Evento de encerramento da Terceira Jornada de Cinema da FACHA fala sobre a ficção seriada brasileira

Foto: Divulgação

Por Sophia Vogel

O último dia da III Jornada de Cinema da FACHA, aconteceu nesta sexta-feira (28/05), após uma semana repleta de conteúdos incríveis a partir de conversas online, realizadas no perfil institucional da faculdade, na plataforma do YouTube. A live de fechamento desta edição discutiu sobre a trajetória do cenário brasileiro para a produção de ficções seriadas. O evento final foi mediado pela professora e pesquisadora Simone do Vale e contou com a presença da escritora e roteirista Angélica Lopes, do criador e roteirista Alexandre Rossi, da jornalista e pesquisadora Maria Cláudia, do escritor e roteirista Jô Hallack e do ator e cantor Jimmy London, que atuou na recente produção original Netflix, Cidade Invisível. A mesa debateu sobre as produções contemporâneas seriadas. 

A conversa se iniciou com a fala da professora Simone do Vale, que agradeceu a presença de todos e introduziu os convidados para as apresentações e o tema da mesa. Em seguida, ao se apresentar, Angélica Lopes falou sobre a sua carreira no audiovisual e aproveitou para destacar a profissão de roteirista, ‘’essa nossa profissão, é uma profissão que abre para você estar em muitos lugares’’, ressaltando que já participou de diferentes projetos, de diversos gêneros, tanto para a TV, quanto para o cinema e o teatro. Angélica falou também sobre a sua recente experiência na Globo, em duas séries e comentou sobre o diferente recorte e ritmo de novelas, filmes e séries. 

Na sua vez, Alexandre Rossi falou sobre o começo da sua carreia de roteirista na Globo com a Turma do Didi e sobre o seu gosto por filmes B. Ele comentou, também, sobre a experiência da sua primeira série feita para o Gshow e ao comentar sobre sua trajetória, afirmou, “eu gosto de tentar experiências diferentes”. Alexandre ainda falou um pouco sobre o universo audiovisual e as possibilidades da atualidade e disse, “com a internet o céu é o limite, você pode criar coisas que não existem ainda e o roteiro está sempre envolvido, então é muito legal”. 

A jornalista e pesquisadora Maria Cláudia contou um pouco sobre o seu mestrado em mídias digitais pela universidade de British Columbia, no Canadá, e sobre sua experiência em teledramaturgia com seus trabalhos em inúmeras produtoras. Ela comentou sobre roteiros de ficção e sobre a sua vontade de estudar narrativas interativas, “agora eu estou pesquisando as narrativas interativas digitais, mas eu estou focando muito na realidade virtual”. 

Jô Hallack, atualmente é uma das roteiristas do programa “Que História É essa Porchat?”, da GNT, e durante a pandemia trabalhou com a Ingrid Guimarães no “Além da Conta” e em outros projetos. Ela contou sobre a sua formação em jornalismo e a migração para a televisão, Jô disse que após trabalhar dentro da área do jornalismo, foi entrando para o mundo da TV quando começou a trabalhar com a MTV, GNT e contou que já fez ficção para a HBO, mas que atualmente trabalha com o gênero de “Variedades”que, segundo ela, “é um termo que abarca milhões de coisas”. 

Para finalizar as apresentações, Jimmy London começou sua fala de maneira descontraída contando sobre o seu apelido carinhoso, que é Bubu, e brincando sobre estar em uma mesa repleta de pessoas inteligentíssimas. Jimmy contou que já era conhecido antes, por ser cantor, mas que depois da sua atuação em Cidade Invisível, como o personagem Tutu, seus seguidores praticamente dobraram em um período de uma semana após o lançamento, relacionando este acontecimento à relevância e exposição da série e aproveitando para destacar o poder de distribuição e influência desse meio. 

A professora Simone comentou sobre o crescimento da potência do mercado audiovisual e o estímulo para o surgimento de mais escolas de cinema, explicou ainda que hoje é uma indústria reconhecida no mundo todo e questionou os convidados sobre o cenário contemporâneo da ficção seriada no Brasil. Simone falou sobre o aumento dos meios de streaming e citou a produção brasileira  3%, destacando que “no ano de lançamento, foi a série de língua não inglesa mais popular”. Os roteiristas destacaram, também, outras séries brasileiras como Cidade Invisível, Bom Dia Verônica e Sintonia. 

Angélica acrescentou que, dos últimos 5 anos para cá, houve uma abertura de possibilidades para a criação e linguagens de séries brasileiras. ‘’Houve uma grande mudança dos públicos e das demandas’’ e afirmou, ‘’é uma época muito boa para roteiristas’’. Jô contou sobre o enriquecimento de ter a possibilidade de ver séries de todo o mundo e que mesmo sendo uma indústria, estamos em um momento mais criativo e Alexandre aproveitou para complementar sobre ter uma prateleira diversa de demandas de séries e disse que com os streamings existe uma facilidade de alcance, ‘’você vê pessoas gostando de coisas que você não imaginava’’, afirmou. Já Maria Cláudia aproveitou para destacar, “acho que uma coisa importante para falar são as plataformas diferentes né, porque hoje em dia você vê na televisão, no computador, no celular, no IPad e eu acho que isso também muda um pouco a estrutura narrativa, que a gente tem que estar preparado para escrever para essas pessoas” e afirmou que “as narrativas do futuro, todas serão feitas nas plataformas de computação”. 

Durante o andamento da conversa, o papo foi se encaminhando para reflexões sobre as mudanças e as perspectivas do cenário atual do mercado audiovisual mundial, destacando o sucesso das séries brasileiras e a exportação das produções nacionais nos streamings. 

Para mais detalhes de como foi esse bate-papo, você pode assistir a transmissão inteira aqui:  

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