Maria Helena Hofmann conta como abraçar as oportunidades é importante para a construção de um bom profissional

Por Andressa Ruivo

A professora Maria Helena Hofmann respira arte e é a nossa convidada para a série de reportagens com professores formados na Facha do Em Todo Lugar. Com a veia pulsante pelas artes, estudou um ano de Educação Artística e cogitou a ideia de ser professora, mas não levou adiante. Iniciou sua carreira trabalhando em agências de publicidade fazendo ilustração, onde se encontrou dentro da área. Era sempre responsável pelos layouts de trabalhos acadêmicos devido à sua experiência e talento.

Trabalhando em agências pequenas, recebia muitos convites para trabalhar como diretora de arte nas áreas de Merchandising, embalagens, catálogos e paralelamente dava continuidade ao curso de Publicidade e Propaganda. Sua carreira foi desenhada de acordo com as oportunidades que apareciam e carrega um lema importante: “A vida empurra a gente para os nossos interesses. Nunca diga não, abrace todas as oportunidades”.

E foi dessa forma que se descobriu como uma pessoa que gosta de ensinar. Um projeto que participou como professora convidada na UERJ teve uma resposta positiva dos alunos. A paciência que tinha para ensinar, reconhecida por muitos colegas, a incentivou a seguir carreira como professora. A partir dessa experiência na UERJ, foi convidada para ministrar aulas na universidade Gama Filho e posteriormente foi dar aulas no lugar onde se formou em 1987, na FACHA.

As oportunidades que a FACHA dá aos seus alunos de participar de projetos práticos é importante, na opinião da professora, para o desenvolvimento dos estudantes. Um dos projetos mais marcantes que participou sendo aluna da instituição foi a ida à casa de Dercy Gonçalves para a gravação de um comercial sobre Banco de Olhos. A produção não pode ir ao ar devido aos custos, mas serviu como oportunidade na carreira de uma colega de turma.

Em relação aos seus professores da sua época de estudante na Facha, Maria Helena considera muitos conselhos e aprendizados para a profissão. Um conselho marcante foi sobre aprender a fazer algo que ninguém gosta de executar e acabar conquistando um diferencial no mercado. Na FACHA, a sua professora Rosângela sempre a incentivou para começar a escrever, foi quem a despertou esse interesse, assim como outros professores também foram importantes para o seu crescimento profissional.

Sua relação com seus alunos é sempre de apoio e incentivo para que consigam alcançar seus objetivos e não desistam da caminhada. Costuma levar as opiniões dos alunos como termômetro do seu trabalho para medir o que pode melhorar em seu método de ensino. Atualmente com as aulas online, sente falta de ter esse feedback pela falta do contato visual e direto com os alunos.

Apesar das dificuldades em se adaptar com as aulas por videoconferências, enxerga a tecnologia como um avanço muito positivo para os estudantes. A facilidade que temos hoje de nos conectar com pessoas em lugares diferentes, era uma coisa desejada na época em que era estudante. Maria Helena conta com bastante entusiasmo que teve seu primeiro computador em 1992, época em que somente as empresas eram privilegiadas com a máquina. Sempre determinada, estudava bastante para aprender a mexer nessas novas tecnologias e com isso, conseguia as melhores oportunidades por causa desse diferencial.

Considera a tecnologia uma vantagem para fazer pesquisas, porém defende o uso com bom senso para agregar conhecimentos para futuras oportunidades: “A tecnologia disponível deve nos ajudar a raciocinar cada vez mais e não a gente se apoiar nela.”, declara. A professora diz que a quantidade de informação disponível faz com que os alunos questionem muito as atividades propostas, mas defende que não sabemos quando precisaremos daquilo que estamos aprendendo hoje: “Saber não ocupa espaço”.

Uma das coisas que mais a deixa satisfeita na Facha é a iniciativa de preparar seus alunos para o mercado de trabalho com projetos práticos e experiências enriquecedoras. Para seus alunos, ela deixa um recado importante sobre estar sempre com a mente aberta para aprender e para as oportunidades que surgirem. A possibilidade de estar dentro de sala com pessoas que buscam os mesmos objetivos não é motivo para competição, mas sim para troca de experiências e aprendizados. Para ela, ter disponibilidade para aprender e oferecer ajuda são os diferenciais para conseguir boas oportunidades na carreira.

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