Um mês de #ADH: nossas obsessões do momento

Por Letícia Alves e Rafaella Gama

Amanhã, dia 24 de novembro de 2026, faremos um mês desde o lançamento da coluna. O Além do Hype é um projeto que foi muito pensado, idealizado e amado desde os primórdios por nós, e ver que nosso bebê está crescendo nos torna as mães mais orgulhosas do mundo! Para comemorar o primeiro mês do nosso filho, queremos compartilhar as nossas obsessões do momento com vocês, queridos leitores, para vocês poderem conhecer um pouquinho mais da Rafa e da Let. Vem com a gente!

Álbum

‘Who’s the Clown?’ e ‘you seem pretty sad for a girl so in love’ – Rafa

Me perdoem, mas nessa vou ter que roubar um pouquinho… não consigo decidir entre as duas!

Descobri a Aubrey Hobert no ano passado quando seu primeiro single, ‘Sue Me’, viralizou no TikTok e imediatamente entrou na minha playlist de favoritos. Há algumas semanas, a música ‘Silver Jubilee’ também virou trend na plataforma, e quando fui atrás da música no Spotify, me deparei com o álbum ‘Who’s the Clown?’. Fiquei tão viciada na Aubrey que o meu top 5 músicas de setembro foi totalmente dominado por ela: ‘Silver Jubilee’ com 24 plays, ‘Chateau’ com 20 e ‘Thirst Trap’, ‘Sex and the City’ e ‘Don’t go back to his ass’ empatadas com 17 cada uma. Acho que um dos motivos que gostei tanto do álbum é o fato de que Aubrey é completamente honesta com seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins – quando escuto as músicas me imagino tomando café com uma amiga e dividindo minhas inseguranças, sonhos e desilusões amorosas.

Além de Aubrey, Olivia Rodrigo também é uma das minhas obsessões do momento, e por um motivo extremamente parecido. O ‘you seem pretty sad for a girl so in love’ já me rendeu debates, repertórios (e até mesmo crises de choro, confesso) e acredito que seja o trabalho de Olivia com que eu mais me identifiquei – quem nunca iniciou o melhor relacionamento de sua vida mas tinha problemas psicológicos sérios demais para lidar da melhor forma possível com ele, né? … né?

Minhas músicas favoritas são ‘what’s wrong with me’, ‘purple’, ‘maggots for brains’ e ‘stupid song’. Escuto quando estou triste, quando estou feliz e quando estou triste e quero ficar mais triste ainda. Obrigada por isso, Olivia!

‘Eletrocardiograma’ e ‘Sambas Enredos 2027’ – Let

Acho que aqui eu e Rafa somos completos opostos!

Flora Matos não sai do meu fone desde os meus 15 anos de idade e acho que vai continuar assim por um bom tempo. Por mais contraditória que a querida Flora seja, ninguém conversa tanto comigo pelas músicas como ela. “Sonhos Gangsta” e “Preta de Quebrada” são meus lemas da vida e se fizeram ainda mais presentes nessa semana em meio a tantas coisas legais que eu tenho vivido. (nunca me bloqueie no twitter, flora, por favor)

E minha segunda obsessão da vida (seria injusto dizer que é algo recente) se chama sambas enredos, não consigo nem explicar para ninguém a quantidade absurda de dopamina que meu corpo produz quando escuta o Ito Melodia cantar “Meu olhar marejou, mareia”. (apesar de ser caxiense, também sou muito imparcial e na minha humilde opinião a safra de 2027 tá infinitamente melhor do que 2026 e o samba da grande rio não é meu favorito ainda) xxx

Melhor eu pular logo pra próxima categoria e não começar a falar de carnaval se não vou ficar aqui até amanhã.

Filme

Só por uma Noite – Rafa

Semana passada assisti ‘Só por uma Noite’, comédia romântica com Callum Turner e Monica Barbaro, e tive uma grande surpresa. Vou ser bem sincera com vocês: desde ‘O Plano Imperfeito’ com Zoey Dutch e Glenn Powell eu não tinha assistido uma comédia romântica feita na década de 2020 que fosse tão boa, divertida e apaixonante. Callum e Monica funcionam maravilhosamente bem juntos, formando um casal que exala química (sorry, Dua Lipa!), e a história consegue equilibrar perfeitamente os momentos de humor com os de romance. Será que é um sinal que as romcoms estão voltando? Deus, se for da sua vontade, saiba que sua filha está pronta!

Capitães da Areia – Let

Reassisti Capitães da Areia, adaptação cinematográfica do clássico de Jorge Amado, e preciso dizer uma coisa: mudou a minha vida de novo!!!! Ambientado em Salvador, o filme acompanha um grupo de meninos que vive em um trapiche abandonado e sobrevive pelas ruas da cidade, entre pequenos furtos, conflitos e tentativas de escapar de uma realidade marcada pelo abandono. Liderados por Pedro Bala, eles encontram no grupo uma família, até que a chegada de Dora muda a dinâmica entre os garotos e desperta novos sentimentos, especialmente em Pedro Bala. Pra falar a verdade, o que mais me chamou a tocou foi enxergar como essas crianças só queriam se sentir amados, vistos, eles só precisavam (ou precisam) de pessoas dispostas a dar amor (e um lar com comida, uma cama e o básico da dignidade) a eles . Talvez minha carteirinha do clube livros-são-melhores-que-as-adaptações por ter visto duas vezes o filme antes de ler o livro mas minha promessa é ler esse clássico antes do fim do ano.

Série

Friends – Rafa

Sim, estou re-assistindo Friends pela quarta vez e não quero julgamentos, obrigada. Acho que é uma série que dispensa comentários, né? Tem quem ame, tem quem odeie, mas é impossível não reconhecer sua importância para a história da cultura pop mundial. Só para esclarecer alguns tópicos: O melhor casal é Mondler, o Ross traiu SIM a Rachel e a Phoebe e o Mike foram um grande acerto (não, ela não deveria ter ficado com o Joey). Estamos entendidos? Ótimo. Próxima categoria!

Um mundo diferente – Let

Esportes? Tem! Pretos lindos? Tem! Romance? Óbvio! Mulheres nem um pouco songamongas? SIMSIMSIM. Assisti Um Mundo Diferente, da Netflix, e preciso dizer uma coisa: não consegui assistir o último episódio porquê não quero me despedir deles até a segunda temporada! A série acompanha Deborah, uma jovem impulsiva e rebelde que precisa aprender a lidar com a independência, os próprios erros e os desafios de construir uma vida longe da influência dos pais que, ironicamente ou não, são os diretores da faculdade que ela estuda. Ao lado dela, conhecemos Rashida, uma estudante dedicada, dona de uma personalidade babadeira e várias laces com franja roxa; Amir, que tenta deixar os erros do passado para trás e expressar sua sexualidade; e Shaquille, que precisa equilibrar o futebol, os sentimentos por Deborah, os problemas familiares e todos aqueles músculos. Ao longo dos dez episódios, amizades, romances, conflitos e questões sociais se misturam em uma história que vai muito além das festas e dos dramas universitários. Poderia dizer que o ponto forte da série é o elenco belíssimo mas definitivamente é a representatividade tão importante para que nós, meninas pretas, vejamos pessoas negras ganhando protagonismo nas séries. (algo mudou em mim quando vi casais de pretinhos vivendo romances e sendo amados aos berros na tela da minha televisão, ok?). Posso falar que agora estou orfã de mais uma série até os próximos episódios ou nada a ver? (sim, estou falando de você, Off Campus)

Livro

‘As Irmãs Blue’ – Rafa

Tenho uma confissão a fazer: estou passando por uma ressaca literária. Coincidentemente (ou não) ela se instaurou quando as eleições começaram a se aproximar, mas não vamos entrar em muitos detalhes sobre isso. Bom, já que não estou lendo nada ultimamente, acho que tenho a necessidade de compartilhar o meu amor incondicional pelo livro ‘As Irmãs Blue’ da Coco Mellors com vocês. A história gira em torno de Avery, Bonnie e Lucky, irmãs que se reúnem um ano após a morte trágica de sua irmã caçula, Nicky. O livro fala sobre temas muito delicados: luto, perdas, vícios, relacionamentos familiares e, o mais importante, sobre o amor entre irmãs. Não sei muito bem se escolhi esse livro ou se ele me escolheu, mas calhou de ser um momento também muito delicado para mim: poucos meses antes, eu tinha perdido uma das minhas melhores amigas para o câncer. Além disso, tenho o prazer de dividir a minha vida com a minha irmã mais nova, então, resumindo um pouco a história, o livro me destruiu. Chorei como um bebê quando acabei de ler e, depois de dois dias, repeti a leitura para conseguir compreender melhor todos os sentimentos que apareceram em mim – o que acabou não servindo de muita coisa, já que até hoje não consigo expressar perfeitamente tudo que sinto quando lembro da história. Para não me estender ainda mais, vou apenas dizer que o livro mudou a minha vida, que eu penso nele todos os dias da minha vida e que, se eu pudesse, daria mais do que 5 estrelas para ele.

A Natureza da Mordida – Let

Ler Carla Madeira é uma experiência quase paranormal, e A Natureza da Mordida me fez pensar muito sobre as relações que construímos ao longo da vida. A história da idosa Biá e da jornalista Olívia começa com uma pergunta arrebatadora: ‘O que você não tem mais que te entristece tanto?’, que abre espaço para conversas semanais sobre perdas, arrependimentos, memórias e tudo aquilo que carregamos sem saber muito bem como dividir com alguém. O que mais me encanta é como a autora constrói essa amizade entre duas mulheres tão diferentes, mostrando que, às vezes, encontramos no outro um lugar seguro para falar sobre aquilo que nem nós mesmas conseguimos compreender. E tem um trecho que eu nunca vou me esquecer: “Comecei a cursar jornalismo, e os segundos, as horas, os dias eram intensamente convividos com pessoas completamente novas, pensando e fazendo coisas que eu nunca tinha feito. Foi como nascer de novo, trocar de pele, trocar todas as paisagens por onde eu havia circulado até então. Ninguém do meu passado andava por ali. Ninguém sabia nada de mim. Ninguém esperava nada. E com isso, Biá, experimentei a sensação de ser livre.” Me expondo um pouco-muito aqui, parece que fui eu quem escrevi esse parágrafo esse ano e pedi para Carla colocar no livro, nunca estive tão feliz quanto agora cursando jornalismo, sem ninguém do meu passado por perto e fazendo coisas que eu jamais imaginei que estaria fazendo. (ainda bem que toda vez que choveu, parou e ainda que tenha demorado eu encontrei muitas pessoas dispostas a dividir o guarda-chuva comigo literalmente)

Item de beleza

McoBeauty Flawless Glow – Rafa

Quando fiz minha viagem à Londres no meio do ano eu só tinha duas certezas: precisava visitar o pub que inspirou a música ‘The Black Dog’ da Taylor Swift e também precisava comprar um produto da McoBeauty. O meu escolhido foi o Flawless Glow (dupe mais que assumido da Flawless Filter da Charlotte Tilbury), que é um skin tint luminoso que deixa a pele com um brilho TÃO bonito que genuinamente parece que eu tenho uma rotina de skincare diária com 10 passos que sigo rigorosamente. O produto custou 11£ e eu me arrependi de ter trazido apenas um. Acho que é um sinal que preciso voltar à terra da rainha o mais rápido possível.

Rare Beauty Soft Pinch Liquid Blush – Let

Preciso admitir que minha bolsinha de maquiagem é a mais básica possível e que não sou a mais interessada no assunto beleza, massss preciso dizer que eu e esse blush tivemos um imprinting. Foi paixão à primeira usada, amor instantâneo, sei lá…eu sei que desde que comprei (ninguém precisa saber que foi no ano passado) não tem um único dia que eu não use e que eu não fique 1000% satisfeita. Dura muito, pigmentado demais e cabe em qualquer necessaire. Obrigada você, Selena Gomez!!!!!

Conta que nos inspira

Like Magazine – Rafa

Acho que uma das poucas contas do Instagram que eu entro religiosamente todos os dias para conferir os posts novos é a Like Magazine, portal de cultura, entretenimento e lifestyle que, inclusive, foi uma das inspirações para a criação do Além do Hype! Amo os designs, os comentários, as recomendações… resumindo, sou fã de carteirinha.

Capricho – Let

Vai parece clichê mas é a verdade, cresci vendo a Capricho pelas bancas e isso moldou muito a pessoa que eu sou e principalmente a jornalista que quero ser. Admito que o Além do Hype surge exatamente da nossa vontade de falar sobre entretenimento e cultura assim como víamos e vemos durante toda nossa vida. Olá Deus, sou eu de novo…

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