Os destaques da Natação nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

Foto de capa: Rebeca Doin 

Por Lucas Dias 

A natação sempre foi uma das principais modalidades olímpicas. Suas primeiras competições na era moderna foram na edição de Atenas 1896. A história indica que a natação é tão antiga quanto as pinturas rupestres. A evidência mais histórica que se tem do esporte são pinturas que datam de 10.000 anos atrás, em uma caverna no Egito.  

Pintura rupestre relacionada à natação encontrada em uma caverna egípcia – Foto: Reprodução/ Greatwen.

A forma como aprendemos a nadar hoje em dia nas aulas de natação ou nas escolas é extremamente diferente da forma como os atletas pioneiros nadavam antigamente. O primeiro estilo de nado oficial foi o peito, ou nado de bruços como dizem os portugueses. Trata-se do primeiro oficializado e a ser usado nas competições.  

Em 1844, um grupo de britânicos competiu contra índios americanos e foi derrotado, porque os nativos já usavam uma forma rudimentar do crawl, ou estilo livre. Apesar das evidências de que o nado livre era muito mais rápido que o nado peito, os britânicos se recusaram a adotar porque o novo estilo “espirrava uma quantidade bárbara de água”, e esses europeus achavam “algo muito pouco britânico”. Por causa disso, o nado livre demorou quase 30 anos para ser adotado. Depois disso, a natação mundial foi repleta de pioneiros. 

Em 1912, nos Jogos Olímpicos de Estocolmo (Suécia), as mulheres começaram a participar de algumas das provas de natação. Na época, acreditava-se que o organismo das mulheres não suportava uma grande carga de esforço. Em 1936, Maria Lenk participou das Olimpíadas de Berlim, não conseguiu ganhar medalhas, mas suas adaptações no nado peito foram consideradas, pouco depois, um outro estilo. E surgiu aí o nado borboleta.

Tetsuo Okamoto ganhou, nos Jogos Olímpicos de Helsinque (Finlândia) 1952, a medalha de bronze na prova dos 1.500 m livre, tornando-se, assim, o primeiro medalhista olímpico da natação brasileira. Em 1972, Mark Spitz ganhou sete medalhas de ouro nos Jogos de Munique. 

Brasil em Tóquio 

O Brasil conta com 22 vagas (entre feminino e masculino) garantidas para os Jogos Olímpicos de Tóquio. As vagas Olímpicas foram asseguradas na seletiva nacional realizada dos dias 19 até 24 de abril. A realização das competições foi no parque Aquático Maria Lenk no Rio de Janeiro. O quarteto brasileiro no revezamento 4 x 200 metros contarão com Fernando Scheffer, Breno Correia, Murilo Sartori e Luiz Altamir. Na prova dos 100 metros costa o país terá Guilherme Basseto e Guilherme Guido. No dia 19 de abril, Guilherme Costa (400 metros livre) e Felipe Lima (100 metros peito) carimbaram o passaporte rumo a Tóquio.

O Brasil será representado também por Bruno Fratus, que garantiu a vaga olímpica nos 50 metros livre ao vencer a etapa de Mission Viejo, na Califórnia (Estados Unidos) no último dia 10 de abril.  Na seleção feminina o Brasil contará com Larissa Oliveira, Aline rodrigues, Nathalia Almeida, Gabrielle Roncatto no estilo livre (4x 200 metros) e também Ana vieira, Etiene Medeiros, Stephane Balduccini, e a Larissa Oliveira para o estilo livre (4×100 metros). De acordo com a CBDA, a seleção classificada garantirá uma incrível performance nos jogos. 

Calendário

Regras 

A natação não envolve somente saltar na água e nadar o mais rápido possível. As competições são regidas por regras rígidas, que determinam quais tipos de movimento podem ser feitos em cada estilo. Definem também quais passos os nadadores devem cumprir no início de cada prova e quais trajes são permitidos. 

As dimensões de uma piscina olímpica são de 50 x 25 metros, com 3 metros de profundidade. As provas podem ser praticadas tanto em espaços abertos quanto fechados. Há competições internacionais que usam também as piscinas curtas, que possuem 25 metros de comprimento e 20 metros de largura. As piscinas são divididas em raias, demarcadas por uma faixa no fundo e/ou por material flutuante.  

As distâncias das provas de natação são divididas por estilos de nado da seguinte forma: 

  • Livre: 50 m, 100 m, 200 m, 400 m, 800 m e 1.500 m;
  • Costas: 50 m (não olímpico), 100 m e 200 m; 
  • Peito: 50 m (não olímpico), 100 m e 200 m; 
  • Borboleta: 50 m (não olímpico), 100 m e 200 m; 
  • Medley: 200 m (50 m cada estilo) e 400 m (100 m cada estilo); 
  • Revezamento: 4×100 m livre (100 m para cada integrante da equipe), 4×200 m livre (200 m cada) e 4×100 m medley (100 m para cada integrante, um estilo por nadador). 

A partida, ou largada, na natação segue um ritual, com diferenças entre os estilos de nado. Nas provas de livre, peito, borboleta e medley, ela é feita por meio de salto (mergulho).  

Ao apito longo do árbitro geral, os nadadores devem subir no bloco de partida e ali permanecer. Ao comando “às suas marcas”, dado pelo juiz de partida, os nadadores devem se colocar, imediatamente, na posição de partida, com pelos menos um pé na parte dianteira do bloco. A posição das mãos não é relevante. Quando todos os nadadores estiverem imóveis, é soado o sinal de partida. Assim, todos são autorizados a saltar na água, em suas respectivas raias. 

Já nas provas de costas e revezamento medley, a partida é efetuada dentro da água. Ao primeiro apito longo do árbitro geral, os nadadores deverão entrar, imediatamente, na piscina. No segundo apito longo, devem se colocar, sem demora indevida, na posição de partida. E quando é dada a partida. 

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