Evento da FACHA fala sobre os impactos do carnaval na sociedade carioca 

Foto de Capa: Reprodução

Por Yago Souza 

Os alunos do curso de MBA em Gestão e Produção Cultural (2019/2021) fizeram um seminário sobre gestão e produção do carnaval no auditório da FACHA, no dia 19 de fevereiro. O evento reuniu diversos profissionais do meio cultural. Foram quase 4 horas de diálogos sobre os pontos chaves da maior festa popular brasileira. 

Os convidados do seminário foram Bruno Felippo, jornalista, professor e sociólogo, Teresa Guilhon, design e mestre em bens culturais e projetos culturais, Anderson Baltar, jornalista, âncora e coordenador da Rádio Arquibancada, Jaime Cezário, arquiteto carnavalesco, pesquisador e professor e Lia Baron, doutora em comunicação que já atuou nas secretarias municipais de cultura do Rio de Janeiro e de Niterói. 

O seminário teve como tema central: carnaval e economia criativa. No evento foram abordados os subtemas: balanço financeiro de 2021, consequências da redução das medidas restritivas e prevenção, produção e geração de receitas e potencial sociocultural, trabalho autônomo e desemprego. 

A prefeitura divulgou, em 18 de fevereiro, um estudo feito pela Secretária Municipal do Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS) e pela Fundação João Goulart que revela que o carnaval gera 4 bilhões de reais e que serviços relacionados ao turismo são maiores nos dias de folia do que em todo ano. A arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) ultrapassa os 25 milhões de reais em fevereiro e são, pelo menos, 45 mil de trabalhadores envolvidos no evento. Por isso, o carnaval também é desenvolvimento econômico. 

Em dois seminários, evento abordou o carnaval em seus mais diferentes aspectos (Foto: Reprodução)

Bruno comenta que os impactos financeiros que o evento traz à economia são bastantes claros “é uma indústria enorme que movimenta, mais ou menos, 4 bilhões de reais. A Prefeitura mostrou isso de maneira oficial, mas não tínhamos essa ideia tão aperfeiçoada como agora, mas tínhamos de fato um pensamento que o carnaval envolvia muito dinheiro e que é uma cadeia produtiva que envolve muitas categorias de trabalho’’, comentou.  

Falando sobre os dados mostrados na apresentação, Jaime Cesário comentou, ‘’fica claro para fundamentar essa nossa defesa, das pessoas que trabalham com o carnaval, que o carnaval não está tirando dinheiros de escolas e hospitais, o carnaval ajuda a construir escolas e hospitais, pois cada real investido aumenta doze vezes’’. 

Enquanto os palestrantes citam e discutem a ideia de abrir uma subsecretaria de carnaval, Anderson Baltar cita que ‘’eu sou um defensor antigo dessa ideia da subsecretaria de carnaval, porque a Rio Tour tem um volume de demandas tão gigantesco que ele não dá conta, tem o carnaval, o réveillon, tem o Rock in Rio. A gente passou aqui no Rio, num período muito curto de tempo, por vários megas eventos e a Rio Tour esteve envolvida em todos’’. Jaime concordou com Baltar e afirmou que a cidade teria ganhos com a implementação da ideia.  

Você pode assistir o evento aqui: 

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