Em Tóquio 2020 nas Paralímpiadas 2020 – dia 10: Brasil conquista medalha de ouro inédita no Parataekwondo

Foto de capa: Rebeca Doin

Por Rodrigo Glejzer

Entre a noite de quarta (01/09) e a manhã de quinta (02/09), pelo horário de Brasília, os brasileiros também conquistaram dois ouros na Natação e um no Atletismo, além de alcançarem as finais do Futebol de 5 e do Goalball masculino.  

Natação 

Detentor de duas medalhas de bronze em Tóquio, Talisson Glock conquistou a medalha de ouro nos 400m livres na classe S6 (para atletas com deficiências físicas). Atual campeão mundial, o italiano Antonio Fantin ficou em segundo. O russo Viacheslav Lenskii acabou em terceiro e fechou o pódio.  

Vencedor dos 200m livre e prata nos 100m costas, ambos na classe S2 (para atletas com deficiências físicas), Gabriel Araújo dominou os 50m costas S2 e garantiu mais uma medalha de ouro. Deixou com a prata o chileno Alberto Abarza e com o bronze o russo Vladimir Danilenko. Foi a vigésima segunda medalha da natação no Japão, a oitava dourada.  

Talisson Glock venceu sua primeira medalha de ouro em Paralímpiadas. Foto: Miriam Jeske/CPB.

Além das vitórias de Glock e Araújo, outros cinco brasileiros foram às piscinas, mas não conseguiram ficar entre os três primeiros. Entre os homens, Eric Tobera ficou em sexto nos 50m livres S4 (para atletas com deficiências físicas). O israelense Ami Omer não só ganhou a prova como também bateu o recorde paralímpico. A prata terminou com o japonês Takayuki Suzuki e o bronze com o italiano Luigi Beggiato. 

Nadando os 50m livres S1 (para atletas com deficiências físicas), José Ronaldo da Silva terminou a prova em quarto lugar. O pódio foi formado pelo israelense Iyad Shalabi (ouro), o ucraniano Anton Kol (prata) e o italiano Francesco Bettella (bronze).  

Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, venceu sua segunda medalha de ouro no Japão.
Foto: Twitter/Comitê Paralímpico Brasileiro. 

Pelas mulheres, Laila Abate acabou em sétimo nos 400m livres S6. A brasileira viu a chinesa Jiang Yuyan levar o ouro, enquanto a suíça Nora Meister ficou com a prata e Yelyzaveta Mereshko ganhou o bronze. Na prova dos 100m costas S14 (para atletas com deficiências intelectuais), Ana Karolina Soares terminou na quinta colocação. Entre as três primeiras, o Reino Unido conseguiu fazer uma dobradinha com Bethany Firth (ouro) e Jessica-Jane Applegate (bronze). A russa Valeriia Shabalina completou o pódio com a prata.  

Patrícia Pereira dos Santos foi a última a cair nas águas e conseguiu um quarto lugar nos 50m livres S4. A australiana Rachel Watson ganhou a prova, enquanto a italiana Arjola Trimi ficou em segundo e a espanhola Marta Fernandez Infante acabou em terceiro.  

Atletismo 

Prata no lançamento de peso F11 (para deficientes visuais), Alessandro Rodrigo conquistou o ouro, e o bicampeonato paralímpico, no lançamento de disco F11. Com 43.16m, novo recorde paralímpico, ficou a frente do iraniano Mahdi Olad (40.60m) e do italiano Oney Tapia (39.52m).  

No salto em distância T37 (para paralisados cerebrais andantes), Mateus Evangelista marcou 6,05m e levou a medalha de bronze para o Brasil. A medalha de ouro ficou com o russo Vladyslav Zahrebelny (6.59m) e a prata com o argentino Brian Lionel Impellizzeri (6.44m) 

Alessandro Rodrigo é bicampeão paralímpico do lançamento de peso F11.
Foto: Wander Roberto/CPB.

No feminino, Marivana Oliveira cravou 9,15m e ficou com o segundo lugar no pódio no Arremesso de peso F35 (para paralisados cerebrais andantes). A ucraniana Mariia Pomazan ganhou a prova, enquanto a tcheca Ana Luxova levou o bronze.  

Já no arremesso de peso F57 (competem em cadeiras devido a sequelas de poliomielite, lesão medular e amputação), o Brasil teve duas representantes, Tuany Siqueira (sexta) e Julyana da Silva (sétima) e ambas ficaram de fora do pódio. A argelina Safia Djelal (11.29) ganhou o ouro, seguida pela chinesa Mian Xi (10.81) e pela nigeriana Eucharia Iyiazi (10.40).  

Marina Oliveira conquistou sua primeira prata paralímpica depois de ser bronze na Rio 2016. Foto: Ale Cabral/CPB.

Parataekwondo e Futebol de 5 

Estreando como modalidade nas Paralimpíadas, o parataekwondo teve os seus primeiros pódios na história. E Nathan Torquato estreou com medalha de ouro no K44 (para atletas com deficiência unilateral em um dos membros superiores) até 61 kg. No entanto, para conquistar o alto do pódio, o futuro campeão contou com um pouco de sorte.  

Durante a semifinal que definiria o adversário do brasileiro, o russo Daniil Sidorov aplicou um golpe ilegal no egípsio Homaed Elzayat. O atleta africano sentiu e acabou tendo que ser hospitalizado, enquanto o europeu foi desclassificado. Com os dois adversários fora de combate, a final não foi realizada e a medalha dourada ficou com Torquato.  

Natan Torquato comemora o ouro inédito junto à comissão brasileira. Crédito: Twitter/Globoplay.

Atual tetracampeão invicto das Paralimpíadas, o Brasil está novamente na final do Futebol de 5. Sob forte chuva, os brasileiros enfrentaram a seleção do Marrocos em uma partida bastante truncada por causa do campo encharcado. A  vitória por 1 a 0, com gol contra dos adversários, garantiu a oportunidade da seleção buscar o pentacampeonato. A final será contra a Argentina no sábado às 5h30 (de Brasília). 

Tiro com Arco e Goalball 

Depois de vencer a primeira rodada contra a americana Emma Ravish (6 a 4) e passar pelas oitavas ao bater a tailandesa Phattharaphon Pattawaeo (7 a 1), a brasileira Fabiola Dergovics foi eliminada pela iraniana Zahra Nemati, que ficou com a medalha de ouro, por 7 a 1 nas quartas de final do tiro com arco recurvo.   

No goalball, tanto a masculina como a feminina chegaram nas semifinais, mas conseguiram resultados distintos. Entre os homens, os brasileiros conseguiram passar pela Lituânia, atuais campeões paralímpicos, por 9 a 5 e garantiram vaga na final. Na decisão, irão encarar a China, nesta sexta-feira, às 7h30 (de Brasília). Já nas mulheres, o Brasil acabou derrotado pelos EUA por 3 a 2 na decisão por pênaltis. A disputa pelo bronze será contra o Japão, nesta sexta-feira, à 1h15 (de Brasília).

Fabiola Dergovics chegou às quartas, mas acabou caindo diante da futura campeã olímpica Zahra Nemati. Foto: Matsui Mikihito/CPB.

Vôlei Sentado e Bocha 

Depois de vencer o primeiro set (25 a 22), o Brasil acabou sofrendo a virada contra a equipe do Comitê Olímpico Russo. Com parciais de (21/25), (19/25) e (19/25), os russos fecharam a semifinal e garantiram vaga para a decisão contra o Irã, atual campeão paralímpico. Os brasileiros enfrentarão os bósnios, medalha de prata na Rio 2016, pelo terceiro lugar no próximo domingo às 2h (de Brasília).   

No bocha em equipes mistas, os brasileiros jogaram contra Portugal e Eslováquia pelo BC 1-2 (mistura atletas que podem ter auxílio para estabilizar a cadeira e receber a bola com os que não podem ter nenhuma assistência). Maciel Santos, Andreza Vitória de Oliveira, José Chagas e Natali de Faria estrearam com derrota de 9 a 2 para os portugueses, mas se recuperaram na partida seguinte ao baterem os eslovacos por 5 a 4. Atualmente estão na quinta, e penúltima colocação, do Grupo B com duas partidas ainda a serem realizadas. A próxima será contra o Japão, amanhã, às 04h10 (de Brasília).  

Pelos trios mistos, Evani Calado, Evelyn de Oliveira e Mateus Carvalho derrotaram Portugal por 7 a 3 na estreia da classe BC3 (atletas com deficiências muito severas, que utilizam instrumento auxiliar e podem ser ajudados por outra pessoa) e estão, temporariamente, na segunda colocação. A segunda partida será hoje, contra Hong Kong, às 21h30 (de Brasília).  

Nas disputas do BC4 (atletas com deficiências severas que competem sem assistência), Ercileide da Silva e os irmãos Eliseu dos Santos e Marcelo dos Santos perderam duas de suas últimas três partidas. Estrearam com derrota para a Eslováquia (7 a 3) e depois também perderam para a Grã-Bretanha (6 a 4), mas se recuperaram contra o Canadá (4 a 3). Os brasileiros precisarão vencer Portugal, em jogo que acontece hoje às 23h15, para tentar se classificar à próxima fase. 

Bronze no individual BC2, Maciel Santos agora tenta chegar ao pódio nas equipes mistas.
Foto: Marko Djurica/Reuters.

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