Champions League: Chelsea derrota Manchester City e conquista bicampeonato

Com lesão de Thiago Silva, Havertz assume o protagonismo, marca seu primeiro gol na competição e decide para os Blues 

Foto de capa: Alex Caparros/UEFA via Getty Images 

Por Leo Bronstein e Rafael Cruz

O Chelsea conquistou seu segundo título de UEFA Champions League, após vencer o Manchester City por 1 a 0 neste sábado (29/05), no Estádio do Dragão, em Portugal. Foi a terceira final inglesa e oitava entre equipes do mesmo país da competição. O gol do jogo saiu no primeiro tempo, dos pés do alemão Kai Havertz. Os Blues já haviam sido campeões em 2012, quando derrotaram o Bayern de Monique na decisão. 

Pré-jogo 

Chelsea e City nunca tinham se enfrentado pela Liga do Campeões. Em competições europeias, tinham disputado apenas um mata-mata, na temporada 1970/1971, pela antiga Recopa Europeia. O time de Manchester fez sua estreia em finais de Champions, enquanto o de Londres chegou pela terceira vez, tendo perdido para outra equipe conterrânea do adversário atual, o Manchester United, em 2008 e vencido o Bayern em 2012.  

As duas equipes chegaram fortes, após campanhas sólidas na fase de grupos, ambas se classificando em primeiro lugar. No mata-mata, elas se superaram e eliminaram adversários fortes, como o Borussia Dortmund e o PSG no caso do City e. pelo lado londrino, as duas principais forças de Madrid: Real e Atlético. O Manchester chegou invicto até a decisão, e o Chelsea, com apenas uma derrota. 

Escalações 

Chelsea 

Manchester City 

Here we go” (Aqui vamos nós) diz o perfil do City ao divulgar a escalação de Pep Guardiola para o jogo 

Arbitragem 

Árbitro: Antonio Miguel Mateu Lahoz (ESP) 
Assistentes: Pau Cebrián Devis (ESP) e Roberto Díaz Pérez del Palomar (ESP) 
Quarto árbitro: Carlos del Cerro Grande (ESP) 
VAR: Alejandro José Hernández Hernández (ESP) 
Assistentes VAR: Juan Martínez Munuera (ESP), Íñigo Prieto López de Cerain (ESP) e Pawel Gil (POL) 

Primeiro tempo 

O jogo começou bastante estudado e truncado, as equipes tentavam ficar mais com a bola e não chegando com muito perigo. Bem postada, a equipe do técnico Thomas Tuchel não deixou o Manchester fazer seu jogo coletivo. Apesar de o City ser considerado por muitos como favorito, foram do Chelsea as melhores chances. 

A primeira chegada foi do City, aos sete minutos. Ederson lançou para Sterling, mas o atacante falhou ao tentar finalizar de calcanhar e sem ângulo. O Chelsea respondeu após vacilo de John Stones, aos 14 minutos. Havertz colocou Werner em condições de concluir, mas o camisa 11 pegou fraco na bola. Aos 16, Kante cabeceou para fora, após cruzamento de Chilwell. 

O City tentou fazer jogadas pelas laterais, principalmente pelo lado esquerdo, com Sterling. Foden teve uma grande chance aos 26 minutos, após bom passe de De Bruyne, mas foi travado por Rüdiger na hora do chute. Sterling também tentou finalizar aos 29, porém dessa vez o chute parou em Azpilicueta. 

Um destaque importante do primeiro tempo foi a lesão de Thiago Silva. O zagueiro brasileiro virou preocupação, aos 35 minutos, quando levou a mão à virilha e precisou ser atendido. Ele tentou seguir na partida, mas não conseguiu e, aos 38, deixou o campo. Thiago fez sua segunda final seguida, junto com Tuchel. Eles tinham sido vice-campeões com o PSG na temporada passada. 

Apesar da baixa de Thiago Silva, o Chelsea conseguiu marcar quatro minutos após a saída do zagueiro. O brasileiro viu do banco o gol do jogo marcado por Kai Havertz, aos 42 minutos. O alemão recebeu um passe milimétrico de Mason Mount, avançou em velocidade, driblou o goleiro brasileiro Ederson e empurrou para marcar seu primeiro gol na UEFA Champions League, que o tornou também o jogador mais jovem a marcar em finais da competição.  

Kai Havertz se tornou o jogador mais jovem a marcar um gol em final de Champions

Segundo tempo   

O segundo tempo do jogo, já com o Chelsea em vantagem, começou bem disputado, com os dois times tentando manter a posse de bola controlada. Os Blues logo foram para cima, marcando avançado o time adversário, mas mantendo a posse com uma superioridade razoável. 

O Manchester City também criava suas chances, porém, com as boas marcações do time do Chelsea, não houve grandes perigos, como aconteceu no começo, aos quatro minutos do segundo tempo. Quando perdia a bola, o City conseguia arrumar a marcação com equilíbrio para fechar os espaços. 

Atletas do time de Manchester também reclamaram de um possível pênalti, mas o juiz não parou o jogo, o lance foi visto pelo assistente do VAR e dado como regular. Com a saída de Kevin De Bruyne após um choque de cabeça com Antônio Rudiger e a entrada de Gabriel Jesus, o City tentou de tudo para chegar no gol de empate. O meia belga teve lesões em um dos olhos, que ficou inchado, e no nariz, que foi quebrado. Pode desfalcar a sua seleção para a Euro que começa em junho. 

Com muita disputa em campo, ambos os times tentavam de tudo para conseguir o troféu da desejada Liga dos Campeões, com várias oportunidades de pressão. Com chegadas fortes, os clubes conseguiam mais tempo de paralisação para reorganizarem os esquemas. 

Com a entrada de Sergio Agüero, o City conseguiu acordar para tentar a igualdade no placar e até mesmo uma virada, agora com um ataque mais ofensivo. Com o argentino e Gabriel Jesus, o jogo do time seria para cima do adversário, podendo encontrar as falhas do esquema defensivo do Chelsea. 

Com 43 minutos do tempo final, as equipes já estavam com alto nível de nervosismo, mesmo com um placar ameno de um gol apenas de diferença. Apesar da pressão máxima do City, as chances eram poucas e impedidas pela zaga dos Blues. Com mais sete minutos de acréscimo, os clubes continuaram firmes na disputa pelo título continental. 

E, então, com mais uma taça na coleção, o Chelsea conquistou o bicampeonato da Liga dos Campeões da Europa. Mesmo com muita pressão do City, a vitória não foi dessa vez, mas certamente deu-se em um jogo muito equilibrado. Bilhões de euros também entraram na conta do time da capital inglesa, além da “orelhuda”.  

Pós-jogo 

Chelsea conquista a UEFA Champions League pela segunda vez – Crédito: TNT Sports 

O volante Jorginho pagou a promessa que foi feita ao comentarista Fred Caldeira, correspondente da TNT Sports na Inglaterra, de que, se ganhasse a Champions, tiraria a sua barba e a do próprio Caldeira, e foi o que aconteceu. Na entrevista, Jorginho relatou: “Me senti nervoso e fiquei com vontade de chorar, mas admiro o novo visual de campeão europeu. Não acreditei no que ocorreu e não possuo palavras para descrever. Passa-se por altos e baixos, várias críticas, não abaixar a cabeça e trabalhar mais, porque é algo incrível e surreal”.  

Já o zagueiro brasileiro Thiago Silva, em entrevista à TNT Sports, relatou que se sentiu muito feliz e não imaginava isso acontecer, sendo seu primeiro ano de Chelsea. O defensor ainda relatou que, quando teve tuberculose na época em que jogou no FC Porto, foi um período difícil na vida, mas o clube deu o auxílio durante a temporada, antes de ele se transferir para o Dínamo de Kiev. Se não tivesse esse título, voltaria para casa faltando algo, segundo Thiago. Disse ainda que acredita em conseguir mais títulos nos torneios que virão pela frente, como Copa América.  

O volante Ngolo Kanté falou sobre uma conquista inédita na carreira. “É uma felicidade gigante, um trabalho de uma temporada inteira. O time do City é forte. Fizemos uma grande partida, e fico muito orgulhoso pelo que conquistamos e pela nossa vitória. A gente sabia que era difícil, que desde o início do jogo seria impossível, mas fizemos de tudo e ganhamos com mérito a Liga dos Campeões”. 

Autor do gol do título do Chelsea, o alemão Kai Havertz também comemorou. “Eu esperei bastante tempo, mas agora eu fiz. Eu só quero agradecer minha família, meus pais, meu irmão, minha irmã, todo mundo, minha namorada que está no estádio. Esperamos muito tempo para que possamos ser campeões de novo. Para ser honesto agora, não me importo com o valor que foi, porque sou campeão da Liga dos Campeões”.  

Melhor em campo: N’Golo Kanté (Chelsea) 

Artilheiros da UEFA Champions League de 2020/2021: Erling Haaland (Dortmund)- 10 gols 

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