Precisão e tradição: tiro com arco terá dois brasileiros disputando a melhor

Foto de capa: Rebeca Doin 

Por Lucas Furtado Isaias 

Presente de maneira permanente na programação olímpica desde Munique 1972, o tiro com arco requer precisão e observação. Apesar do arco por muito tempo ter sido usado como um elemento de caça e sobrevivência, com o tempo e a evolução humana, se tornou um esporte. Em Jogos Olímpicos, o Brasil até aqui não conquistou nenhuma medalha olímpica na modalidade. São 64 atletas que se enfrentam em formato de sets, em que cada atleta dispara três flechas em uma altura de 70m. Quanto mais próximo do alvo, mais pontos, você conquista no set. Cada vitória vale 2 pontos e empate vale um ponto. Vence quem atingir 6 pontos primeiro (três sets vencidos ou dois sets vencidos e dois empates) e caso haja um empate 5-5, cada oponente ganha uma flecha para o desempate.  

Esta edição conta também com equipes mistas formadas por duplas, além do masculino e feminino em equipes e individual. Esta é uma modalidade que mesmo tendo participação olímpica há mais de um século, só chegou no Brasil em 1955 por Alberto Panair que era comissário de voo da Panair. Depois de 25 anos, em Moscou 1980, o Brasil participaria pela primeira vez de uma Olimpíada com Renato Emílio que ficou em 27° entre 38 atletas no masculino e com Arci Kempner que ficou em 26° entre 28. Na época, todos faziam duas rodadas de 36 flechas sendo atiradas em posições. Renato participou de todas as Olímpiadas até Barcelona 1992. Arci não teve mais chances em Jogos Olímpicos e o Brasil só voltou a ter representantes femininas na Rio 2016. O país nunca conseguiu grandes desempenhos neste esporte, inclusive ficando sem representantes em Atlanta 1996, Sydney 2000 e Atenas 2004.  

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Prova de tiro com arco realizado nos Jogos Olímpicos Rio 2016.
Foto: Ricardo Jurczyk Pinheiro – 11/08/2016. 

Brasil em Tóquio  

O Brasil terá apenas dois representantes no esporte: Marcus Vinicius D’Almeida que conquistou a prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima em 2019 e Anna Marcelle dos Santos que conquistou a vaga em março no Pan-Americano da modalidade no México. 

Programação  

Os eventos ocorrerão no parque de Yumenoshima e em cinco dias haverá disputas de medalhas, um para cada competição da programação olímpica.  Confira o calendário completo abaixo:

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