Existe vida sem Jesus?

Por Diego Cataldo

A Nação esperava um “Diga ao povo que eu fico 2 – o Imperador agora é outro”, mas ele não veio. Na noite da sexta-feira, 17 de julho, Jorge Jesus anunciou que trocará o Flamengo pelo Benfica. O Mister deixa o rubro-negro após conquistar o campeonato carioca e a menos de um mês do início do Brasileirão 2020.  

Jesus foi anunciado como técnico do Flamengo no dia 1º de junho de 2019 para substituir Abel Braga. O português deu outra cara ao time, a postura em campo mudou de água para o vinho (alguém disse vinho?) e o treinador caiu nas graças da torcida – e começou a causar inveja nas demais agremiações que compõem o futebol nacional e foi vítima de comentários no mínimo desagradáveis de alguns setores imprensa.  

As respostas de Jesus vieram em campo. A eliminação da Copa do Brasil para o Athletico Paranaense e a derrota por 3 a 0 para o Bahia não assustaram. Enquanto isso, o clube avançava na Libertadores e, jogo após jogo, galgava posições no campeonato brasileiro. Não demorou para que o futebol apresentado pelo Flamengo, sob a batuta de Jorge Jesus, passasse a ser reverenciado pelos amantes do esporte bretão.  

Em duelos contra os grandes, Jesus derrubou técnicos como Fábio Carille, do Corinthians, e Felipão, do Palmeiras. O Maracanã foi transformado em uma fortaleza. Jogar na casa rubro-negra era sufoco para os adversários. No seu duelo particular com Renato Gaúcho, Jesus comandou o Flamengo numa exibição de gala pela semifinal da Libertadores: 5 a 0 diante do Grêmio.  

A consagração de Jorge Jesus como um dos maiores técnicos da história do Flamengo aconteceu no dia 23 de novembro de 2019. A glória eterna, como ficou conhecida a conquista da Libertadores, era selada em um duelo para cardíaco nenhum botar defeito. E no mesmo final de semana, mais um título: o de campeão brasileiro. Título conquistado dentro do ônibus enquanto o time desfilava pela cidade.  

Os números impressionam. Foram 58 jogos, sendo 44 vitórias, 10 empates, 4 derrotas, 129 gols marcados, 47 sofridos e CINCUN títulos. Além do Brasileirão, da Libertadores e do Campeonato Carioca, o Mister venceu a Recopa Sul-Americana e a Supercopa do Brasil. O Mundial de Clubes não veio, mas Jesus firmou um pacto com seus comandados de que este ano estariam lá novamente… não estarão.  

O Mister não resistiu às investidas do Benfica, seu ex-clube, e pôs um ponto final em sua relação com o Flamengo. A passagem foi curta, foram apenas 13 meses, mas nenhuma relação entre técnico e clube foi tão intensa quanto a relação de Jorge Jesus com o Flamengo.  

Mas a pergunta que fica é: existe vida sem Jesus? 

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