Luciana pega três pênaltis, e Ferroviária está na final da Libertadores Feminina 2020

Foto de capa: Reprodução/CONMEBOL

Por Thalis Nicotte

A Ferroviária está na final da Libertadores Feminina. A equipe de Araraquara bateu a Universidade de Chile nos pênaltis por 7 a 6, no estádio Nuevo Francisco Urbano, na tarde desta quinta-feira (18). O resultado veio depois de um placar em branco no tempo normal. As duas equipes se enfrentaram pela segunda vez na competição. Na fase de grupos, a Ferroviária precisava de um milagre para chegar às quartas de final, e ele aconteceu: vitória por 4 a 1. 

Cruzamento da fase mata-mata da competição – Foto: Reprodução/Twitter CONMEBOL Libertadores Feminina 

O jogo 

As chilenas chegaram primeiro, logo aos sete minutos, quando Oviedo chutou, e Luciana fez boa defesa. Depois as brasileiras tomaram conta da partida. A Ferroviária gosta de chutar de fora da área e, ao longo do primeiro tempo, tiveram diversas tentativas. Aos 14 minutos, Sochor acertou uma bomba no travessão. Aos 16, Aline Milene tentou de longe, mas bateu para fora. Com meia hora de jogo, Carol Tavares fez uma linda jogada pela direita, ao aplicar uma caneta em Pinilla, na sequência do lance ela cruzou, Aline Milene não alcançou, e a bola passou por toda a grande área. Mas o gol mais perdido da Ferroviária foi aos 36 minutos: Aline Milene bateu de fora da área, a goleira Campos espalmou, e Lurdinha, sem goleira, não conseguiu fazer o domínio. O momento de maior tensão foi quando a árbitra Anahí Fernández, do Uruguai, viu um pênalti de Ana Alice em cima de Zamora. Só que, na cobrança, López pensou que estava cobrando um tiro de meta e isolou a bola, para alívio das brasileiras. 

Na etapa final, tudo muito nervoso. O jogo ficou mais truncado e de poucas chances. Mas, quando chegava, a Universidad levou mais perigo perdendo uma chance clara aos cinco minutos com Zamora, aos 15 com López e aos 19 com Oviedo. A Ferroviária só acordou depois disso, mas o jogo seguiu com muitas faltas e reclamações. A árbitra uruguaia estava completamente perdida errando quase todas as marcações que fazia. A jogada mais perigosa da equipe brasileira foi só nos acréscimos. Aos 48, Duda apareceu na pequena área, e a goleira Campos operou um verdadeiro milagre. E assim, com o placar zerado, a definição foi para os pênaltis. 

Jogadoras fazem a letra “L”, de Luciana, heroína do jogo – Foto: Reprodução/Twitter Guerreiras Grenás

Os pênaltis 

As Guerreiras Grená marcaram com Luana, Daiane, Yasmin, Lurdinha, Duda, Amanda e Sochor, enquanto Géssica e Ana Alice, artilheira da Ferrinha, perderam. Pela equipe chilena, Oviedo, Gutiérrez, Pinilla, Guerrero, López e Sánchez converteram suas cobranças. Já Zamora, Fernández e Ramírez tiveram suas tentativas defendidas por Luciana, a heroína da classificação. 

Luciana pegou a última cobrança, levando a equipe às lágrimas

A decisão 

No domingo (21), Ferroviária e América de Cáli decidem a Libertadores Feminina. A equipe brasileira chega à sua terceira decisão e busca o bicampeonato, já que foi campeã em 2015. Já a equipe colombiana está na final pela primeira vez. Corinthians e Universidad de Chile fazem o jogo de consolação para definir quem fica com a terceira colocação do torneio. Os horários das duas partidas ainda serão confirmados pela Conmebol. 

Hora de conhecer a equipe campeã da América – Foto: Reprodução/Twitter CONMEBOL Libertadores Feminina 

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