Em Tóquio 2020 nas Paralimpíadas – Dia 13: Brasil iguala histórico recorde de medalhas com prata na maratona

Foto de Capa: Rebeca Doin 

Por Lucas Furtado Isaias  

No último dia de Jogos Paralímpicos, o Brasil conseguiu uma medalha de prata e igualou o recorde histórico com 72 conquistas. Poderia quebrar esta marca no badminton, mas Vitor Tavares perdeu na disputa do bronze. Na Cerimônia de Encerramento, a festa para coroar este ciclo paralímpico, a emoção e a luz foram os destaques.  

O que rolou? 

No domingo (05/09), o Brasil conquistou a prata na maratona com Alex da Silva na classe T46 completando a prova em 2h27min. O ouro ficou com Li Chaoyan, da China, que fechou em 2h25min50seg, e o bronze, com Tsutomu Nagata, finalizando a corrida em 2h29min33seg. Na maratona T54 feminina, Vanessa de Souza chegou em 12° com 1h51min12seg de prova. Na T12 masculina, Yeltsin Jacques abandonou a disputa, e, na feminina, Edneusa Santos terminou em quarto. Com a medalha, o país igualou o recorde de medalhas obtido na Rio 2016: 72. 

O badminton tinha a oportunidade de fixar um novo recorde, mas o britânico Krysten Coombs impediu a medalha brasileira de número 73 e conquistou o bronze, derrotando Vitor Tavares, de virada, por 2 a 1 (21/12, 10/21 e 16/21) em 44min de duelo na categoria simples SH6 masculina. O ouro ficou com o indiano Krishna Nagar, que derrotou o atleta de Hong Kong, Chu Man Kai, por 2 sets a 1 (21/17, 16/21 e 21/17) em 43min.  

A Cerimônia de Encerramento retratou o espírito das quase duas semanas de competições em sua “Cacofonia Harmoniosa”, em um show de luzes, cores e música para significar os elementos da natureza. O brasileiro Daniel Dias representou o país na passagem das nações e foi empossado como membro do Conselho de Atletas do Comitê Paralímpico Internacional (IPC).  

Outro momento de muita emoção foi a passagem do Afeganistão, representado pelos seus dois atletas nesta edição: Hossain Rassoul e Zakia Khudadadi, carregando o símbolo. Na Cerimônia de Abertura, o país foi representado por um voluntário, já que os dois atletas não conseguiram viajar devido à instabilidade causada pela retomada do Talibã ao poder no país e a saída das tropas do Exército dos Estados Unidos e de países aliados. O presidente do país norte-americano, Joe Biden, afirmou, em pronunciamento realizado no dia 1° de setembro, que as relações com os afegãos passarão a ser diplomáticas. O grupo extremista ainda não anunciou a formação do novo governo do país.  

O presidente do IPC, Andrew Parsons, em discurso, afirmou que os jogos “não foram apenas históricos, foram fantásticos”, e que a Paralimpíada distribuiu ao mundo a alegria, a esperança e a confiança. Em outro momento, ele afirmou que os mais de 1,2 bilhão de pessoas com deficiência no mundo “podem e querem ser cidadãos ativos” e que, conforme o mundo se reconstrói da pandemia do coronavírus, não devemos esquecer das pessoas com deficiência e construir um mundo inclusivo.  

Quadro de Medalhas  

Crédito: Lucas Furtado

O Brasil igualou o recorde de medalhas na Rio 2016. No entanto, levando em consideração os critérios de desempate, esta é a melhor campanha, com recorde de medalhas de ouro: foram 22 medalhas douradas, oito a mais do que as conquistadas há cinco anos. Desde Atlanta 1996, o país cresce em número de ouros, de medalhas totais ou os dois juntos. O Brasil também iguala a melhor posição no ranking de pódios: 7°, que é a mesma posição obtida em Londres 2012.  

O país-sede, Japão, ficou fora do top 10, terminando em 11° por conta do número de medalhas de ouro do Azerbaijão, que fez uma edição histórica em Jogos Paralímpicos (foram 14 ouros do país contra 13 dos japoneses). Veja o quadro:  

  Ouro  Prata Bronze Total  
01 China 96 60 51 207 
02 Grã-Bretanha 41 38 45 124 
03 Estados Unidos 37 36 31 104 
04 Comitê Paralímpico Russo 36 33 49 115 
05 Holanda  25 17 17 59 
06 Ucrânia 24 47 27 98 
07 Brasil 22 20 30 72 
08 Austrália 21 29 30 80 
09 Itália 14 29 26 69 
10 Azerbaijão  14 1 4 19 
11 Japão  13 15 23 51 

Próxima parada: Paris  

A próxima edição dos Jogos Paralímpicos será realizada em Paris entre os dias 28 de agosto e 8 de setembro de 2024, em uma edição histórica marcada pela sustentabilidade e equidade de gênero. Bandeiras que também serão o foco central dos Jogos Olímpicos. Não haverá mudanças na quantidade de modalidades, mas, sim, o foco maior em dar igualdade de oportunidades e reduzir a zero a diferença de vagas entre homens e mulheres.  

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