Krejcikova brilha e é a primeira tenista a ser campeã em simples e duplas na mesma edição de Roland Garros desde 2000

Foto de capa: Ank Kumar

Por Lucas Furtado Isaias

Barbora Krejcikova foi o grande destaque de Roland Garros. Em um fim de semana marcante, ela venceu em simples e em duplas femininas, um feito raro no grand slam francês e que fez com que ela se juntasse a grandes nomes do tênis que conseguiram esta façanha. A última vez em que este fato aconteceu foi em 2000 com Mary Pierce. A vitória da tcheca Krejcikova junto de Katerina Siniakova sobre Iga Swiatek e Bethanie Mattek-Sands a fez voltar a ser número 1 no ranking de duplistas, posição em que estava quando conquistou o major em 2018, mas que agora tem uma emoção maior e muito especial.  

Na simples, com muita emoção e em uma partida com muitas reviravoltas, Krejcikova venceu Anastasia Pavlyuchenkova por 2 sets a 1 (6/1 e 2/6 e 6/4) em uma hora e 58 minutos de final. Surpresa durante todo o torneio, a tcheca havia vencido em simples, nesta temporada, apenas o torneio de Strasbourg na semana anterior ao início do grand slam, além de já ter conquistado o torneio de duplas femininas em 2018 ao lado de Katerina Siniakova. A vitória contou também com muita emoção durante a cerimônia de premiação, quando ressaltou a alegria da conquista e da realização de seu sonho de vencer um major de simples.  

No primeiro set, Krejcikova perdeu o game inicial com duas duplas faltas, mas logo dominou o jogo e sem dar chances para a russa, vencendo em 6/1. A primeira grande reviravolta foi o segundo set: Pavlyuchenkova dominava e chegou a viver a situação oposta do primeiro, que foi sacar para o set com 30/0 em 5/1, mas sentiu uma dor na coxa direita, e a tcheca conseguiu conquistar o segundo game no set. Após o tempo médico, Pavlyuchencova fechou em 6/2.  

As reviravoltas dominaram o set final, do começo ao fim, com as duas disputando a ponta do placar, mas cometendo muitos erros e dando equilíbrio à partida. Krejcikova, na reta final, conseguiu uma quebra e confirmou o serviço em seguida. Pavlyuchenkova ainda salvou dois championships points no nono game e forçou mais um game. Porém, em seguida, a tcheca confirmou o saque: 6/4 e a realização do sonho de ganhar um major. A emoção veio na hora e persistiu durante toda a cerimônia de premiação.  

Esta é a sexta campeã consecutiva na chave de simples feminina que, simultaneamente, conquista o seu primeiro título em grand slam. Em entrevista ao BandSports, Krejcikova falou que o fato é muito bom porque dá a possibilidade de mais tenistas poderem realizar o sonho de vencer um slam. Desejo de todo tenista e que ela tinha, mesmo vencendo nas duplas e chegando ao topo das duplistas. E realizou em mais um capítulo histórico de Roland Garros.  

Crédito: Lucas Furtado Isaias

No último domingo (13/06), Krejcikova e Siniakova venceram a dupla Iga Swiatek e Bethanie Mattek-Sands na final de duplas femininas por 2 sets a 0 (6/4 e 6/2) em uma hora e 14 minutos de partida. Este é o segundo título da dupla no saibro francês.  

No primeiro set, Barbora e Katerina dominaram o começo, chegando a abrir 4/0. Mas, em seguida, as adversárias começaram a reagir vencendo quatro dos cinco games seguintes e equilibrando a partida. Mesmo assim, a dupla vencedora, no décimo game, conseguiu fechar em 6/4. 

O equilíbrio que marcou o fim do primeiro set continuou no começo do segundo. Contudo, a partir do quinto game, Krejcikova e Siniakova voltaram a dominar a partida e, com tranquilidade, finalizaram com direito à volta da dupla ao topo do ranking de duplistas femininas e com chances de medalha em Tóquio.  

Na entrevista após a final de simples no último sábado (12/06), Barbora Krejcikova falou da emoção deste momento, agradecendo a todo o staff e falando da emoção de receber a taça das mãos de Martina Navratilova, campeã do torneio em 1982 e 1984. Coincidentemente, também em simples e nas duplas femininas. Além delas e de Pierce, Virginia Ruzici (1978), Chris Evert (1974 e 1975), Margaret Court (1974) e Billie Jean King (1972) também escreveram história no torneio vencendo dois títulos no mesmo ano no solo francês. Um feito inesquecível e que entra para a história do tênis e do esporte tcheco.  

Djokovic vence Tsitsipas de virada em um jogo de altos e baixos, conquistando o 19° título de slams 

No primeiro set, a partida foi muito equilibrada com forte disputa pela vitória de ambos e com games cheios de intensidade, disputados e quase sem quebras, algo que ocorreu no final. No tie-break, houve muitas mudanças, com o grego largando na frente com vantagem, e, na sequência, Djokovic virando o game e chegando a ter um set point. Porém Tsitsipas não só salvou o ponto, como virou vencendo por 8/6.  

O segundo set teve Tsitsipas em grande vantagem, sem dar chances para o sérvio e dominando o set de ponta a ponta: venceu por 6/2. Neste período, Djokovic também tomou uma advertência por estourar os 25 segundos para sacar, o que o irritou e fez com que reclamasse com a juíza. Ao fim do set, ele foi ao vestiário, e, após a sua volta, o prenúncio de uma mudança de história, assim como ocorreu em outras vezes em que a situação aconteceu. 

No terceiro set, Djokovic ressurgiu e dominou. O grego se esforçou para reverter a desvantagem, mas Djokovic conseguia neutralizar todas as suas armas e venceu por 6/3, com Tsitsipas começando a se incomodar com o jogo, já que estava a um set do título em sua primeira final de slam. Só que, no quarto set, o sérvio, mais uma vez, não deu chances e venceu por 6/2.  

Quinto e último set. Nervos à flor da pele em quadra e na arquibancada, que se dividia na torcida dos finalistas. Pela primeira vez desde o duelo argentino entre Gastón Gaudio e Fernando Coria em 2004, uma final de simples masculina de Roland Garros chegava a cinco sets. E, com isso, Tsitsipas e Djokovic passavam a ter um jogo mais disputado, mas ainda com leve vantagem para o sérvio, que conseguiu quebras para chegar no oitavo game com um championship point. No entanto, o ponto foi salvo pelo grego, forçando Djokovic a sacar para o campeonato sem sustos, conquistando o 19° slam de sua carreira, o segundo no solo sagrado de Paris.  

Com a vitória de hoje, o sérvio ganha uma motivação a mais: pode finalizar a temporada como o maior campeão de slams da história do tênis masculino. O número 1 do mundo precisa vencer Wimbledon e o US Open para conseguir superar Rafael Nadal e Roger Federer em títulos. Ambos têm 20 conquistas em majors. Djokovic, na entrevista realizada na cerimônia de premiação, citou que, com o avançar da idade (34), ele precisa encontrar novas motivações para conseguir vencer no circuito. O título em Roland Garros, com direito a uma vitória sobre Rafael Nadal na semifinal, criou uma nova motivação para o resto da temporada e para escrever um capítulo novo no circuito do tênis. Além de na rivalidade do Big 3, denominação para Nadal, Djokovic e Federer, e o predomínio do trio no circuito.  

De virada, Mahut e Herbert vencem nas duplas masculinas

O sábado (12/06) também teve muita emoção nas duplas masculinas. A equipe francesa Nicolas Mahut e Pierre-Hugues Herbert venceu de virada por 2 sets a 1 [4/6, 7/6 (7-1 no tie-break) e 6/4] a dupla do Cazaquistão Alexander Bublik e Andrey Golubev em duas horas e nove minutos de uma decisão disputada. E com o público presente na quadra Philipe Chatrier, torcendo para a dupla local. Na cerimônia de premiação, a emoção tomou conta com os espectadores cantando em coro o hino nacional francês, a Marselhesa, durante a sua execução, levando a dupla às lágrimas.  

O começo do primeiro set foi de predomínio da dupla Bublikk e Golubev, chegando a abrir uma grande vantagem. Os franceses tentaram reverter o placar, com o apoio de toda a torcida, contudo não conseguiram: 6/4 para a dupla cazaque. No segundo e terceiro sets, o equilíbrio dominou a partida. E, com o público apoiando, Mahut e Hebert conseguiram vencer o segundo set com 7/6 e conquistar o título com um 6/4. 

Krawczyk e Salisbury conquistam o torneio de duplas mistas 

Após não ser realizado em 2020 devido às restrições causadas pela pandemia do novo coronavírus, o torneio de duplas mistas voltou a ser realizado em Roland Garros, mas com a chave reduzida pela metade: 16 duplas. Na final, realizada na última quinta-feira (10/06), a dupla Desirae Krawczyk e Joe Salisbury derrotou Elena Vesnina e Aslan Karatsvev por 2 sets a 1 (2/6, 6/4 e 10/5) em uma hora e 16 minutos de partida.  

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