filme de 2005, um grupo de jovens acaba em uma cidade aparentemente abandonada durante uma viagem e encontra um museu cujas figuras parecem assustadoramente humanas. O problema é que o lugar esconde um segredo macabro, e logo a curiosidade dá lugar a uma luta desesperada pela sobrevivência.
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Com aquele clima de cidade isolada, personagens tentando entender o que está acontecendo e uma ameaça que parece estar sempre um passo à frente, o filme é uma ótima escolha para quem gosta de terror com perseguições e cenas tensas. E tem ainda um detalhe que marcou a produção: o elenco inclui Paris Hilton, um dos nomes mais relevantes (e polêmicos) da cultura pop dos anos 2000. É aquele tipo de filme que mistura a estética da época com uma premissa que faz você pensar duas vezes antes de visitar um museu de cera.
5 – Obsessão (2026)
E se o problema dos romances não fosse apenas se apaixonar pela pessoa errada, mas acreditar que o amor dá o direito de decidir o que é melhor para ela? Em Obsessão, dirigido por Curry Barker, Bear é apaixonado por sua amiga de infância, Nikki, e decide recorrer a um objeto sobrenatural capaz de realizar desejos para finalmente conquistar seu coração. O pedido funciona, mas não da maneira que ele esperava, transformando uma fantasia romântica em uma situação cada vez mais perturbadora.
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O filme (que virou um dos meus favoritos do ano) reforça ainda mais uma tendência que vem ganhando espaço no terror contemporâneo: a figura do homem heterossexual que se enxerga como o cara legal, incompreendido e merecedor de amor, mas que, diante da rejeição, tenta transformar a mulher desejada em alguém que corresponda às suas vontades. Sob a justificativa de estar apaixonado, ele passa a tratar os sentimentos e a autonomia dela como obstáculos que precisam ser superados. E é justamente aí que Obsessão encontra seu lado mais assustador: no retrato de um homem que confunde ser amado com ter controle sobre quem diz amar. Afinal, quando o desejo de conquistar alguém se torna mais importante do que a liberdade dessa pessoa, será que ainda estamos falando de amor?
6 – O Cisne Negro (2010)
Tá, mas e se a busca pela perfeição fosse capaz de transformar o maior sonho de alguém em seu pior pesadelo? Em Cisne Negro, Nina Sayers, interpretada por Natalie Portman, é uma bailarina dedicada que finalmente conquista o papel principal em uma montagem de O Lago dos Cisnes. E até aqui está tudo perfeito, né? Na verdade, não!

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Para interpretar tanto o delicado Cisne Branco quanto o sedutor Cisne Negro, Nina precisa enfrentar suas próprias inseguranças e os limites de sua preparação. À medida que a pressão aumenta, sua percepção da realidade começa a se tornar cada vez mais instável. O filme mistura drama, suspense e elementos de terror psicológico para explorar a obsessão, a competição e o preço de tentar alcançar um ideal impossível. Mais do que acompanhar os bastidores do balé, o filme transforma a busca pela excelência em uma experiência angustiante, na qual a maior ameaça pode estar muito mais perto do que Nina imagina. Cisne Negro mostra que o terror nem sempre precisa de monstros ou criaturas sobrenaturais para causar desconforto. Às vezes, o horror está na própria mente. E eu posso falar que acho o Oscar de Melhor Atriz para a Natalie Portman merecidíssimo por esse papel ou preciso fingir ser imparcial?
7 – Carrie, a Estranha (1976/2002/2013)
O que acontece quando anos de humilhação e repressão encontram uma força impossível de controlar? Em Carrie, a Estranha, baseado no livro de Stephen King, Carrie White é uma adolescente tímida que enfrenta a perseguição dos colegas de escola e o comportamento extremamente controlador de sua mãe.

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Ao descobrir que possui poderes telecinéticos, a menina passa a lidar com habilidades que tornam sua realidade ainda mais assustadora. Considerado um clássico do terror, o filme transforma situações de exclusão e crueldade em uma história sobrenatural que permanece marcante décadas depois de seu lançamento. A obra também ganhou uma nova adaptação em formato de série, desenvolvida por Mike Flanagan, e já está disponível no Prime Video. A nova versão promete apresentar a história de Carrie a outro público, mostrando como temas como bullying, fanatismo e isolamento continuam encontrando espaço nas narrativas atuais. Mesmo sendo quase sempre contra várias adaptações da mesma obra, acho a proposta de trazer a Carrie para o mundo contemporâneo muito interessante.
8 – Psicopata Americano (2000)
Patrick Bateman tem uma rotina invejável: trabalha em Wall Street, frequenta restaurantes exclusivos e está sempre preocupado com a própria aparência. O detalhe que transforma essa vida aparentemente perfeita em um pesadelo é que, por trás da imagem de executivo bem-sucedido, ele esconde uma série de assassinatos brutais.

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Em Psicopata Americano, lançado em 2000, Christian Bale interpreta um homem cuja obsessão por status e reconhecimento divide espaço com uma violência cada vez mais perturbadora. Dirigido por Mary Harron e baseado no romance de Bret Easton Ellis, o filme mistura horror psicológico e humor ácido para satirizar uma sociedade em que marcas, dinheiro e prestígio parecem definir o valor de alguém. Entre crimes, rivalidades e situações absurdas, a história constrói um retrato inquietante de Patrick e do universo superficial em que ele está inserido. (Eu considero mais aterrorizante o mundo que Patrick vive do que as cenas dos crimes cometidos). Mais de duas décadas depois, a obra continua provocando discussões e conquistou um espaço próprio nas redes sociais, provando que o lado mais assustador de Patrick Bateman é a semelhança com a realidade.
9 – Garota Infernal (2009)
Megan Fox, uma banda de rock e um ritual satânico que dá muito errado: Garota Infernal reúne todos os ingredientes de um terror adolescente dos anos 2000, mas com uma protagonista bem longe do estereótipo da mocinha indefesa.

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Jennifer Check é a garota mais popular da escola, até que uma noite aparentemente comum termina em uma transformação sobrenatural que muda completamente sua vida. Depois de se tornar uma criatura sedenta por sangue, ela passa a atacar os garotos da cidade, enquanto sua melhor amiga, Needy Lesnicki, tenta entender o que aconteceu e encontrar uma maneira de impedir os ataques. Interpretadas por Megan Fox e Amanda Seyfried, respectivamente, as duas protagonizam uma história em que amizade, ciúme e rivalidade ganham contornos cada vez mais sombrios. Apesar de ter recebido uma recepção pouco favorável em seu lançamento, em 2009, o filme conquistou uma nova geração de fãs e se tornou um clássico cult, especialmente pela mistura de horror, comédia e referências à cultura adolescente. Essa colunista é obcecada pela Megan Fox nesse filme e essa é a minha Megan Fox em Transformers, ok?
10- A Família Addams (1991)
Esqueça casas mal-assombradas e criaturas escondidas no escuro: na mansão dos Addams, o estranho é não gostar de coisas macabras. Lançado em 1991, A Família Addams, dirigido por Barry Sonnenfeld, apresenta uma sátira às clássicas famílias perfeitas americanas e transforma situações mórbidas em cenas de comédia.
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Quando Fester, irmão desaparecido do patriarca Gomez Addams, reaparece misteriosamente desperta a desconfiança de Morticia e dos demais integrantes da casa. Por meio dos segredos familiares, personagens peculiares e um humor que brinca com tudo aquilo que normalmente causa arrepios, o filme conquistou seu espaço como um clássico para quem prefere um Halloween divertido a uma noite de sustos. A produção também ajudou a popularizar ainda mais Wednesday Addams, a filha de personalidade sombria e respostas afiadas que décadas depois ganhou sua própria série na Netflix. Em Wandinha, Jenna Ortega assume o papel da personagem em uma história que mistura mistério, investigação e elementos sobrenaturais na Escola Nunca Mais. O sucesso da série reacendeu o interesse pelo universo dos Addams e mostrou que, para algumas famílias, ser esquisito é simplesmente uma tradição. Eu não aceito críticas a Família Addams e me considero prima distante de Mortícia.
Agora é só preparar a pipoca, apagar as luzes e escolher por qual filme começar, mas fica o aviso: depois dessa maratona, talvez dormir com a luz apagada não seja tão fácil assim!
