Reabertura de bares e restaurantes no Rio de Janeiro

A nova realidade no cenário gastronômico carioca

Por Karine Redig

Os bares e restaurantes da cidade viram seu movimento ser afetado e reduzido devido às medidas de isolamento social indicadas para o combate ao coronavírus. Proibidos de abrirem ao público para consumo no local desde março, o setor teve a liberação de abertura pela prefeitura autorizada em junho, junto com uma série de adequações e restrições.  

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio de Janeiro (Abrasel-RJ) lançou uma cartilha de recomendações para o funcionamento adequado na cidade. Elaborada por grupos de epidemiologistas, cientistas e empresários do setor, de acordo com orientações extraídas da OMS e da Anvisa, a cartilha aborda os pontos considerados importantes para a máxima segurança de todos, sendo validada pela Secretaria Estadual de Saúde, o que a torna um modelo para a reabertura dos estabelecimentos na cidade. 

Entre as orientações, os destaques vão para o distanciamento mínimo exigido de 2 metros entre as mesas, o que leva a redução da capacidade total do estabelecimento, a troca do cardápio físico pelo digital ou produzido em plástico para melhor higienização, disponibilização de álcool em gel 70%, tanto na entrada quanto em outros pontos estratégicos, entre outros. Sendo também necessário o reforço de uma rotina completa de higienização do estabelecimento e da cozinha, incluindo os alimentos. 

Um dos estilos de restaurante muito popular na cidade, o Self-Service, é um exemplo de modelo de atendimento que encara a maior mudança no setor. A praticidade da comida disposta em um buffet, a ser servida pelo próprio cliente, está proibida com as novas orientações a fim de evitar o uso compartilhado dos talheres pelos clientes. O funcionamento desse tipo de restaurante agora está condicionado a comida não ficar mais totalmente exposta nas estufas, além de contar com um funcionário para servir o cliente, perdendo assim uma das suas principais características. 

Essas adequações e mudanças preocupam uma grande parte dos empresários do ramo, que apesar de considerarem melhor estarem abertos, para determinados casos, os investimentos a serem realizados para o pleno funcionamento não compensam, considerando a redução da capacidade nos estabelecimentos. Alguns restaurantes, no entanto, mesmo com a liberação, preferem continuar somente com serviços de delivery e take away (retirada do produto pelo cliente no local para o consumo em casa).  

Podemos constatar, desde a autorização da reabertura, uma grande procura popular, seja pelos seus restaurantes favoritos ou pelo velho conhecido happy hour com os amigos, demonstrando assim a possibilidade de uma recuperação econômica pelo setor mais rápida que a esperada, mesmo diante das dificuldades em cumprir com as novas obrigações e recomendações. 

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